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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Os Animais Nascem Bifes?




 

 

Os Animais Nascem Bifes?  

 

Texto de 15/10/2006

Simone Nardi


Geralmente as pessoas usam como desculpa para continuar comendo carne o fato de que os humanos sempre comeram carne, de acordo com essa lógica, não deveríamos tentar impedir pessoas de assassinarem outras, já que esse comportamento acontece desde os tempos mais remotos.
Isaac Bashevis Singer [1]

Essa pode parecer uma pergunta engraçada, mas envolve algo muito sério, envolve a alienação de indivíduos pela sociedade, envolve medos e uma palavra forte , mas que não há como esconder, a ignorância. Ignorância na visão de desconhecimento, de falta de saber, mas por puro medo, e por medo compreenda-se aqui uma gigantesca inquietação interior diante de algo que hoje em dia é visto como uma ameaça, mas que deveria ser encarado como um avanço moral.

Quando falamos em vegetarianismo, não falamos para censurar ou violar os desejos de cada um, mas falamos para o bem dos animais, porque não, os animais não nascem em forma de bifes, de coxas ou de filés de peixe, eles nascem animais, com sistemas neurológicos como o nosso, com sentimentos parecidos com o que temos, com sensibilidade literalmente a “flor da pele” como nós humanos. Hoje em dia não é mais possível esconder a senciência animal, ela sempre existiu , só que era ignorada. Nós somos o grande problema dos animais, essa é que é a verdade. Conheci uma pessoa que dizia amar os animais, falava deles com tanto amor e piedade que eu não pude me conter e logo perguntei: Então você é vegetariana, que legal...

Legal foi o olhar que ela me lançou, algo como: “Você tinha que estragar tudo né?” Pois é, o rosto mudou, a voz mudou, os gestos, tudo, parecia outra pessoa a me dizer que cães e gatos são uma coisa e que bois, porcos e galinhas eram outra, eram já bifes, pururucas e coxinhas , não eram animais, mas já vinham assim, em forma de bifes mesmo...

Surpreso?

Vai ficar ainda mais. Quando tentei explicar que os animais não nasciam bifes, ela colocou a mão dela sobre a minha boca e disse que não queria saber, que queria continuar acreditando que eles já vinham plastificados naquelas bandejinhas que se encontram nos supermercados, pois tudo era mais “bonito” assim, como um lindo conto de fadas para nós humanos, mas um conto de terror para os animais.

As pessoas vivem dizendo que temos que ter cuidado quando falamos em vegetarianismo para não assustar as pessoas, mas será que não seria por medo de “despertar” as pessoas? Pensamos muito em nós mesmos, em nossas vontades, em nossos desejos e nos esquecemos dos animais, porque afinal são apenas animais, já nascem cortados e embalados, prontos para ir do mercado ao freezer e do freezer a frigideira. E poucos são os que conseguem autonomia para pensar quais os caminhos percorridos por esses irmãos, antes de dizer que Deus permitiu a alimentação carnívora,antes de dizer que senão os matarmos, morreremos,isso soa quase como dizer que Deus também permitiu os crimes aos quais assistimos chocados, quando somos nós que nos desviamos de Seu caminho.

Isso se chama Alienação, uma coisa que se faz por fazer, sem questionar os motivos, algo que aprendemos desde o berço, uma ilusão que se torna natural, que se torna real e da qual não queremos nos separar, mesmo quando descobrimos que não passa de uma falácia. Nós somos indiferentes aos animais porque aprendemos isso com nossos pais, com nossos amigos, na escola e passamos a achar natural. Muitos ficam bravos quando alguém tenta despertá-los, faz parte do seu livre arbítrio mudar ou não, mas insistimos: ou repensamos nossas atitudes ou nada nesse inicio de Século , absolutamente nada, vai mudar o pensamento das novas gerações.

Você ainda acredita que os animais nascem bifes?

Simone Nardi

[1] Judeu-polonês, que passou a maior parte da infância em Varsóvia, escritor, filho e neto de rabinos hassídicos.

