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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Será que vou rezar? - Rubem Alves



É. Cada um celebra o que escolhe. Acho que farei uma sopa de fubá que tomarei com pimenta e torradas.


SOU UM ADMIRADOR de Gandhi. Cheguei mesmo a escrever um livro sobre ele. Estou planejando convocar os amigos para uma homenagem póstuma a esse grande líder pacifista e vegetariano. Pensei que uma boa maneira de homenageá-lo seria um evento numa churrascaria, todo mundo gosta de churrasco, um delicado rodízio com carnes variadas, picanhas, filés, costelas, cupins, fraldinhas, lingüiças, salsichas, paios, galetos e muito chope. O grande líder merece ser lembrado e festejado com muita comilança e barriga cheia!


Eu não fiquei doido. O que fiz foi usar de um artifício lógico chamado "reductio ad absurdum" que consiste no seguinte: para provar a verdade de uma proposição, eu mostro os absurdos que se seguiriam se o seu contrário, e não ela, fosse verdadeiro. Eu demonstrei o absurdo de se celebrar um líder vegetariano de hábitos frugais com um churrasco.

Uma homenagem tem de estar em harmonia com a pessoa homenageada para torná-la presente entre aqueles que a celebram. Uma refeição, sim. Mas pouca comida. Comer pouco é uma forma de demonstrar nosso respeito pela natureza. Alface, cenoura, azeitonas, pães e água.

Escrevo com antecedência, hoje, 27 de novembro, um mês antes, para que vocês celebrem direito. A celebração há de trazer de novo à memória o evento celebrado.

É uma cena: numa estrebaria uma criancinha acaba de nascer. Sua mãe a colocou numa manjedoura, cocho onde se põe comida para os animais. As vacas mastigam sem parar, ruminando. Ouve-se um galo que canta e os violinos dos grilos, música suave... No meio dos animais tudo é tranqüilo. Os campos estão cobertos de vaga-lumes que piscam chamados de amor. E no céu brilha uma estrela diferente. Que estará ela anunciando com suas cores? O nascimento de um Deus?

 É. O nascimento de um Deus. Deus é uma criança.

O nascimento do Deus criança só pode ser celebrado com coisas mansas. Mansas e pobres. Os pobres, no seu despojamento, devem poder celebrar. 

Não é preciso muito.

Um poema que se lê. Alberto Caeiro escreveu um poema que faria José e Maria, os pais do menininho, rir de felicidade: "Num meio-dia de fim de primavera, tive um sonho como uma fotografia: "Vi Jesus Cristo descer a terra. Veio pela encosta do monte tornado outra vez menino. Tinha fugido do céu...'" Longo, merece ser lido inteiro, bem devagar...

Uma canção que se canta. Das antigas. Tem de ser das antigas. Para convocar a saudade. É a saudade que traz para dentro da sala a cena que aconteceu longe. Sem saudade o milagre não acontece.

Algo para se comer. O que é que José e Maria teriam comido naquela noite? Um pedaço de queijo, nozes, vinho, pão velho, uma caneca de leite tirado na hora. E deram graças a Deus.

E é preciso que se fale em voz baixa. Para não acordar a criança.

Naquela mesma noite, havia uma outra celebração no palácio de Herodes, o cruel. Ele tinha medo das crianças e mataria todas se assim o desejasse. A mesa do banquete estava posta: leitões assados, lingüiças, bolos e muito vinho... Os músicos tocavam, as dançarinas rodopiavam. Grande era a orgia.
É. Cada um celebra o que escolhe. Acho que vou fazer uma sopa de fubá que tomarei com pimenta e torradas. E lerei poemas e ouvirei música. E farei silêncio quando chegar a meia-noite e, quem sabe, rezarei?


