segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Animais : alma ou objeto inanimado?


 
Foto: Sebastião Salgado


Segundo o Cogito cartesiano “Penso, Logo Existo”, somente aquele que existe é capaz de pensar e assim ao pensar, é capaz de expressar-se através da linguagem. A questão é que, será que somente a linguagem humana e humana considerada civilizada, é demonstração de pensamento ou racionalidade, levando os corpos da capacidade de pensar a possibilidade do existir?
Se “Eu penso” e sendo assim existo, que é de meu outro, aquele que diante de mim não me traz a certeza de que ele pensa ou não? Falamos aqui de um conceito solipcista onde o meu “Eu subjetivo” é quem fala pelo outro, quem dá ao outro o direito de existir ou não existir tanto para mim quanto para o mundo de minhas relações. Não importa o meu desconhecimento sobre ele e suas faculdades, pois se eu não o compreendo se não o vejo utilizar-se da mesma razão pela qual me guio, imediatamente ele deixa de existir para mim: “...nós que imaginamos agora que nada existe fora do pensamento que verdadeiramente seja ou que exista[...] e que somos somente porque pensamos.”(Descartes)
Se somos somente porque pensamos, relacionamos uma imensa quantidade de outros seres no âmbito da não-existência, ou seja, da total invisibilidade.Ele não pensa, ele não existe, eu não o vejo. Pode-se com isso dar margem a um pensamento que mostre que durante muitos anos colocamos na invisibilidade inúmeros seres vivos somente porque acreditávamos que eles não racionalizavam como nós, os “humanos civilizados”, primeiro porque não compreendíamos seu linguajar estranho aos nossos ouvidos, então os chamamos de bárbaros, depois não  aceitando seus costumes os escravizamos - assim fizemos com os índios e com os negros - depois nos achando mais racionais submetemos também as mulheres, e ainda hoje mantemos aprisionados na Moderna invisibilidade outros seres vivos aos quais não compreendemos.

