sexta-feira, 11 de abril de 2014

Como interpretar a frase ' A carne nutre a carne"?!

Kardec



Espiritismo



O assunto relacionado ao consumo humano de carne é, frequentemente, motivo de controvérsias dentro do movimento espírita. Isto ocorre porque, em um primeiro momento, ao ler "O Livro dos Espíritos" (L.E.), parece que os Espíritos aprovam, sem restrição, a alimentação carnívora. Entretanto, as duas respostas de “O Livro dos Espíritos” (L.E.) que abordam o referido assunto deveriam ser estudadas com mais cuidado. 

De fato, a frase "a carne nutre a carne", utilizada pelos Espíritos superiores para responder a uma destas questões não entra no cerne propriamente dito da questão levantada pelo Codificador, pois o principal problema não é a questão nutricional, mas sim o problema moral. É claro que podemos discutir os aspectos positivos e negativos da carne, do ponto de vista nutricional, mas o problema principal não é esse. Kardec poderia questionar se seria lícito fazer uso de bebidas alcoólicas, ou de excesso de algum outro tipo de alimento, e não o fez. O Codificador elege como questão mais relevante a discussão sobre a alimentação carnívora, provavelmente devido à questão moral relacionada à antiquíssima dúvida: é correto ou não matar animais para comer?! 


André Luiz
Obviamente, os mentores espirituais da falange do Espírito de Verdade sabiam disso, ou seja, sabiam das intenções do Codificador e das principais implicações relacionadas à questão levantada por Kardec. Vale, portanto, questionar: Por que não entraram no cerne da questão. Por que não a exploraram com maior profundidade? Por que não exploraram mais o assunto, nem em “O Livro dos Espíritos” (L.E.) e nem nos demais livros do “Pentateuco Espírita”? Na “Revista Espírita”, há uma mensagem muito contundente que sugere que deixemos e/ou minimizemos o hábito de ingerir carne. Tal mensagem estaria em contradição com o L.E.?! Kardec se enganou ao publicá-la na “Revue Spirite”?! Trata-se de uma mistificação que enganou o Codificador? Kardec a publicou porque considerou que o assunto não estava devidamente esclarecido?


É importante ressaltar que é lícito discutir a eficácia nutricional da carne como alimento e se é imprescindível ou não à nossa saúde física, mas a principal questão , sobretudo do ponto de vista filosófico-religioso, diz respeito ao fato de termos de abater os animais. Isso seria eticamente aceitável?! Seria moralmente elevado tal hábito?! 


Em suma, a qualidade da carne como alimento e o nível moral da atitude de se matar animais para alimentação são duas questões importantes, mas a segunda é a mais relevante do ponto de vista espírita. Se admitirmos a hipótese da atitude de se matar animais para a alimentação ser reprovável do ponto de vista moral, a relevância nutricional da carne não serviria de justificativa para contrapor o erro moral do abate dos animais. Esse subterfúgio seria ainda menos aceitável se houverem alternativas nutricionais que possam substituir a carne. 


Criança desnutrida
Muitos poderiam questionar: “Mas existem muitas pessoas que passam fome no mundo. Não seria lícito nesse caso?!” Essa seria uma segunda questão, e não a questão central e inicial. Essa questão seria o mesmo que dizer: “Consideramos eticamente questionável ou negativo o consumo de carne. Mas, e se estivermos passando fome?! Seria aceitável comer carne?!”. É possível que a resposta a essa segunda pergunta seja sim. Entretanto, das pessoas que ingerem carne, quantas estão passando fome?! E quantas não estão acabando com sua saúde por excesso de ingestão de carne?! 


Se os Espíritos da falange do Espírito de Verdade, em L.E., aprovam totalmente o consumo da carne, como alguns confrades sugerem, então Emmanuel, André Luiz e Humberto de Campos, entre outros, erraram completamente. Pois eles realmente têm posicionamentos marcantes sobre o assunto, que não corroboram a interpretação pró-consumo de carne das duas questões de L.E.. André Luiz tem afirmações contundentes a favor de, no mínimo, minimizarmos o consumo de carne tanto em "Os Mensageiros" como em "Missionários da Luz". Emmanuel também tem uma resposta bem explícita a favor da diminuição do consumo carnívoro na obra “O Consolador”. 


