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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Castração

Ricardo Capuano, médico veterinário


Há varias ideias falsas sobre a castração e que infelizmente estão enraigadas no pensamento popular . Entre essas ideias as mais comuns são que o: “Cão castrado é mais propenso a problemas de saúde.”


FALSO: a probabilidade de pegar doenças não aumenta com a castração. Antes pelo contrário: a retirada de útero e dos ovários, ou testículos, acaba com a possibilidade de infecções e tumores naqueles órgãos, e de complicações ligadas à gravidez e ao parto. Sem acasalamentos, as doenças sexualmente transmissíveis deixam de representar risco. Cai a incidência de tumores da mama.



Outra dessas ideias é que o cão precisa acasalar para ficar emocionalmente mais estável.”


FALSO: dependendo das disputas, o acasalamento pode até causar brigas, rejeição e instabilidade emocional.


”A fêmea precisa ter crias para manter o equilíbrio emocional.” 

FALSO: não há relação entre os dois fatos 

A falta de prática sexual causa sofrimento.”

 FALSO:o que leva o cão à iniciativa de acasalar é exclusivamente o instinto de procriar, e não o prazer nem a necessidade afetiva. O sofrimento pode ocorrer justamente no caso contrario. Machos não castrados, se vivem com fêmeas e não podem cruzar, ficam mais agitados, agressivos, não comem e perdem peso.

”Castrar reduz a agressividade do cão de guarda.”

FALSO: a agressividade necessária para a guarda é determinada pelos instintos territoriais e de caça e pelo treinamento, sem ser alterada pela castração. A dominância e a disputa sexual criam oportunidades para o cão usar a agressividade que tem, mas não são as causas dela.

Vantagens da castração

É o que garante um estudo feito em cães machos pelo Veterinary Mudical Teaching Hospital, da Universidade da Califórnia, em conjunto com a Small Animal Clinic, da Universidade de Michigan. Bastou a cirurgia ser feita para, em grande parte dos casos, cessar o comportamento indesejado, obtendo-se uma rápida solução. Em outros casos, de maus-hábitos mais arraigados, a correção demorou mais, por exigir também um trabalho de reeducação do cão. No caso das fêmeas, as vantagens já foram citadas, como a significativa redução do desenvolvimento do câncer do aparelho reprodutor (câncer de mama, câncer no útero, câncer nos ovários, piometra). Para os machos, as vantagens são em geral comportamentais. Veja os resultados:

FUGIR – 94% dos casos foram resolvidos, 47% rapidamente.

MONTAR – 67% dos casos foram resolvidos, 50% deles rapidamente.

DEMARCAR TERRITÓRIO – 50% dos casos foram resolvidos, 60% deles rapidamente.

AGREDIR OUTROS MACHOS – 63% dos casos foram resolvidos, 60% deles rapidamente.
A principal doença reprodutiva das cadelas, e o tumor mais comum de cadelas sexualmente intactas, é o tumor de mama. Ele é o segundo tumor mais frequente em cadelas e o terceiro mais comum em gatas. É provado que a sua incidência cai para 0,5% quando a cadela é castrada antes do primeiro cio, mas o efeito da castração na diminuição da incidência deste tumor vai diminuindo com o tempo, sendo que não se altera se a cadela for castrada após o segundo cio. Já nas gatas, a ocorrência de tumor de mama é sete vezes maior em fêmeas não castradas do que naquelas castradas.

Além dos tumores de mama, a castração precoce previne quase todos os outros tumores relacionados ao sistema reprodutor, tanto em machos quanto em fêmeas, assim como outras doenças do sistema reprodutor. Por exemplo, uma doença muito comum em cadelas e gatas, principalmente naquelas que receberam hormônios para evitar o cio, é o Complexo Hiperplasia Endometrial Cística – PIOMETRA, doença que se não for tratada a tempo, ou seja, se não for realizada a retirada do útero, pode levar à morte.

Castrar é uma demonstração de amor!