Um erro ou uma distorção da realidade repetido dez vezes, cem vezes, mil vezes, torna-se verdade (ainda mais quando sua proliferação emana dos grandes , dos poderosos, dos oficiais, das instituições), esse tipo de mentira piedoso passa por certeza definitiva. (Michel Onfray )
Imagem: Coruja
Mas qual o critério para se estabelecer uma verdade? Foi a essa questão que Descartes quis responder em boa parte de sua obra, sobretudo no “Discurso do Método” e nas “Meditações Metafísicas”, o que o tornou de alguma forma um dos filósofos mais questionados da Modernidade, não apenas por dizer que a razão é o caminho seguro para qualquer verdade, pois é ela que ilumina e esclarece os seres humanos tirando-os da escuridão e da ignorância, mas ao dizer “Je pense, donc je suis[i]” ou “Penso , logo existo”, o Cogito, que iria separar a razão da des-razão, os europeus dos selvagens, o homem branco dos bárbaros, os homens dos animais . Ao dizer “Cogito ergo sum”, Descartes colocou a importância do eu diante dos demais. Eu penso, não sei se o outro pensa. Eu penso, eu existo, não sabendo se o outro pensa, ele pode simplesmente deixar de existir para mim. Esse pensamento reduzido numa frase  teve um peso fortíssimo sobre a dominação violenta que ocorria e que passou a ocorrer nas demais épocas que precederam Descartes, não apenas em relação aos seres humanos, mas ainda hoje podemos notar a presença forte do Cogito em relação aos animais. Quando eu penso, passo a existir e deste modo reconheço a minha identidade, o que não acontece em relação ao outro, o que me permite não ter qualquer alteridade em relação a ele. A  minha verdade é válida, a minha razão é válida e não a razão do outro. Em minha racionalidade, aquele outro que não se utiliza da razão como eu, não merece qualquer consideração, ele pode existir fisicamente, mas não pensando ou racionalizando, ele não é um ser humano como eu , mas um objeto que posso dominar e violentar.
Outra questão que talvez tenha permitido a dominação violenta de muitos povos e dos demais seres vivos foi a dicotomia entre a alma e o corpo também idealizada por Descartes. Ao separar corpo e alma o filósofo chegaria à conclusão de que o pensamento existia apenas na alma, o que deu margem a um pensamento de negação daquele a quem os dominadores acreditassem “não possuíam pensamento nem razão”. Essa dicotomia permitiu uma dicotomia mais violenta, a de que aqueles que se acreditam racionais porque pensam e assim acreditam que existam,  possam violar, dominar e submeter qualquer outro ser vivo a quem ele  “racionalmente” imponha seu pensamento de que tais seres não possuam nem alma e por isso, razão, ou seja : é a minha subjetividade que julga o outro. Deste modo parece que a estes seres racionais tudo é permitido em termos de violência, pois qualquer um que para ele não possua alma não é seu outro, não o obrigando a ter por  este qualquer alteridade.
Talvez tenha sido a razão do Cogito Ergo Sum que tenha considerado sem alma, portanto sem razão, os  negros, os índios e as mulheres e talvez ainda seja a força do cogito que faça com que a grande maioria das pessoas façam o mesmo em relação aos seres mais marginalizados de todos, neste âmbito cartesiano: os animais. O uso de correntes, de açoites, o encarceramento, o uso para diversão, os mais diversos veículos de transportes como trens, navios e caminhões,os assassinatos sem remorso de todos os seres humanos e não –humanos, são bem semelhantes ao longo da história humana. Sem alma, sem razão, sem pensamento ou linguagem inteligível ao meu eu e, portanto, sem dor. Os mesmos navios que transportavam vidas humanas de um Continente ao outro, hoje transportam vidas desconsideradas pelo Cogito : “...sobre o transporte de longa distância de animais vivos, com objetivo de serem abatidos no local de destino: são viagens por terra e pelo mar e que às vezes duram mais de 30 dias”. (Jaime Chatikin).Os índios sofreram, os negros e as mulheres sofreram, os animais não-humanos ainda sofrem sob o peso do Cogito tornando seus corpos invisíveis, seus gritos silenciosos e suas dores despercebidas:
Com efeito, no século subseqüente ao da morte de Descartes, seus seguidores celebrizaram-se pelo tratamento cruel que davam aos animais no curso da pesquisa experimental em fisiologia; sabemos que o próprio Descartes praticava a vivissecção com aparente serenidade.(Cottingham)
Imagem: Cão de Pavlov(experimentação)
Não podemos, contudo, colocar toda a culpa sobre os ombros de Descartes no que se refira a força do Cogito deixada na experimentação animal. Tal como Descartes seu Cogito e o Mecanicismo , outros já desconsideravam a senciência animal como é o caso de Willian Harvey e Gomes Pereira que em sua obra “Antoniana Margarita” tratava eloquentemente sobre o automatismo dos animais deixando uma frase muito semelhante a de Descartes “ Nosco me aliquid noscere, et quidquid noscit est ergo sun” -Conheço que conheço algo, e tudo o que conhece é: portanto sou-  porém parece ter sido o peso do Cogito que fortaleceu a ideia de que os animais por não racionalizarem como os seres humanos e não possuírem alma, eram passíveis de subjugações violentas em nome do ser que era tido como pura razão: o homem.
O que podemos dizer é que, contudo que outros igualmente disseram, a força do Cogito prevaleceu favorecendo a invisibilidade do sofrimento animal, provavelmente porque incitava o orgulho da espécie dominadora, seu dualismo entre a alma e o corpo tirou dos animais qualquer direito ético e moral que um dia poderiam vir a ter, e encontrou solo fértil na mentalidade humana extremamente antropocêntrica de sua época , refletindo sua força ainda nos dias de hoje. Essa razão reducionista de Descartes talvez tenha contribuído imensamente para o solipcismo que encontramos nos dias atuais, tanto entre os humanos quanto deles para s demais espécies e entendendo-se para todo o Planeta: “O forte efeito da produção pecuária, especialmente criação de gado, sobre o efeito estufa é muito bem estabelecido, e novamente confirmado em nosso estudo. Um dos mais bem conhecidos estudos é “A grande sombra da pecuária” (Elke Stehfest).
Imagem: Kardec

O que diz o Espiritismo?

O espiritismo veio e provou que os animais possuíam uma alma, que tal como a dos seres humanos, encontrava-se em processo evolutivo, como se pode ler no Livro dos Espíritos.