Egroup Clara Luz - OS ANIMAIS TÊM ALMA!
http://br.groups.yahoo.com/group/clara_luz/





Simone Nardi

 

 


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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A Eutanásia nos Animais



Foto by SN; Hime
             



Eutanásia deriva do grego,”eu”- bom e “thanatos” –morte, “boa morte”, porém dentro de uma filosofia espírita devemos compreender que nenhuma morte pode ser boa quando se trata de suicídio ou de eutanásia, que nada mais significa do que literalmente tirar a vida de outro. A eutanásia é vista por muitos como uma prática de alívio a dor e ao sofrimento diante de uma doença incurável pela medicina humana. Segundo a História, a “euthanasia” seria utilizada há séculos e muitos eram os doentes que procuravam com seus médicos o elixir da morte por estarem cansados de viver. No entanto, a Doutrina Espírita nos esclarece que os seres vivos são constituídos de um corpo físico e de uma alma – espírito encarnado - e que a dor e o sofrimento são mecanismos de resgates necessários à evolução do Espírito em seu caminho rumo a perfeição, tais sofrimentos seriam a depuração energética de cada um, todos frutos do mal uso do livre arbítrio, já que todos respondem dentro da Lei de Ação e Reação, ou seja, toda ação cometida corresponde a uma reação de igual intensidade e gravidade, só que agora na forma de doenças e sofrimentos, educando os espíritos no caminho do amor. Muitas doenças, portanto, têm sua origem nesse mecanismo de resgate devido à enorme gama de energias que foram condensadas no perispírito e que agora afloram no corpo físico, esclarecendo melhor, pode-se concluir que todas as doenças tem origem no Espírito.



Mas e os animais? Eles não possuem resgates cármicos como os seres humanos e sua senciência prova que eles sofrem tanto quanto os seres humanos, seria lícito então proporcionar a esses irmãos a eutanásia afim de livrá-los do sofrimento?

Normalmente para aceitar a eutanásia realizada num animal em fase terminal, busca-se os recursos da Lei de Ação e Reação, da Lei do Carma, porém é preciso nos atentarmos ao fato de que o animal ao qual nos referimos não é apenas o animal que vemos na forma física, mas que há nele um Princípio Inteligente Universal, uma alma que anima aquela matéria e que retornará ao Plano Espiritual em boa ou má condição, dependendo muito de como agiremos com ele enquanto encarnado. E como será o trabalho da espiritualidade se, com nossos recursos terrenos, levarmos para o Plano Espiritual um animal antes de seu momento derradeiro, afinal, qual de nós sabe com exatidão o que acontecerá dali a um minuto? Trazemos conosco essa imensa dificuldade de separação entre o que material e o que é espiritual. Acreditarmos que o animal se encontra em sofrimento sem qualquer justificativa, já que aprendemos que não possui carma e crer apenas nisto seria também acreditar que Deus houvesse criado tal sofrimento por puro capricho, já que como nos coloca Emmanuel , os animais estão isentos da Lei de Ação e Reação por não terem culpa a expiar, o que não significa que o sofrimento pelo qual passam em determinado momento não esteja lhe trazendo a evolução espiritual. André Luiz em seu livro "Libertação" coloca o seguinte : “O sofrimento é reparação ou ensino renovador” e Emmanuel novamente acrescenta o conceito de dor como aprendizado ao dizer que“...Ninguém sofre tão somente para resgatar o preço de alguma coisa.Sofre-se também angariando recursos preciosos para obtê-la. Assim é que o animal atravessa longas eras para instruir-se...para atingir a auréola da razão, deve conhecer comprida fieira de experiências”. .

“O sofrimento é reparação ou ensino renovador”, portanto, se os animais se encontram isentos da Lei de Ação e Reação, só nos resta crer que para eles tal sofrimento surge como grande aprendizado evolutivo, levando-nos a conclusão que para eles o sofrimento não teria a finalidade de punir ou resgatar, mas sim de educar para suas futuras reencarnações. Há, porém, um outro fato que não pode ser deixado de lado: E se a prova for para os tutores e não apenas um aprendizado para o animal? .