Autor: M. Veterinário Ricardo Luiz Capuano









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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

ZOONOSES

Dr Ricardo Capuano, médico veterinário



  Segundo a OMS ; Organização Mundial de Saúde, zoonoses são doenças ou infecções naturalmente transmissíveis entre animais e o homem.

  Atualmente mais de 200 doenças são mutuamente transmitidas entre os animais e o homem; através do contato próximo entre pessoas e animais portadores ou por alimentos contaminados com agentes zoonoticos.

  As zoonoses podem ser causadas por: vírus (raiva), bactérias (Leptospirose e brucelose), fungos (Dermatofitoses), protozoários (Giárdia, toxoplasmose, coccídeos e amebíase), artrópodes (Pulgas e carrapatos), ácaros (Sarnas), verminoses (Helmintos) entre outros agentes.

  Embora pareça que a maioria das doenças infecciosas são especificas para cada espécie sempre que há um contato mais próximo entre espécies diferentes aumenta a possibilidade do intercambio de agentes infecciosos e sua adaptação a outras espécies.

  Além disso, muitos animais se apresentam assintomáticos; não demonstrando sinais ou sintomas de doenças, mas podendo ser reservatórios e transmissores de agentes infecciosos.

  Os agentes zoonoticos causadores de doenças podem chegar de forma direta nas pessoas através do contato e proximidade do animal doente; através de vetores potenciais como moscas baratas e roedores, como o rato, e vetores comuns às espécies como mosquitos e carrapatos (dirofilariose e febre amarela e maculosa).

  Alimentos, solo e água contaminados por agentes zoonoticos também são fontes de doenças.

  A prevenção se dá principalmente pela manutenção da saúde dos animais de companhia e de produção: boa alimentação, vacinação, vermifugação, higiene do ambiente e do próprio animal, visitas freqüentes ao veterinário e sempre muita atenção a sinais e sintomas que possam indicar alguma alteração na condição de saúde.

  Uma boa higiene pessoal também diminui muito a chance de uma contaminação; usar luvas para manusear terra e dejetos de animais, evitar sempre o contato direto de seu animalzinho com seus olhos e boca que são as “portas de entrada” do corpo, e sempre lavar bem as mãos.

  Os alimentos que são de origem animal como leite, carne ovos e seus derivados também podem estar contaminados, assim procure evita-los ou comprar produtos com selo da inspeção federal, pois o governo tem um setor que é responsável pela averiguação e fiscalização desses produtos garantindo sua qualidade.

  Outros alimentos como frutas e verduras podem conter também agentes zoonoticos que chegam através do solo e água contaminada; assim procure sempre higienizar bem os alimentos.

            E lembre-se que as zoonoses podem também partir do homem para os animais, assim quando, você tutor estiver doente, tome cuidado para não contaminar seu mascote.

  Não tenha receio ou vergonha; quando aparecer alguma preocupação ou duvida consulte sempre o médico tanto humano como veterinário para se esclarecer.

  Manter um animal saudável sem doenças é a melhor maneira de torná-lo fonte apenas de alegrias e companheirismo.
 

  



 Autor: M. Veterinário Ricardo Luiz Capuano













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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A Homeopatia no tratamento do sistema urinário em gatos

Imagem: Gatinho


Os gatos têm uma grande propensão a ter problemas no trato urinário. Depois de castrados merecem uma maior observação, já que a maioria dos casos acontece em gatos nessa condição. Entretanto, as principais causas podem ser má nutrição ou rações de má qualidade, hereditariedade e até má higiene. 


Um dos sintomas do problema é o surgimento de sangue na urina. Em muitos casos o gato não consegue urinar. Por isso é difícil perceber a doença no início, principalmente se o bichano vive solto em quintais e não usa a caixinha de areia.