RUBEM ALVES  (Folha de São Paulo, 27/11/2007)


Que todos nós possamos realmente desejar ao nosso próximo um Feliz Natal


Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana



OBS: Imagem encontrada na internet, se a imagem for sua entre em contato conosco para colocarmos os créditos.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Desconhecimentos e Desentendimentos Sobre Vegetarianos


"Muito pouco da grande crueldade mostrada pelos homens pode ser atribuída realmente a um instinto cruel. A maior parte dela é resultado da falta de reflexão ou de hábitos herdados”. 
Albert Schweitzer 




Mais uma vez nos vemos motivados a escrever sobre o tema vegetarianismo, pois é importante que aos poucos as pessoas comecem a se conscientizar da necessidade de cuidar realmente bem dos animais. O problema é que a imensa maioria não deseja despertar para esse assunto e ergue verdadeiras muralhas, levantam pesados escudos e afiadas espadas para reagir ao fato de que, queiram ou não, o mundo vai evoluir primeiro para o vegetarianismo/veganismo, e não vai parar mais, pelo menos não por causa da rejeição das pessoas e de seus temores pelas novas mudanças. 

Dentre muitos os escudos levantados, vemo-nos obrigados a falar de uma comparação desnecessária entre bondade e maldade, quando deveríamos deixar mais uma vez de lado o egoísmo de pensarmos somente em nós mesmos e nos preocuparmos com o próximo. Dentro do meio espírita é bem comum ao se tocar no tema vegetarianismo, que algumas pessoas logo rebatam esse conceito alimentar - normalmente uma reação de medo ao que é novo - com a frase de que “Chico Xavier comia carne enquanto que Hitler era vegetariano”, questão essa bem controversa no que tange a parte da alimentação e que pincelei em um artigo anterior, mas faz-se necessário esclarecer ainda mais o fato de que essa frase é prejudicial aos dois lados, ainda mais aos onívoros, já que podemos ver que nem todos os vegetarianos são como Hitler e nem todos os carnívoros são como Chico. 

Devemos estar atentos que: não ligar a morte de animais ao ato de comer carne, nos torna negligentes perante esses nossos irmãos. O foco de quem faz alusão a isso não é a bondade ou a maldade entre vegetarianismo ou onivorismo, mas a exclusão da verdade de que “Sim, nós maltratamos os animais!”, é assim que eles tentam finalizar um assunto que pode tirá-los da zona de conforto onde se encontram. Na verdade Hitler não era vegetariano ético como se costuma repetir por aí , normalmente por ter ouvido “alguém” falar essa célebre frase “Hitler era vegetariano e Chico comia carne”, repetida mais pela falta de conhecimento concreto sobre o assunto do que por conhecimento de causa, até porque o vegetarianismo não torna ninguém “santo” nem torna ninguém “assassino”, assim também, e de certa forma, com o onivorismo[0.1]. 

O que deveria realmente ser revisto é o fato de maltratarmos os animais por cinco minutos de prazer gastronômico, que nos faz mais mal do que bem e que nos incentiva a continuar matando aqueles a quem chamamos de “irmãos”. Se a carne não faz mal, por que então o pedido de que em dias de trabalho nas Casas Espíritas os trabalhadores se abstenham dela? 

Mas, voltando ao assunto em questão, alguns historiadores contam que Hitler fez inúmeros experimentos com animais, matou seu próprio cão e mandou exterminar um sem número de cavalos para que não se tornassem propriedade dos inimigos da Alemanha. Um vegetariano ético jamais faria isso. O que prova que, quem se escuda nessa frase para afastar-se ou simplesmente para menosprezar o vegetarianismo, desconhece realmente o significado deste conceito. 

Mais adiante veremos o que outros historiadores nos falam sobre isso. 

Auschwitz começa onde quer que alguém olhe para um matadouro e pense: eles são apenas animais. 

Theodor Adorno [1] 




Para Rynn Berry, historiador, fazia parte da propaganda nazista de Goebbles, seu Ministro da Propaganda, fazer o povo acreditar que Hitler era vegetariano e um profundo amante dos animais e pelo visto, foi tão bem feita que vem funcionando até hoje. Outros historiadores também alegam que durante certo tempo, mais no final da vida[2], Hitler passou a adotar em parte, uma dieta vegetariana indicada por seus médicos particulares a fim de resolver, ou ao menos diminuir, alguns problemas estomacais. Biógrafos e cozinheiros por outro lado atestam que ele tinha uma forte preferência por carne de porco defumada e salsichas. Conhecendo-se o mínimo sobre vegetarianismo, poder-se-ia de pronto, alegar que nenhum vegetariano ético teria tais preferências alimentares. 

