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quarta-feira, 2 de maio de 2018

OS NOVOS “GIORDANOS BRUNOS”





Há cerca de 418 anos, 17 de fevereiro de 1600, morria queimado no Campo dei Fiori - Campo das Flores- Giordano Bruno.

Seu crime?

Defender que o Universo era infinito e sendo assim, era maior do que o Sol que banhava a Terra e que ela, a Terra, não era o centro do Universo tal como a Igreja apregoava. Giordano também defendia que tudo possuía vida e assim, possuía alma. Para esse ícone da liberdade de pensamento a Verdade deveria prevalecer sobre dogmas, crenças (religiões), falsas polêmicas e qualquer vontade de cunho pessoal que não fizesse jus a Verdade.


“só os espíritos mais fracos é que pensam com a multidão por ser ela multidão. A verdade não é modificada pelas opiniões do vulgo, nem pela confirmação da maioria".
Giordano Bruno

Giordano Bruno era Filósofo, Teólogo, padre e poeta, nasceu como Filippo Bruno, em 1548, em Nola – Nápoles-, foi expulso e excomungado da maioria das religiões, pois ele discordava da visão atrasada delas. O Papa da época, Clemente 8 foi quem proferiu a sentença - após Bruno “teimar" em renunciar ao seu ideal. Conta-se que seu gesto de maior bravura foi o mais simples: recusar-se a olhar um crucifixo que lhe mostraram minutos antes de acenderem as chamas.