597. Se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria? 
R. Sim, e que sobrevive ao corpo.

Porém o que mudou desde a aceitação da alma dos animais? Bem pouco, pode-se dizer, e é simples explicar os motivos. Vistos como objetos os animais podem serenamente e descomprometidamente, serem utilizados a bel prazer dos seres humanos. No dia a dia , embora muitos não percebam ainda, a própria alimentação transforma seres vivos e sencientes em seres-objetos, disponíveis e descartáveis. No momento do abate o animal não é visto como ser vivo, mas como objeto a ser “desmontado”, fatiado e embalado. No momento em que vai ao supermercado e se compra partes deste animal-objeto, mais uma vez não se enxerga ali o irmão animal que possui alma, que reencarna e quem sabe um dia foi ou virá a ser um animal de estimação. Esse quadro animal-alma, ser reencarnante e Centelha Divina passa totalmente despercebido diante de nossa inssenssibilização a determinados animais.

Quando se abandona um animal, a percepção daquele “dono/proprietário” que o abandona é a de alguém que não vê ali um ser vivo , mas um mero objeto do qual deseja se desfazer. Para ele não há naquele ser qualquer sentido ou significado, a consciência não vai acusá-lo de remorso, tal como não acusa aquele que come carne ou aquele que pesca ou tantos outros tipos de coisas que fazemos aos animais. Em cada um de nossos atos intencionais seja de abandono, de rejeição, de tortura ou de exploração , não há a percepção do animal-alma, do ser vivo dotado de senciência física e psicológica e o mais agravante de tudo é que muitas vezes as pessoas não se dão conta dessa falta de percepção em relação ao que possui vida. A exemplificação do animal-objeto é facilmente perceptível por aqueles que estão ao lado dos animais-alma e é dificilmente compreendida por aqueles que vêem apenas o lado animal-objeto.

A pesca esportiva, onde os animais são retirados de seu ambiente natural a força após uma “briga” desleal com o ser humano é um exemplo claro de animal-objeto. O anzol que lhe perfura a boca extremamente sensível não é visto como causador de dor, pois o prazer de retirar o peixe da água é maior do que a percepção de que o animal está em sofrimento pois está lutando pela vida. Além disso, o ferimento na boca pode fazer com que o peixe pare de se alimentar, o ferimento ainda pode infeccionar e a lesão pode fazer com que ele seja atacado por peixes mais vorazes, ocasionando-lhe a morte, morte essa que continua a ser imperceptível ao ser humano que, mais uma vez preocupa-se com o prazer próprio,  que geralmente eva o animal ao estresse, ao medo e a dor. É falacioso asseverar que exista pesca esportiva sem crueldade, não existe nenhum “pesque e solte” sem dor tal como não existe o “abate humanitário”, essas expressões são apenas uma forma de manter nos seres humanos essa visão de animal-objeto, de inferioridade que permite determinadas violências contra determinados animais. É indiscutível a capacidade dos peixes de sentirem dor ou medo, sua frequencia cardíaca se acelera tal como sua respiração, como em todos os mamíferos, nos peixes também ocorre à descarga de adrenalina nestes momentos adversos, de outra maneira por que lutariam tanto contra os anzóis? Mesmo assim eles continuam sendo vistos apenas como animais-objetos, desprovidos de alma e de qualquer sensibilidade.

Outro exemplo cotidiano e que passa despercebido são os “cães de aluguel”. Cães utilizados para guarda de terrenos/residências vazias que são deixados por seu “donos/proprietários” (que detém propriedade sobre algo) e que são muitas vezes deixados sozinhos nesses locais para efetuarem esse trabalho em troca de água, comida e abrigo. Lembrando que muitos nem sequer possuem direito a esses três itens. Animais como estes às vezes morrem de doenças que poderiam ser facilmente evitadas com uma atenção especial a sua necessidade de ser reconhecido como animal-alma e não como mero objeto. Problemas como bicheiras, desidratações por diarreias, infecções por ferimentos corto-contusos , leptospirose e mesmo fome/sede entre muitas outras ocorrências, levam muitos animais a óbito. No caso de bicheiras, a exposição de uma ferida no animal, se bem cuidada e tratada logo em seu surgimento evitaria o ciclo da miíase que  ocorre entre o 21º e 23° dias  e que pode, se não vista a tempo e dependendo do local onde ocorra, levar o animal a morte. A leptospirose ocorre geralmente porque a ração e a água são largadas num canto qualquer para que o animal se alimente enquanto o “dono/proprietário” não retorne para visitá-lo e ver suas condições, isso pode levar de 3 a 5 dias ou até mais. Esse período em que fica sozinho o animal pode machucar-se ou até ser envenenado não recebendo socorro a tempo o que pode lhe ser fatal. Porém, o “dono/proprietário” não o significando como animal-alma, não percebe que o trata como objeto de lucro, um escravo moderno que trabalha na guarda por falta de opção. Inúmeras outras visões de animal-objeto poderiam ser descritas aqui, mas essas já são suficientes para fazer com que repensemos nossas ações diárias.
Este pensamento reducionista é o que está causando as atuais e perturbadoras ações contra animais que temos assistido, tornando corpos invisíveis como o mecanicismo cartesiano fez. Essa visão interfere na conduta humana em relação aos animais e demais seres orgânicos e que tornam habitável o nosso Planeta. A questão que fica é: será que os seres humanos desejam se desvencilhar do solipcismo que os separa de todos e que os faz enxergar não o animal –alma, mas o animal objeto?
Esperamos que sim.