Autores espirituais importantes para a Doutrina Espírita como Emmanuel e André Luiz não poderiam errar tantas vezes, e com tamanha ênfase. Então, o que estaria acontecendo?!


A problemática questão parece envolver o momento histórico da publicação de “O Livro dos Espíritos”. À época, estávamos, por exemplo, muito longe de eliminar a escravidão no Brasil, (mesmo no chamado "Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”). A escravidão acabaria no Brasil somente em torno de 28 anos após a publicação da segunda edição (edição definitiva) de “O Livro dos Espíritos” (em torno de 31 anos após a publicação da primeira edição de “O Livro dos Espíritos”). Nos Estados Unidos, iria começar a Guerra da Secessão, que também era motivada, entre outros fatores, pela questão da escravidão. Ora, se o ser humano, em países civilizados, ainda escravizava outros seres humanos por causa da cor da epiderme, o que aconteceria se o Espiritismo levantasse, naquele tempo, a bandeira da alimentação sem carne?! A Doutrina Espírita seria ainda mais perseguida do que foi, mais ridicularizada do que foi, pois era uma discussão ainda precoce para a esmagadora maioria dos habitantes da crosta. Portanto, seria um desgaste desnecessário e contraproducente ao desenvolvimento do movimento espírita assumir tal posição naquela época. 


Emmanuel
De fato, muitos companheiros Espíritas da atualidade continuam achando eticamente elevado matar animais para comer.  Mais de 150 anos após a publicação da segunda edição de “O Livro dos Espíritos”. Se é difícil discutir isso atualmente, mesmo dentro do meio espírita, imagine naquele tempo. O ensino precisa chegar até nós no momento que estamos minimamente preparados para a sua assimilação. Em “Nosso Lar”, o Ministro Genésio afirma para André Luiz: “Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece”. Em “O Livro dos Espíritos”, os Espíritos superiores afirmam: “Luz demais ofusca ao invés de clarear (esclarecer)”. De fato, o processo educacional para a mudança de costumes é constante, porém lento e gradual.

Alguns autores, visando simplificar a questão, afirmam que Chico Xavier comia carne. Na verdade, essa informação necessita de maior contextualização sobre os hábitos de vida de Chico Xavier.  Em todo caso, é bastante curioso tal argumento ser utilizado com tão frequência, pois três autores espirituais, dentre os principais que escreviam pela mediunidade de Chico Xavier, induzem a, no mínimo, diminuir tal comportamento. Quem, portanto, está com a razão: Os mentores e autores espirituais da obra de Chico Xavier (que consiste no principal legado de sua vida, pois é obra para ser estudada através dos séculos. Tanto é que Emmanuel dissera em uma famosa reunião de materialização, na qual Chico Xavier era o instrumento mediúnico: “A tarefa do Chico é o livro!”) ou aqueles que afirmam, de forma simplista que Chico Xavier comia carne. Chico Xavier tinha por hábito tentar ser simples e humilde e, na medida do possível, não constranger as pessoas que não tinham a elevação dos seus hábitos e, indiretamente, não criar uma idolatria exagerada sobre a sua pessoa, o que, apesar de seus esforços, acabou, em alguns casos, acontecendo. 


Chico Xavier
Além disso, esse argumento de que Chico Xavier comia carne não modifica em nada o conteúdo das obras que os instrutores espirituais dele trouxeram. Alguns simplificam a questão, o que parece ocorrer simplesmente porque comem carne, o que é um grave erro. Neste caso, estaria havendo uma distorção de um conceito doutrinário porque ainda não podemos vivenciá-lo, o que é um erro crasso visando uma justificação perante a consciência, o que, além de não funcionar, não faz o menor sentido perante a Doutrina Espírita. Quando pregamos Doutrina Espírita, não estamos pregando para os outros, mas para nós mesmo e não estamos afirmando que vivenciando tudo aquilo que nossa consciência já considera errado. “Os são não necessitam de médico”, e o fato de ainda não vivenciar integralmente os postulados espíritas, não nos inviabiliza para iniciarmos o trabalho doutrinário.