Em minha experiência com gatos, felizmente até hoje, tive apenas um gatinho com esse problema. E por pouco não o perdi . Só descobri quando o gatinho começou a me mostrar que não conseguia urinar. Sempre que estava perto de mim agachava e me mostrava que nada saía. Era como se me pedisse ajuda. Então, liguei para a veterinária e ela recomendou que eu o levasse imediatamente porque, nesses casos, torna-se imprescindível a intervenção de um profissional da área.

O gato é anestesiado e é introduzida uma sonda para desobstruir o fluxo uretral. Formam-se espécies de cristais que obstruem o canal causando muita dor e caso não seja feito esse procedimento o gato pode vir a óbito por falência nos rins. Por isso, nunca abra mão do tratamento veterinário. 

Depois da passagem da sonda são receitados medicamentos antibióticos e anti-inflamatórios que ajudam na melhora do animalzinho. 

Passado o susto, as recomendações dos veterinários são que se dê uma boa alimentação ao gato_ ração bem balanceada. Muita água fresca e à disposição em vários lugares por onde ele anda. 

Existem rações específicas para dar aos gatos quando é detectado esse problema. São rações especiais para animais com doenças do trato urinário. Vale a pena investir nessas rações, pois são mais uma das aliadas para que seu gato continue saudável e feliz. 

O que eu gostaria de passar para todos que estão vivendo esse problema é que existe também mais uma forte aliada para ajudar o seu gatinho: a Homeopatia. Quando descobri a doença fiquei muito preocupada porque em minhas pesquisas descobri que os sintomas eram recorrentes e que possivelmente não seriam raras as vezes em que eu e meu gatinho teríamos que sair correndo novamente para o veterinário, para fazer todo o procedimento novamente. Isso seria um desgaste emocional muito grande para mim, por ter que vê-lo sofrer, mas principalmente para ele, que sentiria as fortes dores novamente. Então, lembrei-me do livro do Dr. Marcel Benedeti, "Curando animais com a Homeopatia". 
Assim que comprei, mandei fazer os medicamentos homeopáticos nele indicados. Desde então, já se passou quase um ano e o meu gatinho nunca mais apresentou os sintomas. Ele vive feliz e de forma saudável. 

Quem puder encontrar um veterinário homeopata poderá trocar ideias com ele e, com as dicas do Dr. Marcel em seu livro, chegar a uma fórmula específica para esse problema, como muitos outros nos quais a Homeopatia pode nos ajudar. 

Esta é a minha dica. Espero que possa ajudar a quem passa pelo mesmo problema e quer ver seu gato com saúde novamente. 


Ao lado o livro de Marcel Benedeti, Curando Animais com a Homeopatia. 



Fernanda Almada








A lista com veterinários Homeopatas pelo Brasil pode ser baixado no site da amiga , veterinária homeopata Carmem Cocca. vale a pena Visitar o site todo.


Veterinários Holísticos Brasileiros


Mais sobre o uso da Homeopatia leia em:






 















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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Osteosarcoma X Homeopatia X Eutanásia

Foto by SN; Mel
Como aprendemos a tratar nossos companheiros doentes


Quem recolhe animais de rua está bem acostumado a cuidar de doenças, mas nunca está totalmente preparado para isso.Não, nós não nos acostumamos a cuidar e nem nos acostumamos a perder animais para as doenças.Mas uma coisa descobrimos: nem sempre a eutanásia é a melhor solução para o Animal.

Antes de falar da eutanásia, a qual já temos um artigo que trata especialmente dela, falaremos de como fomos nos adaptando as doenças que surgiam, nesse caso especificamente, o osteosarcoma.

O que surge como um simples carocinho, vai literalmente deformar o membro do seu animal, a face, o pélvis, seja onde ele surgir. O crescimento avançado das células cancerígenas é assustador e cuidar de um animal neste estado requer coragem , cuidado e muita dedicação.

Fizemos amizades com muitos tutores que passaram pelas mesmas situações que passamos, trocamos informações e experiências que gostaríamos de compartilhar.