Dione Lucas, cozinheira de Hitler, escreveu um livro chamado "Gourmet Cooking School Cookbook" (Livro de Receitas da Escola de Culinária Fina), onde narra que um dos muitos pratos preferidos dele era squad recheado, e tratava-se nada mais nada menos do que carne de filhotes de pombos. Mais uma vez, buscando-se o conhecimento pelo verdadeiro conceito do vegetarianismo, é impossível crer que optando por não maltratar animais, um vegetariano optasse pelo squad. 

A questão não é se Chico por comer carne era um homem do bem e por acreditarem alguns, que Hitler por ser vegetariano era um homem devotado ao mal. A questão não é também se Gandhi , tão esquecido por alguns rebatedores do vegetarianismo[3] , por ser vegetariano - e alguns historiadores o colocarem como frugívoro - era um homem do bem ou se a falsa ideia de que por ser Hitler taxado como vegetariano e ter assassinado tantos seres humanos e tantos animais, demonstra que os vegetarianos são ruins mesmo por escolherem não matar animais para comer, a questão é que somos irmãos e não temos o direito de dispor mais das vidas destes seres em nosso benefício, do contrário nos tornamos tolos ao chamá-los de irmãos. Ninguém que conheça um abatedouro por dentro voltará a comer carne, a questão é ética, assim como muitos já se preocupam com o aborto, outros se preocupam com os idosos, outros se preocupam com os animais, é um ciclo que não pode ser parado. É como dizer que Hitler tratava bem as crianças apesar de ser assassino de adultos , o que não implica que por isso você vá igualmente maltratar as crianças só por causa dele. Deixar de acreditar no vegetarianismo quando se cita Hitler, é fazer exatamente isso, é dizer: “ Não, eu não quero ser comparado a Hitler porque ele não comia animais mas matava pessoas, eu não mato pessoas por isso me vejo no direito de matar animais”. Mas quem nos deu esse direito? Essa é a verdadeira questão, Hitler não tinha direito de matar as pessoas, assim como não temos direito de matar os animais. 

Cada um tem um patamar evolutivo, é sempre necessário dizer isso para que não haja melindre, mas faz parte da nossa evolução deixar de nos alimentarmos de nossos irmãos animais, queiramos ou não, é a evolução, uns o farão mais cedo outros mais tarde, mas todos o farão, porém escudar-se em exemplos simplórios como esse faz com que exemplos piores possam surgir dessa comparação, já que muitos dos crimes que margeiam nossa história foram cometidos por pessoas que comiam carne. Mas isso, muitos não desejam reconhecer. Se a intenção dos que usam essa frase é querer demonstrar que o vegetarianismo não torna as pessoas boas é até aceitável , já que é a conscientização e o aprendizado do amor, da moral e da ética, que irá nos tornar pessoas melhores, mas se a intenção é menosprezar o vegetarianismo, comete-se um erro insustentável , pois a discussão não se encerra com essa frase, ela se estende e nos traz a mostra inúmeros vegetarianos notáveis, que foram extremamente bons e acabaram por escolher o vegetarianismo como meio de se harmonizarem com Deus.E agora, como ficar perante esse fraco argumento em relação a essa frase, se tantos vegetarianos foram bons, mas não são citados nela? 

Lembremos ao falar de vegetarianismo e usarmos o exemplo de Chico, ou de Hitler, que o próprio Jesus é considerado por inúmeros historiadores não apenas vegetariano ou vegano, mas frugívoro[4], assim como Gandhi, assim como Albert Schweitzer e como tantos outros que propagaram o bem. Ser bom ou ser ruim não é questão alimentar, mas é falacioso querer provar que vegetarianos são ruins porque Hitler, para os que desconhecem sua índole, era vegetariano; querer provar que outros que comiam carne eram ou foram bons é querer demonstrar de forma errônea que comer carne não é ruim. Mas comer carne pode para alguns, não parecer ruim para quem a come, mas é ruim para quem serve seu corpo como alimento, isso é que não pode ser omitido ou esquecido. Quando aprendermos a olhar para estes irmãos animais com verdadeiro amor, aí sim entenderemos a dimensão de bondade que o vegetarianismo nos trará. Escolher ser vegetariano por ética é escolher o respeito pelos animais, é proporcionar-lhes a liberdade de viver. Escolher ser vegetariano por capricho, para emagrecer, ficar bonito ou porque esse ou aquele personagem é ou foi vegetariano, é mostrar total desconhecimento pela vida dos animais. 