Simone Nardi


REFERÊNCIAS

CHATIKIN,Jaime . Os Novos Navios Negreiros.   -http://www.anda.jor.br/2009/03/02/os-novos-navios-negreiros/

COTTINGHAM, Cottingham- Dicionário Descartes
 
DESCARTES, René . Os Pensadores . São Paulo. Nova Cultural.

Kardec, Allan- O Livro dos Espíritos

ONFRAY, Michel -  Preâmbulo, a historiografia, uma arte da guerra.

PEREIRA, Gomes. Antoniana Margarita .-http://www.filosofia.org/cla/per/per01.htm  e http://www.filosofia.org/bol/not/bn008.htm 

VEGA, Miguel Sanches. Estúdio comparativo de la concepcion mecânica Del animal y sus fundamentos en Gomes Pereira y Renato Descartes.- http://www.filosofia.org/cla/per/1954veg4.htm

Os peixes são 'maquiavélicos', dizem cientistas-http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2003/09/030901_peixinhog.shtml

Cientistas dizem que os peixes sentem dor www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/030430_peixesmv.shtml

Cientistas afirmam que peixes sentem dor-www.noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,6752,OI104033-EI238,00.html


Pesque e solte é discutido por pesquisadores
www.comciencia.br/especial/aquic/aquic04.htm


Cientistas dizem que os peixes sentem dor
http://www.homenews.com.br/article.php?sid=1029







Simone Nardi









Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.






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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Cão

Foto de Simone Nardi
Imagem: Cão Tayler,Foto by, SN


Cão é o amigo ideal

Em qualquer hora ou situação
No momento em que você está mal
Ele chega lhe oferecendo o coração

Cão é o amigo matreiro

Que te agrada junto ao portão
É seu amigo mais arteiro
Mas que te ama com devoção

É o amigo sincero de todas as horas

Aguardando silencioso ao seu lado
Que fica quieto, quando você chora
Mas que vem correndo, ao mais simples chamado

É fiel nas tempestades

Quem dirá quando rugir o vento
Te esperando, quando chegas tarde
Ficando ao seu lado, a todo momento



Simone Nardi

04/02/03





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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Espiritismo nos meios digitais e os Direitos Animais

Imagem: Chakras
Queremos agradecer a oportunidade que a WEB nos fornece de conhecermos novos amigos,  Ana Paula é um deles, e seu texto traduz muito do que já colocamos sobre a missão deste Blog, por isso colocamos abaixo um dos artigos dessa nova amiga.


  Espiritismo nos meios digitais


Em um mundo que ainda prevalece a maledicência e as procrastinações, eis que surge o Ciberativismo. Como o próprio nome já diz, é uma maneira de realizar ativismos por meios digitais e eletrônicos.

Desde a década de 90 quando a internet alcançou mais e mais lares, nos ajudou a melhorar a comunicação entre pessoas e logo se tornou um meio fácil e rápido para obter informações de causas sociais* e novas maneiras de ajudar o próximo.

Pelo baixo custo e alto índice de aceitação, o Ciberativismo veio pra ficar em termos de divulgação e visibilidade pública. Seja qual for o motivo da causa (ambiental, social, político, animal, religiosa) deve-se prestar atenção nas intenções do(s) ativista(s)

Precisamos questionar, analisar, confrontar e ter a curiosidade necessária para investigar e argumentar raciocínios e ações.