PALPAÇÃO : a maneira mais simples de saber se seu companheiro está doente é observá-lo,tocá-lo, correr os dedos pelo corpo buscando algum sinal que não deveria estar ali. Foi assim que passamos a descobrir e diagnostica (em casa), o osteosarcoma. É claro que a vida de quem tem mais de 10, 20, 30 animais não é tão fácil, mas chegamos, eu e alguns amigos que possuem inúmeros cães e gatos de rua, que sem esse tipo de iniciativa, só descobriremos a doença visualmente, e se o sarcoma pode ser visto de longe, a metástase já pode estar instalada , sem contar o tempo de dor que o animal passou. 

Sempre que possível examine seu animal, preste atenção ao seu modo de andar, preste atenção de ele come , se está enjoado, se está recusando a alimentação, muitas vezes, apenas por prestarmos mais atenção a eles, evitamos que muitas doenças se instalem e os matem.


Cuidados :  o osteosarcoma com o tempo vai impedir a movimentação do animal, com isso e em alguns casos , podem surgir escaras (feridas de decúbito), que complicarão a situação. A primeira coisa que fizemos foi comprar colchões (próprios para cães), no frio arrumamos cobertores, no calor utilizamos lençóis para forrar o colchão, afinal o animal irá passar um longo período deitado e sua cama deve sempre estar limpinha. 

Para manter os lençóis e cobertores secos, optamos pelos tapetinhos higiênicos, onde o animal poderá urinar e evacuar, sendo fácil trocar o tapetinho sujo por um limpo.Alguns cães, não todos, terão dificuldades em urinar, por isso a necessidade da estimulação(como a que é feita nos filhotes). Para isso usa-se água morna e um paninho macio, estimulando os órgãos até que a urina/fezes saiam. Mas logo eles aprendem que "podem" urinar/defecar deitados sem qualquer constrangimento.
 Tapetinhos higiênicos que usamos para manter colchões,lençóis e cobertores sempre sequinhos. Fica mais confortável para o animal e mais descomplicado para os tutores.




A melhor posição quem vai escolher é o próprio animal, nas fotos, July, hora sobre um lado hora sobre outro. A movimentação, contudo, vai ficando mais difícil com a evolução da doença e o tutor vai ter que auxiliar, restando atenção em qual posição o animal se sentirá mais a vontade




Início de  Escara

Início do câncer
Escaras : escaras são feridas que se abrem quando o animal fica na mesma posição por muito tempo. Alguns cães, apesar do inchaço, conseguem se mover e trocar de lado, quando não  conseguem cabe aos tutores essa tarefa de virá-los , revezando o peso corporal e evitando as escaras. Algumas vezes não é possível movimentar muito o animal e esta ferida vai surgir, para tanto, os cuidados necessários exigem dedicação e de certa forma, colaboração do animal( não morder).

Escara pelo sarcoma
Sendo possível lavar a ferida(patas, tornozelos), é bom que se lave com permanganato de potássio, soro fisiológico através de jato, para isso basta furar o frasco com uma agulha, limpando a agulha e o local onde será feito o furo antes e, posteriormente secando bem o local da ferida. Existem inúmeros sprays bactericidas no mercado, sempre é bom utilizar um deles. Caso haja uma crosta escura sobre a ferida (pele gangrenada), o uso, indicado pelo vet, de uma pomada também bactericida pode auxiliar na remoção desta pele , bem como o açúcar, capaz de auxiliar até mesmo no processo de cicatrização. mas sempre se aconselhe com seu veterinário antes de iniciar os curativos.

Para impedir que a escara da Mel aumentasse, fizemos uso de uma luva cirúrgica, enchemos de ar de modo a ficar fofa, apoiamos o pé dela entre o colchão e a luva para aliviar a pressão e mantivemos os curativos.
A luva mantém a ferida longe do contato com o colchão, aliviando a pressão e auxiliando no trabalho de cicatrização.