Afinal, o primeiro passo é o estudo doutrinário; o segundo é a conscientização do que é correto perante as Leis de Deus; o terceiro é a conscientização da necessidade de modificar para melhor os nossos hábitos, procurando a harmonização com essas Leis; o quarto consiste em traçarmos estratégias e iniciarmos o esforço de transformação efetiva de nossa personalidade; o quinto seria perseveramos no esforço iniciado para efetivarmos a médio ou longo prazo uma efetiva mudança para melhor.

Emmanuel afirma: 

“Começar é fácil; Perseverar é muito difícil; Concluir a tarefa é raríssimo!”



Reflitamos na necessidade de aprofundarmos o estudo doutrinário e o intercâmbio de ideias, sem preconceitos, para que cada vez mais “nos aproximemos da Verdade para que ela nos liberte”.



Leonardo Marmo Moreira, Centro Espírita Caminho da Paz

 

 

Para ler mais:

 

A carne precisa da carne?

Desconhecimentos e Desentendimentos Sobre Vegetarianos

 






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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Por um Mundo de Regeneração



Foto cauda de baleia, Sebastião Salgado


     (Sandra,colaboradora do Blog)




Enquanto o ser humano não se conscientizar do seus deveres junto à Proteção Animal, por mais progrida, intelectual e cientificamente, haverá sempre lacunas em seu Espírito Eterno, exigindo o reajuste.

Em vão rogará por Deus no deserto de suas dívidas espirituais, enquanto os gemidos dos pequeninos inocentes ecoarem em seu caminho, comprovando sua ignorância e primitividade, contabilizando seus débitos, ainda que os ignore.

Enquanto o sentimento da compaixão não o motivar mais efetivamente diante do sofrimento dos irracionais, por sua causa, em vão sua voz recitará, comovidamente, salmos e preces nos templos de ouro e mármore aonde nem sempre, infelizmente, o Seu Destinatário, está.

Inutilmente suplicará por Misericórdia, quando tempestades atingirem com fragor seu barco frágil, na problemática de enfermidades, contratempos ou morte.

Pinguins em geleira, Sebastião Salgado
Isto porque somos TODOS elos da Grande Corrente da Vida e, desconsiderar, enfraquecer ou destruir qualquer um deles, por mais insignificante seja, implicará em nossa própria ruína e perda.

Por exemplo, a utilização de cobaias, pela comunidade científica e/ou acadêmica, sua experimentações impiedosas e retrógradas, ainda que sob o pretexto do benefício a humanos, diante de DEUS será sempre a irresponsável marcha ao contrário do caminho inexorável da Evolução, que o tempo se incumbirá de comprovar.

Enquanto as vísceras dos animais se derramarem dos altares de pedra, em ritualísticos religiosos, o Deus do Bem lhes ocultará sua Augusta Face porque “Misericórdia quer e não Sacrifício”, supostamente em Seu Nome mas, indubitavelmente, sem o Seu aval.

Relevante e fundamental, diante Dele, continua sendo o sagrado sopro de vida insuflado em cada um de nós, um dia, resultando, os males e abusos a ela infringidos, nas consequências, tão bem estudadas no meio espírita, com o nome de Ação e Reação.

Utilizando-se da importante prerrogativa do seu livre arbítrio, vem o ser humano, ao longo dos milênios, exercendo-o de forma desorganizada, injusta e irracional, principalmente no que concerne ao tratamento destinado aos mais fracos da Criação, aqueles que se convencionou denominar “inferiores”.

Gatinhos presos
É incoerente escrever sobre a Paz, difundi-la em simpósios, campanhas de desarmamento, conferencias, assembleias e congressos, enquanto nos utilizarmos das mãos para atirar pedras e dos pés para desferir chutes nos irracionais que, por infelicidade, nos cruzarem o caminho, machucados, carentes, abandonados e incompreendidos pelos “importantes” do mundo.

Inconsistente o argumento de que precisamos dos animais para comê-los ou torturá-los em atividades recreativas (para nós, não para eles) como touradas, circos, zôos, caça e pesca, farra do boi, rinhas, etc.

Realmente precisamos dos animais (e, muito!) para compreendê-los e guiá-los corretamente nos atalhos aonde, presumimos, Ele esteja.

Para aprender,com eles, na simplicidade de suas vidas despojadas, a lição de não acumularmos tanto para ser felizes, como eles – com tão pouco – são.