Há muito o que fazer para gerar bons resultados, não só virtualmente como na vida real. O melhor a fazer neste mundo de provas e expiações é agradecer as pessoas que de alguma forma tentam ajudar, seja com um simples clique no computador em prol de uma causa ou nas ruas, no trânsito, no trabalho distribuindo sorrisos e gentilezas.

O movimento espírita pode e deve usar de recursos digitais para comunicar e engajar as pessoas, divulgando a Doutrina de forma clara, dinâmica e interativa. Assim, conseguimos estimular as pessoas pelo estudo, fortalecendo ainda mais esta geração adepta a internet com novos conhecimentos e aprendizados.

Como nosso querido amigo espiritual Emmanuel disse, “A maior caridade que se pode fazer pelo Espiritismo é a sua divulgação.” Que assim seja!

Texto elaborado por Ana Paula Talavera. Publicitária e estudante do 1º ano da Doutrina Espírita na SEETO - Sociedade de Estudos Espíritas 3 de Outubro.



Nota


* Da edição do Blog: Colocamos também como causa social os Direitos Animais, que inclui o veganismo e a proteção aos animais incondicionalmente. 

 
Nossa missão é informar, re-educar, re-direcionar os estudos de forma que as pessoas possam esquecer o preconceito e os dogmas que alguns espíritas criaram dentro da Doutrina em relação aos animais. Reafirmamos que não queremos desmerecer ninguém em seu trabalho de divulgação da Doutrina, mas queremos impedir que eles tomem, das próprias condições, do próprio preconceito e que repassem para as pessoas mais leigas no assunto que os animais, embora possuam alma e sejam sencientes, podem ser mortos para alimentação.

Não podemos ficar com a consciência em paz por puro desconhecimento ou comodismo, se a verdade for dura, é preciso encarar com Fé inabalável, como coloca Kardec, ao invés de criar subterfúgios que nos deixem apartados da realidade.

Reafirmamos também: Os defensores de animais não são culpados pela fome no mundo, eles não são culpados pelo abandono dos incapazes, eles não são culpados pela pobreza, os defensores apenas cuidam da parcela de oprimidos que, aqueles que só possuem olhos para os humanos, não conseguem enxergar.


Simone Nardi





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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O que contamina o homem

Imagem: Olhar de Jesus


"O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca,isso é  o que contamina o homem." 

Jesus de Nazaré



Essa é, talvez, a segunda frase mais utilizada pela pessoas que insistem em dizer que a alimentação a base de corpos de animais não faz mal. Mas sempre questionamos, não faz mal à quem? Porque uma vida é tirada para que exista o bife e isso é um mal.Ou não?

Quando falamos em vegetarianismo essa frase, antes ou depois de  " A carne nutre a carne" logo surge como se Jesus dissesse: "Sim, mate o animal e o coma, só não fale mal de seu irmão".

Ela é facilmente rebatida por algumas pessoas que  logo dizem: "Se não é o que entra pela boca que faz mal,  então tome veneno, pois isso não o contaminará. Use drogas, afinal não é o que entra pela boca que contamina o homem. Embriague-se de álcool. Coma em exagero, lembrando que foi isso que culminou com a morte/suicídio de André Luiz. Exagere em tudo, já que não é o que entra pela boca que te contamina, mas o que sai dela." 

Será que Jesus, o Cristo, falaria mesmo um absurdo deste ou será que nós é que entendemos conforme mais nos conforta?

O que contamina o homem são as mentiras que ele conta a si mesmo, que não entram pela sua boca, mas saem dela. O que contamina o homem é sua falsidade em pregar uma coisa e fazer outra. Sua preguiça em mudar . Sua deficiência moral e ética o contamina, todas ações que saem dele.

Imagem: Jesus pastor
Quando Jesus disse que o que contamina o homem não é o que entra pela sua boca, ele dizia que somos inatingíveis quando desejamos  - a sombra passa pela lama e não se suja com ela - mas que nossas palavras tem força para ferir o outro. Ele quis dizer que nós temos total controle sobre o que pode ou não nos atingir, o que pode ou não nos ferir. Jesus foi insultado, mesmo assim permaneceu em paz e de sua boca saíram apenas palavras de amor. Ele não deixou penetrar em suas carnes todo ódio, todo egoísmo e toda inveja daqueles inimigos que desejavam destruí-lo.

Não podemos, segundo Jesus, necessitar de coisas externas para sermos felizes, para pensarmos no amor, para vivermos em paz; temos que fazer isso internamente; o que Ele disse não justifica matar um ser vivo para se alimentar dele.