Almofadas entre os membros, toalhas para aliviar a pressão do corpo, tudo fará diferença no cuidado com o animal

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Foto da Orelha,cão, cedida pela amiga Karla,

Em certos momentos, conforto será tudo que o tutor poderá oferecer ao seu amigo.

Na foto é possível ver a almofada para separação dos membros inferiores, isso alivia o contato e o "suor" exagerado; se o cão se mover pouco esse suor se tornará incomodo, causando mal cheiro e até assaduras. Sob o corpo do animal o tapetinho higiênico/fralda, mesmo que o animal urine, vai ficar sequinho e seu cobertor também. Na cabeça vemos outra almofada, para aliviar a tensão da cabeça/pescoço, aliviando o incomodo de passar muito tempo na mesma posição.

 
Alimentação : isso vai depender muito de cada animal. A Yannis não deixou de se alimentar um só dia, a Vitória, a July , o Lobinho e , bem no final de sua vida, a Mel, deram trabalho. Balanceamos a alimentação, a indicação de rações especiais não mudou a progressão da doença, por isso optamos , quando havia recusa , fazer uma papinha com cenoura, beterraba e carne(músculo) cozidos e batidos no liquidificador. Parte de minha família é vegetariana, eu sou vegana, mas meus cães não são, então a carne de boi(irmão animal), acabou virando um dilema ético assim como é em muitas Ongs que alimentam centenas de animais, entre eles cães,leões, tigres, panteras, etc.

Alimentávamos os animais com essa papinha duas vezes ao dia(almoço e jantar), nos intervalos oferecíamos aveia, arrozinha, milharinha ou farinha láctea, quando muito, alguns aceitavam uma papinha feita com frutas. Água eles tomavam bem. A papinha era dada na boca, com colher, qualquer tipo de medicação com seringas , a água eles tomavam diretamente em suas tigelas. Tudo isso exige muita dedicação.

July morreu em casa
Eutanásia: o primeiro animal que eutanasiamos foi um filhote entre 4 e 6 meses.Tenho um texto sobre ele (Homenagem ao protetores de animais) que foi muito divulgado na internet durante um tempo. O encontrei a poucos metros de uma Igreja Católica, muitas pessoas o viram caído na sarjeta, ninguém se dispôs  auxiliá-lo, até que de longe, conseguimos identificar que se tratava de um animal e que estava vivo.

Não tivemos tempo de lhe dar um nome, corremos com ele para o veterinário, ele havia sido atropelado. A que horas? Nem fazíamos ideia, ele estava gelado. Quantas pessoas já haviam passado por ele sem socorrê-lo? Muitas, havia missa na Igreja. 

O filhote respirava mal, sangue saia de suas narinas e de seus olhos, bem como dos órgãos genitais. A barriga estava inchada, e quando o recolhemos e embrulhamos num cobertor ele ameaçou um aceno de rabinho.O diagnostico inicial, traumatismo craniano, hemorragia interna e alguns ossos quebrados.Ele não suportaria uma cirurgia. A medicação inicial para aliviar a dor não seria o suficiente. Houve a indicação da eutanásia. recusamos, protelamos, mas segundo o vet, nada poderia ser feito, levaria algumas horas para ele morrer. Aceitamos extremamente contrariados. ficamos ao seu lado, segurando suas patinha e acariciando sua cabeça.ele queria abanar a cauda, não conseguia. foi horrível, chocante e extremamente doloroso ver os olhos se fechando, ver o corpo estremecendo, ver o desenlace de alma e corpo através da força.

Infelizmente alguns anos depois veríamos isso acontecendo novamente com dois SRD, um o qual apelidamos de Wagner Love, pois a bicheira já comia seu cérebro e ele mal se sustentava sobre as pernas, e o outro que já narramos no post anterior , o Lobinho.

Dos demais que nos surgiram em condições semelhantes, nós lutamos para cuidar, mesmo que as chances fossem as mínimas, vê-los partir daquele modo não lhes era digno, como muitos que defendem a eutanásia costumam dizer.