Ansiando pelo Mundo de Regeneração que nos habilitará a tentames mais altos, primeiro nos regeneremos ao pé daqueles que temos maltratado e destruído através dos séculos, doando-lhes, agora, o que já conseguimos amealhar de mais puro e nobre no decurso de nossas encarnações expiatórias, numa Terra, por enquanto, de expiações e provas.

Reconciliemo-nos, humildemente, de joelhos para que a nossa altura se equivalha à deles, suplicando-lhes desculpas pelas práticas abjetas e desapiedadas de que foram vítimas por nossos ancestrais, antes de nos predispormos ao recebimento das bênçãos de um Mundo Novo onde apenas seres renovados merecerão habitar.

Sem nos penitenciarmos ante aqueles a quem devemos tanto, curando as feridas que produzimos em seus corpos e almas, libertando-os de todas as correntes, grades, arpões, jaulas, anzóis, flechas e armadilhas, inútil será rogar à Divindade pela própria saúde e a de nossos filhos, porque preces são improfícuas quando credores batem a porta da consciência, clamando por justiça!

“Doando, receberemos”, tanto o mal quanto o bem.

Morador de rua e seu cão
Ansiando pelas dádivas do Céu (quem não as quer?), construamos, aonde devastamos, abrigos para os animais bebês, doentes ou velhos, abstendo-nos de chupar os seus ossos, de consumir sua carne e sangue ou vestir sua pele, repartindo com eles, o que já sabemos de Deus, nosso Pai.

Para que também eles nos ensinem, em forma de gratidão, o que Ele lhes ministrou no silencio de seu martirológio, quando expiavam o inferno da escravidão, sonhando com o Céu da mesma Terra regenerada – a NOSSA.



Sandra, autora e colaboradora do Blog 






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segunda-feira, 7 de abril de 2014

O “Tradicional” e o “Moral”



O Rodeio as Touradas o ‘Pão e Circo”



“E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma só ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não há de lançar mão dela, e tirá-la?... Portanto, é lícito fazer o bem nos sábados.” 
Mateus 12:11-12