Se prezamos tanto o cuidado com nossas palavras, por que do mesmo modo não prezamos nossas ações?

Vamos reler a frase e pensar por um outro ângulo, temos certeza que muitos usuários habituais dela desistirão de usá-la nas próximas discussões:

"O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é  o que contamina o homem"

Jesus socorrendo
Vamos supor que talvez comer carne não vá contaminar nosso corpo,talvez não seja a carne em si que faça mal, mas o que ela foi e como se tornou o que é. Só há um detalhe, quem para de comer carne o faz não pela saúde, quem para de comer carne o faz para evitar e para não participar da crueldade que é cometida com milhões de animais. Ou seja, "O que contamina o homem não é o que entra na boca".

Mas o que sai da boca, isso que contamina o homem,  isso que nos contamina:

Quando dizemos que queremos comer carne, estamos falando o seguinte : "Sim, quero que alguém mate um animal para que eu o coma".

Cada pessoa que come carne ordena, de forma indireta ou até direta , a execução dos animais. É isso o que sai da boca do homem, é isso que o contamina.

Quando você deseja comer seu bifinho, você novamente diz: "Sim meu irmão, trabalhe matando animais dia após dia para que eu os devore."

 "O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é  o que contamina o homem"

É isso que nos contamina, embora seja até possível que a carne em si possa não fazer mal ao nosso corpo, nossas palavras têm nos contaminado com a ação do matar, do ordenar a matança, das execuções em massa, das torturas nos cativeiros, da dessensibilização de milhares de trabalhadores que obrigamos diariamente a matar por nós.

Então, da próxima vez que for usar essa frase, pense bem  em quem você está matando e em quem está obrigando a matar, pois é isso que te contamina.

" Cada pedaço de carne que comemos é uma bofetada na cara manchada de lágrimas de uma criança com fome"

Philip Wollen




Simone Nardi 



Para quem ainda tem dúvida sobre a frase, seria bom assistir a palestra de Philip Wollen, ex-presidente do Citibank  sobre alimentação e destruição de biomas.

O Vídeo pode ser visto com legendas no link abaixo:






Link original: http://www.youtube.com/watch?v=49OQ7QrMbBE




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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Animais , Plano Espiritual e Erraticidade





Muito se tem discutido sobre a existência de animais na erraticidade , alguns estudos alegam que não, enquanto outros estudos sinalizam que sim. Fato é que a Doutrina Espírita, embora alicerçada no Pentateuco, não estacionou ali, ao contrário, construiu a partir do Pentateuco um edifício de conhecimento gigantesco que se espalhou e que tem se espalhado a todo o momento. 


Posteriormente ao Pentateuco, inúmeras outras obras surgiram trazendo mais luz sobre esse assunto. O inglês Harold Sharp  descreve em sua monografia “Animais no Mundo Espiritual”, suas experiências espirituais e mediúnicas diante da visão de inúmeros animais que haviam desencarnado, Ernesto Bozzano, pesquisador espírita,  em seu livro “A Alma dos Animais” relata mais de uma centena de casos, fundamentados cientificamente, onde comprova a sobrevivência e a existência de espíritos de animais no Plano Espiritual , ainda podemos citar alguns autores como Eurípides Krull, Carlos Bernardo Loureiro, Herculano Pires , Marcel Benedeti que muito auxiliaram na construção e nos desdobramentos desse saber espírita. A princípio faz-se necessário eliminar alguns equívocos que frequentemente levam algumas pessoas a serem taxativas ao dizer que não existem espíritos de animais na erraticidade.


A palavra erraticidade deve ser compreendida primeiramente como estar no Plano Espiritual, como o estado em que o Espírito ou o espírito está finalmente liberto do corpo material, já a palavra errante nos traz a ideia de errático, de alguém que está  vagando ao acaso, sem rumo, perdido , nesse caso poderíamos também compreender que tal Espírito se encontra fora da Colônia Espiritual, vagueando pela Terra, muitas vezes ainda se acreditando encarnado. Como podemos ver, as palavras erraticidade e errante, que iremos ler na questão 600 do Livro dos Espíritos, possuem significados diferentes ao qual poucas pessoas se atentam.