Vegetarianismo precisa ser visto como uma questão de misericórdia pelos animais e não mais como uma questão de saúde ou bem estar pessoal , e misericórdia é o que a Doutrina Espírita nos pede,dia a dia.





Notas


[0. 1] O onivorismo, se visto pelo olhar do animal e dos vegetarianos, nada mais do que uma forma de assassinato ao qual os seres humanos já se acostumaram, contudo não é mais possível esconder a brutalidade com que os animais são abatidos, basta tentar dizer a quem come carne a forma como os animais morrem para que ele se altere e tente mudar o rumo na conversa, embora ache natural comer carne, nenhum onívoro quer saber como o animal virou bife. 

[1] De origem judaica, era filósofo, sociólogo, musicólogo e compositor alemão. Grande expoente da Escola de Frankfurt ao lado de Herbert Marcuse e Jürgen Habermas

[2] Muitas biografias de Hitler narram à mudança alimentar para o vegetariansimo não pelos animais, mas pela saúde, a lógica do pensamento de quem se escuda no menosprezo do vegetarianismo usando Hitler como exemplo, deve se questionar o seguinte: Quantas pessoas Hitler matou antes, enquanto ainda comia carne? Lembrando que ele tornou-se chanceler alemão em 1933 , mesmo ano em que foi construído o primeiro campo de concentração , a Guerra se iniciaria então em 1939, a ideia da “Solução Final” teria surgido em 1941 e se iniciado em 1942, mas muitas pessoas até aí já haviam sido assassinadas e Hitler , segundo alguns historiadores, teria se suicidado em Abril de1945. Seria inválido usar uma personalidade como a de Hitler , ou de qualquer outro, para julgar ou não o vegetarianismo, mas o medo que se tem dele.Não há, a meu ver, outro motivo para esse tipo de comparação.

[3] Não apenas Gandhi é esquecido nesse discurso sobre vegetarianismo entre Hitler e Chico, mas grandes nomes como Buda, Lao Tzu Albert Schweitzer, Max Heindel, Helena Blavatsky, Alice Bailey, Annie Besan , C. W. Leadbeater, Einstein, Humberto Rohden , Ramatis, Rynn Berry , Andrew Linzey, Marcel Benedeti, os essênios, o próprio Cristo entre tantos outros que eram ou vegetarianos ou frugívoros, pois se abstinham da alimentação carnívora em respeito e misericórdia aos animais.

[4] Segundo alguns, Jesus alimentava-se somente de frutas e sementes.


Referências

Albert Schweitzer e a Ética para com os animais – Disponível em http://www.anda.jor.br/?p=12752
Animais, Esses Nossos Irmãos - Parte 7 – Disponível em http://feal.com.br/colunistas.php?art_id=70&col_id=28

Dinshah, J. (1974, January). "Book nook". {A review of Speer, A. (1970). Inside the 3rd Reich (Por dentro do Terceiro Reich)} Ahimsa, p. 11. [Disponível na American Vegan Society, P.O. Box H, Malaga, NJ 08328, USA]
História do Vegetarianismo - Europa: Início do século 20 – Disponível em http://www.ivu.org/history/europe20a/hitler.html.

Meyer, R. (1985). "Was Hitler a vegetarian?" (Hitler era um vegetariano ?) Vegetarian Voice (Voz Vegetariana), 12 (2), p. 6. (Rudolf Meyer foi um dos presidentes da Vegetarier Bund Deutschlands) [Disponível na North American Vegetarian Society, P.O. Box 72, Dolgeville, NY 13329]
Rynn Berry, Why Hitler Was Not a Vegetarian (Porque Hitler não era vegetariano) – Disponível em http://www.vegsource.com/berry/hitler.html

Egroup Clara Luz - OS ANIMAIS TÊM ALMA!