            Justificar erros pela quantidade de tempo que eles vem sendo repetidos,é o mesmo que nós conformamos com a doença sem procurar a cura....
            No tempo de Jesus o sábado era um dia “sagrado” onde ficava proibido qualquer tipo de ação, era o dia dedicado ao descanso. Tradição de um povo que durante séculos se manteve inalterado, mas que Jesus sabiamente “desrespeita” em favor da coerência, da moral e da caridade. Jesus cura no dia de sábado, pois isso é o que era moralmente certo a se fazer.
            Justificar o rodeio, vaquejadas, touradas e outras formas de tortura animal, pelo tradicionalismo ou por uma questão cultural é o mesmo que justificar a luta de gladiadores ou a própria escravidão pelos mesmos argumentos.
            Tomemos em comparação a escravidão; desde o começo da civilização o mais forte escraviza o mais fraco, foi assim com os egípcios e os hebreus, e com muitos outros povos e civilizações durante toda a historia.
            Seria então a escravidão humana do mais fraco pelo mais forte uma “manifestação” cultural e tradicional genuína, só por que ela vem acontecendo a milhares de anos....
                Vejam vocês; como nem sempre o que é tradicional é o moralmente correto, ou como quase sempre só é aceito como “cultural”, por aquele que se beneficiam da situação. Motivos para se justificar o erro não faltam, uns são diretos e se justificam na força outros se escondem em motivos disfarçados. Os Romanos assim como os Europeus, escravizavam com a justificativa de levar “cultura” aos povos atrasados, mostrando que é fácil se justificar qualquer atrocidade quando se convém ou se tem poder para impor a sua “verdade”. 
            Assim são os rodeios, vaquejadas, touradas e manifestações afim. Nada mais são que as “lutas do coliseu”, em novas roupagem. Modernizadas para que o sofrimento e a derrota se restrinja ao pobre animal, que muito pouco pode fazer para salvaguardar sua vida. Covardemente são submetidos a torturas físicas e psicológicas, para a satisfação de um publico que trocou o “pão e circo”, “pela cerveja e a musica”.
            Alguns justificam que os animais não sofrem, que eles são bem cuidados, mas não era isso que os donos de escravos falavam de suas “posses” quando queriam vender seus escravos a preços melhores. Alguém já viu um boi pular em um pasto como eles fazem no rodeio, como se fosse natural um touro pular e rodopiar sem motivo algum.
            Todos nós que já usamos uma roupa apertada, no mínimo, nós sentimos incomodados. Um cinto apertado na altura dos rins que pelo movimento de fuga se aperta mais, até que atingindo um força enorme se desprende, deve causar “bastante desconforto”. Isso vendo o lado dos organizadores dos rodeios, sem levar em conta o que se “especula”, como o uso de pimenta, apertões nos testículos, ferroadas com objetos pontiagudos, entre outras abominações.
 Considerando as touradas e vaquejadas a coisa é pior ainda, o “pão e circo” fica mais evidente. Volta-se ao tempo em que eram trazidas feras carnívoras para enfrentar homens quase indefesos onde o povo gritava de alegria a ver o sangue espalhado na areia.
Hoje estamos mais modernos; as “feras” não são mais carnívoras, mas são pobres bovinos, herbívoros em sua  essência, e que o único ser vivo que deve teme-los são as suculentas plantas. Em seu instinto não existe a necessidade da agressão nem mesmo para sua alimentação, são animais de índole calma e paciente.
Do outro lado, já não existe um frágil e esfomeado condenado, armado apenas com uma faca. Ali se encontra um treinado “assassino”, armado com poderosa espada e acompanhado por “comparsas” com lanças pontiagudas. Não bastasse a desvantagem aparente, o animal ainda é ferroado impiedosamente, para que a perda do sangue facilite a vitória da covardia.
O pior que o “toureiro” é considerado valente herói, como se o “assassinato” covarde dos mais fracos trouxessem alguma honra. Honra igual a do infanticídio de Herodes matando indefesas crianças, ou a dos nazistas exterminando desarmados prisioneiros. A abominável honra dos mais fortes e covardes!
Como Herodes achou justificativa para assassinar as crianças, e os chefes nazistas convenceram muitas pessoas da necessidade do  extermínio de uma raça, muitos ainda continuam apoiando esses shows abomináveis de “pão e circo”, modernizados e disfarçados.
            Cada um de nós pode escolher o lado que quer estar. Podemos estar do lado da multidão com sua pseudo “tradição” que obrigava que se apedrejasse a mulher adultera, mesmo que na própria lei “mosaica” estivesse escrito: “não matarás”. Ou podemos estar do lado de Jesus, que com suas palavras demonstrou o erro naquilo que era “cultural” e de uso “tradicional”, perdoando e sendo moralmente correto.

            "Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério, fazendo-a ficar de pé no meio de todos e disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Mas Jesus, inclinando-se escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até os últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: mulher, onde estão teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela, ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus, nem Eu tampouco te condeno; vá e não peques mais". (João - 8: 3 - 11).

De que lado você está:
















Ricardo Capuano 






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sábado, 5 de abril de 2014

Cozinha Vegana Criativa - Berinjela no fogo

Mini berinjelas


Muita gente nos procura para solicitar Receitas Vegetarianas ou Veganas que sejam simples para o dia a dia. Quando falamos do Livreto e do Cardápio a pergunta que se segue é: 

"Mas vocês usam aqueles ingredientes que são feitos no Himalaia, durante o solstício de verão , colhido por virgens de 50 anos?"

?????

Por quê?

Porque existem muitas receitas vegs com ingredientes dificílimos de serem encontrados, com ingredientes que não temos tempo para preparar no dia a dia corrido da cidade ou que será usado somente naquela única e inestimável receita, sem contar que em algumas regiões é até mesmo difícil de se encontrar produtos vegs, o que torna impossível seguir a risca algumas receitas.

Sabemos que existem receitas vegs elaboradíssimas, muitas vezes já fizemos , já testamos e aprovamos, mas só as fazemos de fim de semana e quando folgamos no emprego.

Não nos propomos a ensinar ninguém a cozinhar, sabemos que existem pessoas muito mais capazes, mas ensinamos alguns truques que aprendemos e que nos permite fazer cerca de 90% das receitas que aparecem nos livros de receitas, mesmo os livros de receitas que trazem carne na composição: IMPROVISAÇÃO.