Marcel Benedeti colocou essa diferenciação de termos de forma bem clara ao dizer que um Espírito pode estar na erraticidade e ser errante ou pode estar na erraticidade e não ser errante, ou seja, usufruir de seu livre arbítrio para ir aonde desejar.A questão 600 do Livro dos Espíritos nos diz :


 600. A alma do animal, sobrevivendo ao corpo fica num estado errante como a do homem após a morte?

R . Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo. Mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade: o dos animais não tem a mesma faculdade. E a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do Espírito. O Espírito do animal é classificado, após a morte, pelos Espíritos incumbidos disso e utilizado quase imediatamente: não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas


Imagem:Transformação da lagarta em borboleta
Ao responder a questão, primeiramente o Espírito já demonstra a diferenciação dos termos erraticidade e errante ao dizer que os animais ficam numa espécie de erraticidade, mas que não são errantes, já que diferentemente dos seres humanos os animais ainda não possuem o livre arbítrio para se locomover livremente pelo Plano Espiritual. Em seguida explica que não, os animais não permanecem em estado errante, como nômades e explica o “porque“ : “O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade: o dos animais não tem a mesma faculdade.”


Os animais, não possuindo livre arbítrio, não se tornam espíritos errantes, pois assim que desencarnam os irmãos zoófilos - e este termo precisa ser bem compreendido para que não se crie uma nova confusão - rapidamente os recolhem. Zôo-Filo, duas palavras que derivam do grego, o termo zôo (zôion) refere-se a animal e Filo (phílos), amigo, amizade, atração, respeito ou amor, como em Filo-sofia, amor a sabedoria, zoófilo, amor/amigo dos animais, são espíritos abnegados que trabalham em prol destes irmãos menores que estão em sua trajetória evolutiva assim como nós. E o Espírito prossegue em sua resposta:


“O Espírito do animal é classificado, após a morte, pelos Espíritos incumbidos disso e utilizado quase imediatamente: não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas”.


Os espíritos dos animais são recolhidos após seu desencarne pelos espíritos incumbidos disto, ou seja pelos irmãos Zoófilos e utilizados ,”quase” que imediatamente. Vamos nos deter aqui por mais um momento para prestarmos atenção na sutileza da  resposta. O Espírito coloca “quase que imediatamente”, ele não frisa “imediatamente”, ou seja , em nenhum momento ele afirma que não existem animais na erraticidade, apenas assevera que não existem espíritos de animais errantes. O que podemos, através da continuidade dos estudos das obras iniciadas no Pentateuco é , levados pela lógica do pensar, chegarmos com auxilio dos estudos e da espiritualidade a conclusão de que nem todos os animais reencarnam imediatamente após deixarem o plano físico e que alguns, por necessidade do Plano Espiritual, são de certa forma utilizados para alguns trabalhos onde seja necessária sua presença e sua vibração.


E o Espírito continua:  “não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas”. Aqui ele não deixa claro quais seriam essas criaturas, mas podemos pensar que seriam criaturas da mesma espécie, ou seja, outros animais. Uma das provas de que Kardec não havia concluído o pensamento de que haviam ou não animais na erraticidade é narrado na Revista Espírita  de maio de 1865, número 5, o caso de Mika, uma cachorrinha que depois de desencarnada foi percebida por seus donos durante alguns dias, não significa porém que Mika se encontrasse como espírito errante, mas que estava na  erraticidade e que fora acompanhada por um irmão zoófilo até seu antigo lar, não por seu desejo e livre arbítrio, mas pela necessidade dos antigos tutores que sentiam imensa falta de sua presença.


“Ultimamente, pelo meio da noite, estando deitado, mas não dormindo, ouço partir dos pés de meu leito aquele gemidinho que soltava a pequena galga, quando queria alguma coisa. Fiquei de tal modo impressionado que estendi o braço fora do leito, como se a quisesse atrair para mim e julguei mesmo que ia sentir suas carícias. Ao me levantar de manhã, contei o fato à minha mulher, que me disse: ‘Ouvi a mesma voz, não uma, mas duas vezes. Parecia vir da porta de meu quarto. Meu primeiro pensamento foi que nossa pobre cadelinha não estava morta e que, escapando da casa do veterinário, que dela se teria apropriado graças à sua gentileza, queria voltar à nossa casa’. Minha pobre filha doente, que tem sua caminha no quarto da mãe, afirma que também ouviu” (Revista Espírita, Maio, 1865)


