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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Que será da sua carninha? Só rindo mesmo . . .

Bono e Iris, racismo até direcionado aos cães, Iris foi adotada por ser branca e amarela,  Bono ficou porque era pretinho




Vivem questionando os protetores de animais por ajudarem , claro, Animais ao invés de se preocuparem com crianças. Até já postei no Blog outros textos e artigos referentes ao caso que parece jamais ter fim.

E hoje finalmente concordei com essa afirmação e você que nos acompanha também irá concordar. Vamos sim, todos nós abandonar de uma vez por todas o trabalho com os animais. E aqueles que cuidam dos rios, sim os que se preocupar com a mata ciliar e o não poluição dos rios, lagos e mares, estes também irão abandonar este trabalho.

E claro, o pessoal que se preocupa com as matas e florestas, afinal, há crianças para cuidar e vocês estão ai se preocupando com "mato"? Onde já se viu se preocupar se a geleira vai ou não derreter, isso parece mesmo coisa de quem não tem o que fazer, ficar medindo a emissão de gases tóxicos no meio ambiente.

Parem , parem e façam o que nos pedem há anos: cuidar de crianças.

 Ah e quando digo todos me refiro também à vocês aí em cima, é vocês desencarnados do Plano Espiritual, afinal vocês não são anjos ou arcanjos, são pessoas como nós só que desencarnadas , nós estamos aqui do lado material e vocês aí do lado espiritual fazendo um trabalho muito semelhante ao nosso e claro, também existem espíritos desse lado aí que ainda preferem parecer com crianças, e além disso tem a fila da desencarnação onde os outros espíritos encarnarão como?

Ora como crianças.

Vamos registrar aqui também a grande perda de tempo gerada por Deus, sim por Deus em criar uma equipe de espiritos para ajustar, moldar, cuidar e montar um cronograma de vida para os Animais.

Um reino que, no mínimo, deverá ser retirado ficando mais ou menos assim os próximos livros de estudos:

Reinos 

Mineral----------vegetal ------------hominal

Mas como dissemos, existe também aquelas pessoas que se preocupam - a toa claro- com as florestas, matas e plantas, elas, como os protetores de animais realmente deveriam se preocupar com algo mais, como diremos...Humano., até porque sempre acreditei que largando de comer a carne, o ser humano mais evoluido deixaria com o tempo de também se alimentar de vegetais, mas esse é um outro assunto.E até porque, nós que gostamos de animais , sem animais para proteger, talvez migraríamos para as plantas e claro, ouviríamos:


Flor

"Nossa , você cuida de plantas? Por que não vai ajudar as crianças, não aprendemos nem a amar os humanos que dirá amar as plantas?"


Reinos 

Mineral---------- Hominal

Tudo bem, vamos deixar os geólogos em paz - desta vez - mas se não ouviram sabemos que um dia irão ouvir:

" Nossa, você é geólogo, cuida de pedras.... Por que não fez pediatria? "

Reino

Hominal

Será que isso traria alguma consequencia?

Vamos pensar:

Sem o reino animal não haveria, as Reservas Selvagens, nem as savanas, imagine que beleza ao invés de zebras, elefantes , rinocerontes ocupando esses espaços a população humana poderia se expandir ainda mais, mais filhos, mais crianças mais pessoas para cuidar de mais filhos, de mais crianças e mais pessoas.

Pensando ainda mais positivamente não haveriam animais abandonados e claro, nem os pets, aqueles "bichinhos de estimação" que as crianças adoram e que visitam muitas delas nos hospitais quando algumas delas adoece. Pensando nisso, imagine a quantidade de veterinários que iriam perder seus empregos, mas teriamos muitos mais pediatras, o que por um lado é muito bom.

Não haveria cães correndo atrás de gatos e nem gatos correndo atrás de ratos.Nada de morcegos ou aranhas, nem mosquitos da dengue, afinal todos iriam morrer com o tempo já que estamos ocupados demais com nós humanos e a espiritualidade idem, portanto nenhum animal reencarnaria, definitivamente não sendo importantes como os seres humanos , não haveria quem se preocupasse com ele pois no astral também existem aqueles desencarnados que vivem dizendo:

Paraíso com animais?