Improvisar, modificar,usar a criatividade são esses os grandes trunfos dos vegs, pois quem come carne, só sabe fazer determinados pratos com carne, não ousam mudar porque não conseguem pensar em como mudar.Nos propormos a fazer receitas nos moldes de nossa própria vida: Corrida. dividida entre o dia de trabalho que se inicia as 7 e só termina as 23hs.Por isso temos que ter a mão coisas simples, rápidas , mas extremamente saborosas.

Por falar em coisas simples...

Estava buscando receitas novas na net e me deparei com um Chef ensinando a fazer uma Berinjela árabe, fabulosa por sinal, só que ia Iogurte na receita dele, coentro(que só eu gosto aqui em casa) e faltava o Tahine, aquele em vidros, que eu só tinha o óleo, que é bem mais fininho e de sabor mais suave.

Eu também não tinha as Berinjelas grandes, mas as mini-berinjelas que iria fazer em conserva, mas improvisei, "abrasileirei" e coloco aqui a receitinha básica, com o que eu tinha em casa e devo confessar, ficou Maravilhosa.


Berinjela no fogo

 

Mini berinjelas no fogo



Ingredientes


Berinjelas(se for usar a grande 1 dá para duas pessoas)
Raminhos de hortelã
Tomates
Azeite
Sal
Pimenta dedo de moça
Leite de coco
Tahine ou óleo de gergelim


Modo de fazer


Lavar bem a berinjela, secar, levar diretamente a chama do fogão,sim a chama do fogão de fogo médio a alto(de 7 a 10 minutos), pois a intenção é assar a berinjela diretamente na chama.
A casca vai começar a soltar, chega a rachar, queimar um pouco, leva um tempo dependendo da chama de cada fogão.
Quando notar que a casa está se soltando, dê um choque térmico na berinjela mergulhando-a em água fria. Retire a casca.
A berinjela estará cozida por dentro, corte-a na metade do comprimento e coloque em pratos separados.


Molhos



Colocar num recipiente um pouco de leite de coco( dependerá de quantas berinjelas vc irá fazer). Sal a gosto, hortelã picada, a pimenta picada e o óleo de gergelim.mexer e acertar o sal.


Berinjela pronta



Tomates 


Picar em cubinho, acertar o sal e colocar azeite.


Montagem do prato



Cobrir a berinjela com o molho de tahine e adicionar os tomates, está pronto para servir.




O sabor será de berinjela defumada.





Crie, invente sempre um prato diferente



Simone Nardi 

 

 


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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Aos animais, de alma e coração



Animais


Os inflexíveis adeptos de Nossa Amada Doutrina Espírita, que não admitem a mudança de uma só vírgula em seus postulados, que me perdoem, mas...

Não me convém essa discussão secular e improfícua sobre a existência ou não de  uma alma nos animais; se dispõem de um princípio inteligente, fluido vital, percepções ou instinto; se deliberam, arbitram ou não; se permanecem na erraticidade após a “morte” ou são encaminhados a nova existência quase imediatamente; se aparições de animais são verdadeiras ou formas pensamento, projeções mentais ou ainda alucinações de mentes humanas desequilibradas.

Não valorizo o tempo despendido em lucubrações filosóficas, científicas e/ou religiosas com o respaldo ou não de professores no assunto “interação animal, mais ou menos significativa com a espécie humana”.

Priorizo porque comprovo que: ELES SOFREM!

Gato amarelo
SOFREM (e, muito!) quando o racional superior os manipula nas dolorosas experimentações dos laboratórios, sob o pretexto de estarem “contribuindo”(ainda que, à revelia) para o progresso humano.

SOFREM, submetidos a prolongadas e ininterruptas torturas, a fim de que o produto X ou Y, em futuro próximo, ocupe as prateleiras da vaidade humana livre de reações adversas, comprometedoras da saúde de sua derme.

SOFREM sem culpa no estreito corredor da morte, sentenciados por algozes cruéis a se transformar em comida, carimbada de “saudável” pela fiscalização, embora fluidos deletérios de horror e desespero nela estejam entranhados, camuflados por temperos mil, quando chegam, fumegantes, à mesa das majestades humanas.