Muitas vezes já vimos/lemos doutorados, mestrados, etc e tal dizer que a eutanásia é a forma mais digna de se "livrar" do sofrimento de um animal. Não nós parece nada digno. A maioria dos "donos" se recusa a acompanhar os procedimentos veterinários de eutanásia, logo quando o animal mais precisa que o "dono" seja Tutor e esteja ao seu lado o tutor, acreditando que o cão sofre mais do que ele mesmo, se afasta.

Falamos isso por experiência própria, não por "achismo". Já fizemos o caminho da  eutanásia e já fizemos o caminho contrário a ela e tivemos mais satisfação ,e nossos animais mais dignidade, na hora do desenlace. É claro que cada caso é um caso e em muitos a eutanasia é a última e a única saída. Mas cada caso, é realmente um caso.

Presenciei um atropelamento de um poodle, porte pequeno, seus corpo entreu em meio as rodas do ônibus, o couro , desde a nuca até o rabo foi arrancado, mas o pequeno herói permanecia vivo. Pernas, costelas quebradas.Hemorragias internas. Que eu fazer? Nesse caso realmente nada, além de eutanasiar o animal poderia ser feito. Mas o amigo vai dizer. existem muitas doenças onde nada pode ser feito, o osteosarcoma é um deles. Sim, mas o animal vai estar consciente até o último minuto de sua vida, o que não aconteceu com o poodle, que permaneceu vivo, mas em coma. 

O processo dessa neoplasia vai minando as forças do animal e do tutor. Porém, não se pode alegar que o cão sofra ( as maiores alegações são essas), quanto existem tantas medicações no mercado para o alívio da dor. E a Homeopatia que tem funcionado tão bem nestes casos? Normalmente  é a nossa dor que  infinitamente maior que o sofrimento do animal. Narrei acima o passo a passo dos cuidados e sabemos que nem todos os tutores farão isso, o amor é grande até que se fique  uma , duas semanas, um, três meses sem dormir direito, trocando fraldas, dando alimentação na boca, lavando cobertores e lençóis. Quando disse acima que a Mel chorava, em seu último dia de vida, ela chorava, e em conversa com o vet tivemos certeza, não era de dor, era de medo porque ela não queria ficar sozinha naquele dia, pois pressentia o desenlace. Será que todos  estamos dispostos a essa dedicação em tempo integral?

Não. alguns não podem, são protetores de animais, moram sozinhos e não há quem os auxilia por isso optam pela eutanásia. Não vamos condenar ninguém, entendemos, já fizemos esse caminho e quem garante que não tenhamos que fazer novamente? Só estamos colocando que, se houver dedicação pro parte dos tutores em permanecer ao lado de seu animal, ele morrerá tão dignamente quanto viveu, pois será o tutor que lhe garantirá essa dignidade.

E falamos aqui somente do lado MATERIAL do animal, não de seu lado espiritual e o que causa ,no plano astral, seu desenlace forçado através da eutanásia, assunto que traremos em breve para o Blog.


Seja como for o ponto de vista de cada um, e como coloca Leonardo Boff " O ponto de vista é apenas a vista de um ponto", pedimos que reflitam diante dessa situação, que lutem pela dignidade de seus animais, pois embora não falem, eles desejam permanecer vivos ao nosso lado. Busquem alternativas que não a eutanásia, a usem somente, se for necessário ,como último recurso, para casos extremos como os que narramos acima, sejam tutores, zelem pelos seus companheiros de jornada, para que vivam, seus últimos momentos ao lado dos deuses a quem eles aprenderam a amar.


Simone Nardi






Queremos agradecer a amiga Karla, pela foto da Orelha , que hoje se encontra saudável.
Visitem o blog dela Adoções Animais


Semana que vem falaremos ainda sobre eutanásia, mas do ponto de vista espiritual.



Foto do cão Orelha: Karla
Site : Adoções Animais



Simone Nardi



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