" nossa vocês ficam ai programando a encarnação de animais quando a fila da reencarnação de humanos esta enorme?"

Na verdade eu até cometi um deslize quando disse que seriam as pessoas que abandonariam o reino vegetal pelo animal, com o desaparecimento dos animais não haveria a polinização das plantas e elas acabariam desaparecendo mesmo cedo ou tarde.

Você meu amigo humanista iria (enquanto as plantas ainda existissem) se sentar a mesa e finalmente comer arroz, feijão, alface , berinjela, brocoli, couve, aquela comida que você alega ser "comida de Panda"- se é que alguém ainda irá saber o que foi um Panda, já que morreram todos e nenhum reencarnou mais.

"Sem Bife?"

Você vai questionar.

"Vou ficar anêmico, vou morrer, Kardec disse: a carne nutre a carne..."

Pois é, faz bem mais de um século que bois não reencarnam mais, afinal estamos todos fazendo o que você pediu: cuidando de crianças e fomos além do seu pensamento, cuidamos também de idosos, alguns vivem bem mais pois estão comendo mais legumes e a ingestão de gordura animal inexiste.

O reino vegetal, porém, é ainda mais "inferior"(evolutivamente) que o reino animal e ainda mais que o reino hominal, mas não existem insetos, morcegos, macacos, pássaros e ´um reino que tende a desaparecer pois quem cuidava dele também foi orientado a cuidar de crianças.

Imagine quantas terra livre de animais e plantas teríamos para ocupar na floresta?

Não existiria mais crime por desmatamento, as madeiras clandestinas iriam desaparecer, grande ponto positivo, afinal não se pode desmatar algo que não mais existe.

O problema é que o ar iria ficar um pouco mais poluído, já que os seres humanos triplicaram, quadruplicaram em número de nascimentos, as crianças logo viram adolescentes, logo ficam adultos e precisam de Fábricas para trabalhar.trabalhar para ganhar dinheiro, Dinheiro para comprar comida. Comer para sobreviver...mas comer o que mesmo?

Vamos ver...

Alface?

Não, não existe mais, lembra esse reino se foi quando você nos orientou a abandonar a proteção animal, reino que foi extinto também.

Que chato.

To com fome e você?

Gato vesgo, ser humano cego?

Agora não adianta mais dizer que não são todos os protetores de animais que devem abandonar sua causa ou agora é Você quem escolhe o que EU devo proteger ou não?

É melhor pensar melhor e ver que em tudo existe Equilíbrio, que cada um define sozinho seu caminho e que Você que muitas vezes fala isso, não ajuda nem mesmo um familiar ou um vizinho seu, mas quer que nós façamos seu trabalho e o nosso.

Te incomoda o fato de eu ajudar animais e não apenas as crianças?

Te incomoda o fato de muita gente proteger araras azuis ou morcegos? Ou proteger fontes de cristais que são depredados por humanos apenas porque brilham? Te incomoda o fato de pessoas se preocuparem com a poluição de rios e mares ao invés de só proteger humanos?

Se te incomoda tanto é porque você está trabalhando pouco pelos que quer que defendamos pois quem trabalha muito tem pouco tempo para acusar, cuidado...

Para você que é espirita de carteirinha. Que vive pregando contra a alimentação vegetariana e contra a proteção de animais

Você já imaginou se isso tudo que brincamos aqui houvesse acontecido na época quem você estagiava no reino animal, hoje você, com certeza não estaria aqui e tenho certeza que , o que mais te chateou nisso tudo foi não ter seu bifinho para comer .....

Só Rindo mesmo. . . .



Simone Nardi




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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Animais podem ser Médiuns?



Aura Leão


Muitas vezes somos questionados sobre a Mediunidade dos Animais, se eles são Médiuns, se podem ver espíritos, ouvir, se comunicar.

Primeiro temos que compreender o conceito de Mediunidade, ou seja, a pergunta a ser feita antes é:

O que significa a palavra Médium?

Médium é todo aquele que possui a capacidade de se comunicar com os espíritos e de transmitir relatos dessa comunicação, é um intercâmbio entre o Plano Espiritual e o Plano Material.