O que geralmente acaba ocorrendo nestes casos é que logo no momento em que mais precisam provar que amam esses pequenos irmãos os tutores desistem, na maioria das vezes não por verem o sofrimento do animal, mas por sua própria dor e fraqueza, e entregam-no a eutanasia. Quais aprendizados teriam retirado dali se não houvessem desistido antes da escolha da "boa morte"? Força.Dedicação. Amor, são alguns exemplos. .

É bem verdade que existem casos e casos, presenciamos certa feita o caso de um animal atropelado onde a matéria não poderia ser refeita pelos abnegados veterinários que o recolheram ainda com vida, neste caso contudo, ocorreu a misericórdia Divina ao ser solicitada a eutanásia, adormecendo a matéria, mas não o espírito, deixando o restante do trabalho e talvez o mais difícil para os benfeitores espirituais, que era o desligamento de todos os cordões fluídicos da matéria, já que a eutanásia havia tirado do animal seu último minuto de vida. Porém, na grande maioria dos casos e por pior que seja o sofrimento, cada tutor tem em suas mãos a capacidade de auxiliar seus tutelados a permanecerem no estágio de evolução onde se encontram até que a espiritualidade venha cortar os cordões fluídicos que os une à matéria e assim, recolhê-los com carinho e encaminhá-los ou a um tratamento no Plano Espiritual ou a uma nova reencarnação, dependendo do estado no qual se encontre.

A eutanásia, muito mais do que uma morte boa, pode ser considerada um atentado a vida, pois cada ser vivo que reencarna tem em si uma programação de vida feita pela Divindade, o que na visão humana se traduz apenas em sofrimento para o espírito é depuração e aprendizado, tirar dele seu derradeiro minuto é privá-lo desse aprendizado que lhe foi devidamente programado. Assim a eutanásia acaba se transformando numa fuga do tutor diante de um momento difícil e que como consequência impede que os cordões fluídicos se rompam normalmente, pois a matéria morre diante dos olhos, mas o espírito permanece vivo e ainda ligado a ela durante algum tempo, até que os benfeitores espirtuais terminem de cortá-los um a um. Por isso, apesar de vermos , como seres encarnados, o sofrimento da matéria, é preciso pensar também que o espírito que anima aquele corpo necessita daquele aprendizado , que ao libertar-se normalmente poderá ser rapidamente levado para um tratamento ou uma para uma nova roupagem carnal e que o carinho dos tutores , a água irradiada, os passes e as preces para que o animal se desligue naturalmente do corpo carnal sem maiores sofrimentos é que irá auxiliar a todos, tutores e tutelados,em seu caminho evolutivo.

Referências.

André Luiz, Libertação, Ação e Reação, Evolução em dois mundos.
Emmanuel ,Chico Xavier -Ação e Caminho.
















Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.











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domingo, 6 de março de 2011

Oração


Sebastião Salgado: Ave


Que Deus faça o homem enxergar a vida
Para que ele cure as feridas
Que causou em si mesmo pelo seu egoísmo
Que Ele faça o homem despertar sem demora
Pois é o fim dos dias e é chegada a hora
De lutar para saciar a fome de amor
Que ele esqueça a ganância e volte a ser criança
Que ignora o credo , a raça e a cor
A criança inocente que não guarda rancor
E que dá para o mundo, seu mais puro amor
Que o homem dê à Deus, tudo o que Ele nos deu
A chance de amar, de criar e irmanar
Um céu sob o qual deitar, a relva para sonhar, o mar para nadar
Para que a Terra sobreviva sem as guerras
Para que ela nos mostre que nossas sequelas
Serão escondidas da próxima geração
Para que Deus nos abençoe e nos faça agir com o coração.

Simone Nardi

17/02/03





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