Cão abandonado nas ruas
SOFREM, envelhecendo nas jaulas de modernos Zôos, porque foram arrancados, violentamente, um dia, do chão verde e do céu azul e trancafiados entre paredes cimentadas para que humanos possam curtir sua folga dos domingos,  na convivência de seus filhos queridos, entre beijos, abraços, pipocas e picolés, indiferentes à imensa tristeza de seus grandes olhos, logo  ali à frente! Animais que testemunharam a fragilidade de suas crias e ainda se recordam de suas súplicas, na dolorosa separação, não conseguem entender direito o riso daquelas crianças humanas já que seus filhos choravam...

ELES SOFREM (e, muito) enquanto autores famosos autografam obras de relevância espiritual, entre efusivos abraços e saudações cordiais, cujo contexto especula as emoções mais sagradas do Reino Animal, denominando-as INSTINTO, apenas.

Enquanto arautos da Nova Era polemizam nas tribunas importantes, os pequeninos anônimos estão a gritar sem voz todas estas faculdades inerentes a uma Alma: tristeza, saudade, decepção, inconformismo, desespero, amor e medo, manifestações invisíveis mas presentes em todos nós, inclusive nos humanos, com o nome de princípio inteligente ou que outro nome seja inventado, já que admitir uma alma nos animais parece mais desprezível do que aceitar que ela exista em humanos sem alma.

Estas vozes pequeninas clamam, para os que não tem ouvidos de ouvir, pelo socorro e pela chance  de viver em paz, mas  racionais, sem olhos para ver, estão ausentes, indiferentes aos clamores de proteção e ajuda porque já deveriam mas não aprenderam o nobre sentimento da Compaixão.

Em nome de não sei qual deus, viramos as costas para seres criados por uma Divindade do Bem enquanto  rogamos bênçãos nos templos de pedra,sem nada para oferecer-Lhe em nossas mãos vazias a não ser o sangue dos inocentes.

Pudéssemos ouvi-los e vê-los, porque “lá” estão eles, os pobrezinhos e injustiçados de Assis, arrastados à força de seus lares na floresta, por mãos humanas, mais selvagens do que suas patas, plumagem ou penas. Que pena...

Boi para o abate
Arapucas, alçapões e armadilhas são provas inequívocas do mal que ainda não foi extinto no ser humano, à despeito de seu grau superior hierárquico admitir o contrário.

Furtamos das aves tudo o que era a sua felicidade porque, imersos em sombras, julgamos pouco o tesouro de ter um ninho chamado lar e nada, nada além de todo o céu da floresta para vivenciar nas horas de claridade.

Não fôssemos tão inteligentes, audazes, espertos e sábios, quem sabe, poderíamos amar como “eles” amam, sem astúcia ou falsidade.

Não fôssemos tão “criativos”, concebendo quitutes “mirabolantes”, extravagantes e caros à custa dos animais e a fome saciada no mundo haveria de saciar também a nossa própria fome de justiça e de paz.


Fôssemosmenos e serìamos MAIS!


O que eu sei é que as baleias SOFREM no mar de sangue em que se agitam atingidas mortalmente por engenhocas humanas que as foram caçar em seu habitat... em nome de qual deus?!

Não houvéssemos inventado instrumentos torturadores de seres indefesos e teríamos, talvez, uma alma capaz de, à semelhança do Criador, conduzir-lhes os passos errantes e perdoar-lhes os tombos, assim como Ele costuma fazer conosco, quando caímos.

Não me cabe comprovar se os animais tem uma alma mas me pergunto se ainda resta no ser humano algum princípio inteligente capaz de capacitá-lo a sentir e a amar com a mesma pureza dos animais.

Pergunto-me se ainda existe um ponto de contato ínfimo com a compaixão, que o motive a proteger a Natureza, como os animais a respeitam, dela extraindo o necessário para a vida, sem destruí-la.

Não sei se um dia atingiremos esse patamar ideal em que estagiam alguns animais, protegendo o mais novo e o mais velho, o mais triste e o mais doente, doando-lhes, bondosos, o melhor naco do alimento, em abnegável RENÚNCIA!

Pergunto-me se esse princípio inteligente ainda vibra em nós, mesmo que abafado pelo fragor de batalhas inúteis.