Os animais podem ver espíritos; os espíritos podem até se comunicar (falar) com os animais, porém estes não conseguem transmitir ou intercambiar essa comunicação.

Podemos até perceber quando nossos animais estão vendo alguém que muitas vezes - para nós - não está ali, até mesmo um outro animal. Quando eles veem alguém conhecido podemos notar o semblante alegre, o rabo muitas vezes a se agitar; ou podem tornar-se arredios a qualquer parte da casa por determinado tempo ao ver um animal ou pessoa desconhecida, mas isso nós acabamos por "supor" por conhecermos a reação de nossos animais, não é possível identificarmos com precisão por eles não conseguirem transmitir de forma clara o que estão vendo. Salvo aos médiuns clarividentes.
Akita- Hime

Eu tive vários cães durante minha vida, a certa altura tive uma fêmea de Akita que ficava junto com uma Rottweiler, as duas brincavam pela casa toda, porém meu quarto, onde a Akita dormia, era um local de disputa na qual a Akita não permitia que a amiga Rott adentrasse. Jade , a Rottweiler, só conseguia entrar no quarto quando Hime, a Akita, não estava em casa.

Quando a Akita desencarnou e soltamos a Jade pela primeira vez para correr sozinha dentro de casa, ela disparou na direção do quarto e freou pouco antes de passar pela porta, tal como acontecia quando Hime ainda era viva. Por cerca de duas ou três semanas Jade não entrou no quarto, por mais que a incentivássemos a entrar ela se deitava frente a porta e olhava fixo numa direção, provavelmente onde Hime, mesmo desencarnada, se mantinha vigilante.

Jade no quarto
Depois das primeiras semanas Jade conseguiu entrar, correr e brincar, mas mesmo assim vez ou outra, assumia a postura defensiva e se mantinha do lado de fora do quarto por horas, algumas vezes latindo para o “nada” até ser "liberada" para entrar. Sabíamos que Hime estivera ali por algum tempo, prova é de que a amiga também a vira.

Outros animais, sobretudo nas filas do abatedouro, também conseguem enxergar os vampiros astrais que rondam aqueles corredores. Não se trata apenas de dizer que o "Instinto" leva o animal ao terror, não, além do instinto e do odor de sangue de outros animais, os bois, suínos entre outros, enxergam seus algozes do plano material e do plano espiritual.

____Os irracionais não possuem faculdades mediúnicas propriamente ditas.
Contudo, têm percepções psíquicas embrionárias, condizentes ao seu estado evolutivo, através das quais podem indiciar as entidades deliberadamente perturbadoras, com fins inferiores, para estabelecer a perplexidade naqueles que os acompanham, em determinadas circunstâncias.
 EMMANUEL  


Nem sempre, apesar do que alguns possam afirmar, os animais enxergam apenas entidades inferiores. Até porque existem equipes espirituais que protegem os animais e que necessitam que os animais os vejam para que assim possam auxiliá-los. Esta mesma Rottweiler era amiga inseparável de minha avó que desencarnou também naquele mesmo ano. Jade tinha por costume deitar-se aos pés de minha avó para que esta os colocasse sobre seu dorso e ficassem aquecidos. Passado alguns meses de seu desencarne, Jade que não havia mais se aproximado do sofá, deitou-se como o fazia antes, para que minha avó repousasse os pés sobre ela e ali passou algum  tempo. Sabíamos que minha avó nos visitava porque sentíamos seu perfume característico e nesse mesmo dia Jade repousava ao lado do sofá como sempre o fizera. Jade era bem espiritualizada  já que todas as noites se juntava a nós para fazer o Evangelho no Lar.

Hime em tratamento
Se prestarmos atenção aos nossos animais, veremos que eles percebem muitas coisas que nós mesmos deixamos passar despercebido. Todo lar, todo quarteirão, toda cidade possui um mentor espiritual que guia equipes de espíritos que cuidam apenas de animais. Recolhem os que desencarnam nas ruas, direcionam alguns rumo a segurança de um novo lar e nos auxiliam em casos de doenças e desencarnes. Os animais podem vê-los quando se faz necessário.