Apesar da clara descrição da presença do pequeno animal na casa, ou seja, na erraticidade, o que vem confirmar que os animais realmente podem permanecer, nem que seja por breve período na erraticade, é a reposta fornecida pela espiritualidade e que se encontra nesta mesma Revista e, que também demonstra a in-conclusão deste raciocínio naquela época:


“Assim, não se enganaram ouvindo um grito alegre do animal reconhecido pelos cuidados de seu dono, o qual veio, antes de passar ao estado intermediário de um desenvolvimento a outro, trazer-lhe uma lembrança. A manifestação, portanto, pode ocorrer, mas é passageira, porque o animal, para subir um degrau, precisa de um trabalho latente”.(Revista Espírita, Maio, 1865)


Imagem: Tigres brancos
Mais abaixo, torna o Espírito a afirmar que a passagem dos animais pelo plano espiritual é bem rápida, quase como se fosse nula, porém, ele não nega em momento algum que dias depois de sua morte Mika retornou ao lar levando a todos eles  a doçura de sua lembrança. Tal fato é  bem é colocado na Revista Espírita  quando Kardec afirma que essa questão da espiritualidade dos animais apenas começava a se destrinchar e que os estudos nesse campo ainda não estavam tão adiantados.


E o “por quê” devemos compreender de que existem animais na erraticidade? Somente por que André Luiz, Emmanuel, entre outros, frisaram esse fato? Não apenas por isso, mas por nos lembrarmos que Kardec não encerrou no Pentateuco toda a sabedoria espírita, ao contrário, escreveu um roteiro para que esse conhecimento se tornasse maior exatamente por reconhecer o limite da ação investigativa da época a qual pertencia e, sendo o Espiritismo alicerçado em 3 fortes pilares Ciência, Filosofia e Religião, poderia  prosseguir nos estudos investigativos das ocorrências espirituais.


Assim, novos acontecimentos, novas descobertas, novos fenômenos, abririam novamente uma corrente investigativa que poderia proporcionar novos conhecimentos a respeito de tudo aquilo que, porventura, ele não pudesse ter galgado em sua época. Quais seriam esses fenômenos que nos suscitariam ao ato investigativo?


Divaldo Franco ao ser questionado uma vez sobre a presença de animais na erraticidade respondeu com muita clareza. Disse o expositor espírita que há um determinado período no qual os animais permanecem na erraticidade, embora breve, existe tal período e que, alguns animais se demorariam um pouco mais do que outros. Citando André Luiz, Yvonne Pereira, entre outros que asseveram que alguns animais permanecem por períodos maiores na erraticidade. Não é correto afirmar que tais palavras sejam conflitantes com o que está no Livro dos Espíritos, exatamente pelo fato de que, como bem coloca Divaldo , nossos atuais desdobramentos dos estudos que já haviam sido previstos por Kardec, o que vem aumentar toda a obra espírita e não negá-la.


Em 2009 Marcel Benedeti esteve no Grupo Fraternal Francisco de Assis para uma palestra e para a implantação dos trabalhos de Assistência Espiritual aos Irmãos Menores Animais, enquanto estudava com os trabalhadores da Casa um cão adentrou na sala de estudo e caminhou indo de trabalhador em  trabalhador recebendo deles afetuosos carinhos, assim permaneceu ele em meio aos estudos durante longos minutos quando então levantou-se , despediu-se e saiu atravessando a parede.Só então todos conseguiram notar que era uma manifestação espiritual .


Existem então animais errantes na erraticidade?


Não, não existem animais errantes na erraticidade, mas existem animais na erraticidade, essa é a conclusão a qual todo estudo sério, tanto do Pentateuco quanto das demais obras espíritas no fazem chegar, se permanecem muito ou pouco tempo é outro assunto, mas não podemos negar a existência de animais, seja por breve ou por longo período, na erraticidade.



  Simone Nardi




Referências


O Livro dos Espíritos- Os Três Reinos

André Luiz. Nosso Lar e Libertação

Revista Espírita- Maio de 1865, número 5; http://www.febnet.org.br/gerenciador/pdfRepository/2009-11-20-7.553a249c3b86dfbf07a340c9e307d9fe.pdf

Revista O Consolador: “O advento do mundo de regeneração está próximo, mas não imediato”. http://www.oconsolador.com.br/51/entrevista.html




OBS: A conversa  com Marcel Benedeti sobre erraticidade foi pessoalmente









Simone Nardi









Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.


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