Se ainda há tempo de entender de que maneira os animais descobriram os caminhos de DEUS sem nunca terem ouvido falar DELE.

Diante dos estragos que já deixamos após nossa passagem pela Terra, me pergunto se já não é muito tarde para voltar e curar todas as patas quebradas, juntar os ossos desconfigurados, as asas dilaceradas, os corpos mutilados, refazendo-lhes a integridade como num filme ao contrário, limpando o sangue e lavando as ulcerações, a fim de caminharmos juntos, sem ameaça ou medo, para o tão sonhado mundo de Regeneração!

Absolvidos e perdoados, enfim, devolvendo ao CRIADOR as vidas sagradas confiadas às nossas mãos, agora limpas, conscientes do dever cumprido, de SALVÁ-LAS!

Então, todos os animais compreenderão, sem palavras, que humanos tem, sim, sem sombra de dúvidas – um CORAÇÃO, como eles também.


Jubarte saltando
Não importa se queiram chamar de ALMA.













Sandra, autora e colaboradora do Blog

 



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quarta-feira, 2 de abril de 2014

“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”

 

Ser humano como marionete

 

 

“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”

(João 8:32)

 

 


Todos buscamos a libertação que nos livrará dos nossos preconceitos, dos nossos medos, das nossas angústias. Procuramos a verdade, mas cada um enxerga como verdade aquilo que está preparado para enxergar. No âmbito espírita, temos encontrado diversos propagadores da Doutrina afirmando, para quem tem dúvidas acerca da questão dos animais que, segundo o Espiritismo, eles são nossos auxiliares e estão no mundo para nos servir. 

Quem tem olhos de ver, nota que os animais são nossos companheiros de jornada, necessitados de nossa proteção e auxílio rumo à evolução. Afinal, nós estamos para os animais assim como os anjos estão para nós. Alguns estudiosos do Espiritismo e também da questão dos animais aos poucos foram percebendo que eles não estão aqui para nos servirem como meros objetos, como seres que não sentem, ou que agem apenas por instinto. Foram descobrindo, juntamente com a ciência, que os animais sentem. Através dos estudos espíritas, podemos notar que eles existem para si mesmos, para sua própria evolução, e não para terminarem nos pratos dos próprios espíritas que leram e releram André Luiz, Irmão X, Emmanuel, Allan Kardec e tantos outros. 

Tornozelo humano acorrentado
E é aí que podemos notar que só vê quem tem olhos de ver, e que a verdade só libertará quem quiser se libertar. Primeiramente, é preciso se libertar do egoísmo, do orgulho, da vaidade. Muitos espíritas conceituados, com livros publicados, que difundem a Doutrina em inúmeras palestras pelo país, não conseguem perceber que lhes falta humildade para reconhecer que estão errados em causar ou, pelo menos, compactuar com o sofrimento dos animais em todo o planeta. Não conseguem perceber que deveriam levantar bandeiras e se juntar aos que lutam pela proteção desses nossos irmãos indefesos. 


O velho bordão de que Chico comia carne e que, por isso, eles também têm de comer, porque não chegam aos pés de Chico, cai por si, porque ele foi humilde o suficiente para deixar que, o que os espíritos psicografaram por intermédio dele contra a alimentação carnívora fosse publicado, apesar de ainda ingerir carne. Nessas correspondências do Além, diversos mensageiros, inclusive Emmanuel, o mentor de Chico, foram contundentes em dizer que devemos, sim, abrir mão da alimentação carnívora em benefício dos animais. 

As sementes foram lançadas. Os espíritas já leram, já sabem, negam para si mesmos, mas suas consciências vão acordar, mais cedo ou mais tarde, porque a verdade não deixa de ser verdade pelo fato de não acreditarmos nela ou a negarmos. 

A verdade está lá, está pulsando nos espíritas. Agora, é preciso que acordemos e, com isso, libertemos milhões de animais que sofrem. Seres que padecem porque grande número de espíritas adormecidos não querem abrir mão de um pedaço de carne e substitui-lo por alimentos nutritivos, livres de sofrimento e sangue.













É preciso pensar nisso. Não podemos apenas conhecer a verdade e não nos libertarmos, pois a fé sem obras é morta. 


Suínos para o abate

Fernanda Almada, colaboradora do Blog 

 

 

 

 

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