Assim igualmente podem ver obsessores e vampiros astrais, mas não necessariamente verem apenas seres "inferiores" por ainda não possuírem a razão ou a capacidade mediúnica de outro reino -neste caso hominal-.

Os animais possuem determinadas capacidade mediúnicas : ver, ouvir, sentir. Porém ainda não possuem a capacidade mediúnica de transmitir verbalmente ou incorporar. Podem ver o bem assim como podem ver o mal dentro de nossos lares vai depender muito de nossa sintonização, se abrirmos caminho para espíritos bons é somente estes que os animais irão ver dentro de nossos lares, bem como se abrirmos terreno para espíritos errantes ou obsessores, também será estes que nossos animais terão de ver e pior, conviver.

Os olhos deles estão abertos para o mundo, a opção do que mostrar-lhes é nossa.


Simone Nardi





Referência

  O CONSOLADOR – 23a. edição - Francisco Cândido Xavier – ditado pelo espírito EMMANUEL 
  








PARA LER MAIS:








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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Antropocentrismo, A visão humana : Um breve passeio pela história (PPS)

Mais uma palestra que disponibilizamos em pps afim de facilitar os estudos daqueles que nos acompanham;

Vale lembrar que ela já foi postada como artigo aqui mesmo no Blog.

Acesse:


Antropocentrismo, A visão humana : Um breve passeio pela história


Simone Nardi



Link direto do pps

Antropocentrismo, A visão humana : Um breve passeio pela história






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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Animais , Plano Espiritual e Erraticidade





Muito se tem discutido sobre a existência de animais na erraticidade , alguns estudos alegam que não, enquanto outros estudos sinalizam que sim. Fato é que a Doutrina Espírita, embora alicerçada no Pentateuco, não estacionou ali, ao contrário, construiu a partir do Pentateuco um edifício de conhecimento gigantesco que se espalhou e que tem se espalhado a todo o momento. 


Posteriormente ao Pentateuco, inúmeras outras obras surgiram trazendo mais luz sobre esse assunto. O inglês Harold Sharp  descreve em sua monografia “Animais no Mundo Espiritual”, suas experiências espirituais e mediúnicas diante da visão de inúmeros animais que haviam desencarnado, Ernesto Bozzano, pesquisador espírita,  em seu livro “A Alma dos Animais” relata mais de uma centena de casos, fundamentados cientificamente, onde comprova a sobrevivência e a existência de espíritos de animais no Plano Espiritual , ainda podemos citar alguns autores como Eurípides Krull, Carlos Bernardo Loureiro, Herculano Pires , Marcel Benedeti que muito auxiliaram na construção e nos desdobramentos desse saber espírita. A princípio faz-se necessário eliminar alguns equívocos que frequentemente levam algumas pessoas a serem taxativas ao dizer que não existem espíritos de animais na erraticidade.


A palavra erraticidade deve ser compreendida primeiramente como estar no Plano Espiritual, como o estado em que o Espírito ou o espírito está finalmente liberto do corpo material, já a palavra errante nos traz a ideia de errático, de alguém que está  vagando ao acaso, sem rumo, perdido , nesse caso poderíamos também compreender que tal Espírito se encontra fora da Colônia Espiritual, vagueando pela Terra, muitas vezes ainda se acreditando encarnado. Como podemos ver, as palavras erraticidade e errante, que iremos ler na questão 600 do Livro dos Espíritos, possuem significados diferentes ao qual poucas pessoas se atentam.


Marcel Benedeti colocou essa diferenciação de termos de forma bem clara ao dizer que um Espírito pode estar na erraticidade e ser errante ou pode estar na erraticidade e não ser errante, ou seja, usufruir de seu livre arbítrio para ir aonde desejar.A questão 600 do Livro dos Espíritos nos diz :


 600. A alma do animal, sobrevivendo ao corpo fica num estado errante como a do homem após a morte?

R . Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo. Mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade: o dos animais não tem a mesma faculdade. E a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do Espírito. O Espírito do animal é classificado, após a morte, pelos Espíritos incumbidos disso e utilizado quase imediatamente: não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas


Imagem:Transformação da lagarta em borboleta
Ao responder a questão, primeiramente o Espírito já demonstra a diferenciação dos termos erraticidade e errante ao dizer que os animais ficam numa espécie de erraticidade, mas que não são errantes, já que diferentemente dos seres humanos os animais ainda não possuem o livre arbítrio para se locomover livremente pelo Plano Espiritual. Em seguida explica que não, os animais não permanecem em estado errante, como nômades e explica o “porque“ : “O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade: o dos animais não tem a mesma faculdade.”