Simone Nardi

Fonte:  FEAL

Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana



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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Francisco de Assis


Falar aos peixes,  aos pássaros , aos animais e às árvores são realmente fenômenos comuns entre os homens iluminados de todos os tempos, porque eles deram mais um passo. Eles ligam, através do amor universal, seus aparelhos receptores na faixa das ondas emitidas pelos peixes e os entendem, respondendo-lhes na devida frequência. E, com poderes maiores, os interligam através de seu magnetismo benfeitor, tornando esses viventes das águas felizes com esse calor amenizante que flui em abundância do coração de quem ama, e ali ficam, como que ouvindo o que esse pretende falar.

Além disso há o espírito-grupo que comanda divisões de cardumes com  suas espécies variadas que, igualmente, é atraído pelo mestre da Palavra e do Amor e a qualquer vontade desse homem santo, o Espírito encarregado de assistir os viventes da água, transmite com rigorosa precisão, como um comandante de aviões transmite pelo rádio, as ordens para o piloto. Para que pudéssemos falar tudo acerca dessa ciência ainda oculta dos homens, seria necessário escrever um livro o que, por enquanto, é cedo. O fato acontece com os animais, com as árvores, com os pássaros e com os próprios homens quando ocorre uma hipnose coletiva, estando ou não consciente o hipnotizador. 

A conveniência de falar aos peixes, como no caso de João Evangelista — que renasceria mais tarde como Francisco de Assis -, está ligada a necessidade de se exercitar a prática do Amor.Familiarizando-se estes benfeitores com esses reinos, tornam-se mais fáceis os seus trabalhos, cuja ação é imprescindível, pois, quanto mais amizade tiverem com esses companheiros de retaguarda, mais assistência terão deles para as suas realizações no campo próprio da Vida.

A    proximidade   de  Francisco  com a natureza  sempre  foi a faceta   mais , conhecida. Seu amor universalista abrangia toda a Criação e simbolizava para muitos um retorno a um estado de inocência . Muitas histórias com animais cercam a vida de Francisco de Assis e estão contadas no  Fioretti  (pequenas flores, em italiano), uma coleção póstuma de contos populares sobre este santo.

Francisco e os Animais

Certa vez ele viajava com seus irmãos  e  eis  que  viram  ao lado da estrada árvores lotadas de passarinhos. Francisco disse a seus companheiros: "aguarde por mim enquanto eu vou pregar aos meus irmãos pássaros". Os pássaros o cercaram, atraídos por sua voz, e nenhum deles voou. Francisco falou a eles: "Meus irmãos pássaros, vocês devem muito a Deus, por isso deve sempre e em todo lugar dar seu louvor à Ele; porque Ele lhe deu liberdade para voar pelo céu e Ele o vestiu. Vocês nem semeiam nem colhem e Deus os alimenta e lhes dá rios e fontes para sua sede, montanhas e vales para abrigo e árvores altas para seus ninhos. E embora vocês nem saibam como tecer, Deus os veste e a suas crianças, pois o Criador os ama grandemente e o abençoa abundantemente. Então, sempre busquem louvar a Deus."

Outra lenda do Fioretti nos fala que na cidade de Gubbio, onde Francisco viveu durante algum tempo, havia um lobo "terrível e feroz, que devorava homens e animais". Francisco teve compaixão pela população local e foi para as colinas achar o lobo. Logo, o medo do animal fez todos os seus companheiros fugirem, mas Francisco continuou e quando achou o lobo fez o sinal da cruz e ordenou ao animal para vir até ele e não ferir ninguém. Milagrosamente o lobo fechou suas mandíbulas e se colocou aos pés de Francisco: 

"Irmão lobo, você prejudica a muitos  nestas paragens e faz um grande mal".  

disse Francisco.

 "Todas estas pessoas o acusam e o amaldiçoam. Mas, irmão lobo, eu gostaria de fazer a paz entre você e essas pessoas". Então Francisco conduziu o lobo para a cidade e, cercado pelos cidadãos assustados fez um pacto entre eles e o lobo. Porque o lobo tinha "feito o mal pela fome", a obrigação da população era alimentar o lobo regularmente e, em retorno, o lobo já não os atacaria ou aos rebanhos deles.

Fica aqui nossa pequena homenagem a Francisco de Assis no seu mês.





Fontes : Francisco de Assis  - João Nunes  Maia

Saída  da Matrix—Francisco de Assis.                                 http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2007/05/sao_francisco_d.html




Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana






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