Os animais, não possuindo livre arbítrio, não se tornam espíritos errantes, pois assim que desencarnam os irmãos zoófilos - e este termo precisa ser bem compreendido para que não se crie uma nova confusão - rapidamente os recolhem. Zôo-Filo, duas palavras que derivam do grego, o termo zôo (zôion) refere-se a animal e Filo (phílos), amigo, amizade, atração, respeito ou amor, como em Filo-sofia, amor a sabedoria, zoófilo, amor/amigo dos animais, são espíritos abnegados que trabalham em prol destes irmãos menores que estão em sua trajetória evolutiva assim como nós. E o Espírito prossegue em sua resposta:


“O Espírito do animal é classificado, após a morte, pelos Espíritos incumbidos disso e utilizado quase imediatamente: não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas”.


Os espíritos dos animais são recolhidos após seu desencarne pelos espíritos incumbidos disto, ou seja pelos irmãos Zoófilos e utilizados ,”quase” que imediatamente. Vamos nos deter aqui por mais um momento para prestarmos atenção na sutileza da  resposta. O Espírito coloca “quase que imediatamente”, ele não frisa “imediatamente”, ou seja , em nenhum momento ele afirma que não existem animais na erraticidade, apenas assevera que não existem espíritos de animais errantes. O que podemos, através da continuidade dos estudos das obras iniciadas no Pentateuco é , levados pela lógica do pensar, chegarmos com auxilio dos estudos e da espiritualidade a conclusão de que nem todos os animais reencarnam imediatamente após deixarem o plano físico e que alguns, por necessidade do Plano Espiritual, são de certa forma utilizados para alguns trabalhos onde seja necessária sua presença e sua vibração.


E o Espírito continua:  “não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas”. Aqui ele não deixa claro quais seriam essas criaturas, mas podemos pensar que seriam criaturas da mesma espécie, ou seja, outros animais. Uma das provas de que Kardec não havia concluído o pensamento de que haviam ou não animais na erraticidade é narrado na Revista Espírita  de maio de 1865, número 5, o caso de Mika, uma cachorrinha que depois de desencarnada foi percebida por seus donos durante alguns dias, não significa porém que Mika se encontrasse como espírito errante, mas que estava na  erraticidade e que fora acompanhada por um irmão zoófilo até seu antigo lar, não por seu desejo e livre arbítrio, mas pela necessidade dos antigos tutores que sentiam imensa falta de sua presença.


“Ultimamente, pelo meio da noite, estando deitado, mas não dormindo, ouço partir dos pés de meu leito aquele gemidinho que soltava a pequena galga, quando queria alguma coisa. Fiquei de tal modo impressionado que estendi o braço fora do leito, como se a quisesse atrair para mim e julguei mesmo que ia sentir suas carícias. Ao me levantar de manhã, contei o fato à minha mulher, que me disse: ‘Ouvi a mesma voz, não uma, mas duas vezes. Parecia vir da porta de meu quarto. Meu primeiro pensamento foi que nossa pobre cadelinha não estava morta e que, escapando da casa do veterinário, que dela se teria apropriado graças à sua gentileza, queria voltar à nossa casa’. Minha pobre filha doente, que tem sua caminha no quarto da mãe, afirma que também ouviu” (Revista Espírita, Maio, 1865)


Apesar da clara descrição da presença do pequeno animal na casa, ou seja, na erraticidade, o que vem confirmar que os animais realmente podem permanecer, nem que seja por breve período na erraticade, é a reposta fornecida pela espiritualidade e que se encontra nesta mesma Revista e, que também demonstra a in-conclusão deste raciocínio naquela época:


“Assim, não se enganaram ouvindo um grito alegre do animal reconhecido pelos cuidados de seu dono, o qual veio, antes de passar ao estado intermediário de um desenvolvimento a outro, trazer-lhe uma lembrança. A manifestação, portanto, pode ocorrer, mas é passageira, porque o animal, para subir um degrau, precisa de um trabalho latente”.(Revista Espírita, Maio, 1865)


Imagem: Tigres brancos
Mais abaixo, torna o Espírito a afirmar que a passagem dos animais pelo plano espiritual é bem rápida, quase como se fosse nula, porém, ele não nega em momento algum que dias depois de sua morte Mika retornou ao lar levando a todos eles  a doçura de sua lembrança. Tal fato é  bem é colocado na Revista Espírita  quando Kardec afirma que essa questão da espiritualidade dos animais apenas começava a se destrinchar e que os estudos nesse campo ainda não estavam tão adiantados.


E o “por quê” devemos compreender de que existem animais na erraticidade? Somente por que André Luiz, Emmanuel, entre outros, frisaram esse fato? Não apenas por isso, mas por nos lembrarmos que Kardec não encerrou no Pentateuco toda a sabedoria espírita, ao contrário, escreveu um roteiro para que esse conhecimento se tornasse maior exatamente por reconhecer o limite da ação investigativa da época a qual pertencia e, sendo o Espiritismo alicerçado em 3 fortes pilares Ciência, Filosofia e Religião, poderia  prosseguir nos estudos investigativos das ocorrências espirituais.


Assim, novos acontecimentos, novas descobertas, novos fenômenos, abririam novamente uma corrente investigativa que poderia proporcionar novos conhecimentos a respeito de tudo aquilo que, porventura, ele não pudesse ter galgado em sua época. Quais seriam esses fenômenos que nos suscitariam ao ato investigativo?


Divaldo Franco ao ser questionado uma vez sobre a presença de animais na erraticidade respondeu com muita clareza. Disse o expositor espírita que há um determinado período no qual os animais permanecem na erraticidade, embora breve, existe tal período e que, alguns animais se demorariam um pouco mais do que outros. Citando André Luiz, Yvonne Pereira, entre outros que asseveram que alguns animais permanecem por períodos maiores na erraticidade. Não é correto afirmar que tais palavras sejam conflitantes com o que está no Livro dos Espíritos, exatamente pelo fato de que, como bem coloca Divaldo , nossos atuais desdobramentos dos estudos que já haviam sido previstos por Kardec, o que vem aumentar toda a obra espírita e não negá-la.


Em 2009 Marcel Benedeti esteve no Grupo Fraternal Francisco de Assis para uma palestra e para a implantação dos trabalhos de Assistência Espiritual aos Irmãos Menores Animais, enquanto estudava com os trabalhadores da Casa um cão adentrou na sala de estudo e caminhou indo de trabalhador em  trabalhador recebendo deles afetuosos carinhos, assim permaneceu ele em meio aos estudos durante longos minutos quando então levantou-se , despediu-se e saiu atravessando a parede.Só então todos conseguiram notar que era uma manifestação espiritual .


Existem então animais errantes na erraticidade?


Não, não existem animais errantes na erraticidade, mas existem animais na erraticidade, essa é a conclusão a qual todo estudo sério, tanto do Pentateuco quanto das demais obras espíritas no fazem chegar, se permanecem muito ou pouco tempo é outro assunto, mas não podemos negar a existência de animais, seja por breve ou por longo período, na erraticidade.



  Simone Nardi




Referências


O Livro dos Espíritos- Os Três Reinos

André Luiz. Nosso Lar e Libertação

Revista Espírita- Maio de 1865, número 5; http://www.febnet.org.br/gerenciador/pdfRepository/2009-11-20-7.553a249c3b86dfbf07a340c9e307d9fe.pdf

Revista O Consolador: “O advento do mundo de regeneração está próximo, mas não imediato”. http://www.oconsolador.com.br/51/entrevista.html




OBS: A conversa  com Marcel Benedeti sobre erraticidade foi pessoalmente









Simone Nardi









Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.


Temas relacionados


Quando desencarnam os animais voltam a alma grupo?

Os animais perdem a consciência ao desencarnarem?








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