quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Vegetarianismo e Espiritismo:Carta sobre " A Carne": pt 1



Colocaremos na integra as mensagens trocadas entre Richard Simonetti, orador espírita e nosso amigo Getúlio Machado,  sobre um artigo de Simonetti que igualmente defendia a morte de animais para alimentação. Sabemos que é longo,mas pedimos que seja lida com atenção pois mostra detalhes que nenhum dos oradores parece ter percebido.

Nesta primeira parte analisaremos o artigo que deu início a toda discussão e a primeira reposta à ela: 



"A CARNE"    

                                                       

Não raro deparamo-nos com campanhas dentro do Movimento Espírita a apregoar que a carne dificulta nossa espiritualização, situando-nos em baixos níveis vibratórios. Não seria demais lembrar com Jesus (Mateus 15:18-19), que não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que sai da boca, porque procede do coração. E do coração, afirma o mestre, procedem maus pensamentos, assassínio, adultério, prostituição, furto, falso testemunho, blasfêmia.Por outro lado, atendemos à questão 723, de o Livro dos Espíritos: Com relação ao homem, a alimentação animal é contrária à lei da Natureza! Resposta: Na vossa constituição física, a carne alimenta a carne, pois, do contrário, o homem perece. A lei de conservação lhe impõe o dever de conservar as suas energias e a sua saúde, para cumprir a lei do trabalho. Ele deve alimentar-se, portanto, conforme o seu organismo. 



 A última afirmação do mentor espiritual define bem a questão. A carne será usada à medida que a pessoa sinta necessidade dela.Conheço pessoas que nasceram vegetarianas. Não se abstêm de carne por princípio religioso, ecológico ou regime alimentar. Simplesmente, nunca sentiram vontade de comer carne e até lhe têm aversão. Dir-se-ia que são espíritos evoluídos em trânsito pela carne no desdobramento de gloriosas missões...Negativo. São pessoas comuns que não se estacam nem por grandes virtudes, nem por patentes defeitos.Apenas seu corpo não pede esse tipo de alimento. E não se sentem em débito com proteínas, lipídeos, vitaminas, minerais e outros componentes da carne que atendem à nutrição. Valem-se, para tanto, de outros alimentos do reino vegetal, assimilando-os muito bem. 





Há a questão mediúnica.Ainda aqui se impõe não a abstenção, mas a frugalidade. Oportuna a observação de André Luiz, a respeito, no livro Desobsessão, psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira:Aconselháveis os pratos ligeiros e as quantidades mínimas, crendo-nos dispensados de qualquer anotação em torno da impropriedade do álcool, acrescendo observar que os amigos ainda necessitados do uso do fumo e da carne, do café e dos temperos excitantes, estão convidados a lhes reduzirem o uso, durante o dia determinado para a reunião, quando não lhes seja possível a abstenção total, compreendendo-se que a posição ideal será sempre a do participante dos trabalhos que transpõe a porta do templo sem quaisquer problemas alusivos à digestão. Alegam alguns autores que o consumo da carne é proibido aos participantes de reuniões de efeitos físicos, passível de perturbar a ação dos espíritos, na manipulação do ectoplasma, que viria contaminado pelo magnetismo do defunto animal convertido em repasto. Não obstante, significativo considerar que não há nenhuma observação de Kardec sobre o assunto, algo que deveria constar principalmente em O Livro dos Médiuns, que disciplina o intercâmbio com o Além. O que pode perturbar o processo mediúnico não é o teor vibratório da carne, mas a dificuldade maior de metabolização, particularmente da carne vermelha, produzindo sono e modorra, o que elimina a atenção indispensável ao sucesso da reunião. Ainda aqui o ideal não é evitar a carne, mas reduzir drasticamente não só a sua ingestão, como a de qualquer outro alimento. Algo mais leve, de fácil trânsito digestivo, favorecendo uma participação ativa, sem acenos de Morfeu. Quanto ao mais, lembremos que Hitler era vegetariano e Chico Xavier comia seus bifinhos.
  

Richard Simonetti é escritor e presidente do Centro Espírita Amor e Caridade, em Bauru-SP


Resposta de Getúlio Machado a  Richard Simonetti

 

Prezado Snr. Richard Simonetti,



 

Irmão em Cristo, respeitado e admirado escritor, palestrante e demais  aptidões. 





Sempre tive uma simpatia especial pelo trabalho que desenvolve junto ao espiritismo, principalmente palestras que tive o prazer de apreciar no Centro Nosso Lar, Casas André Luiz.  - (S.P.  - bairro Santana) 





Assim, solicito a especial atenção,  humildade, paciência e a gentileza que é peculiar em sua pessoa, para ler a minha modesta opinião, sobre o seu artigo escrito na folha espírita, em janeiro de 2008, intitulado “”A CARNE” que foi motivo de uma grande repercussão  e polemica.


 
            Na época apenas fiquei muito decepcionado e arquivei a cópia da  matéria, que recebi de amigos, hoje arrumando meu arquivo, um papel caiu ao chão,  verifiquei e  lá estava a aludida matéria novamente em minhas mãos, indaguei  comigo mesmo, isso deve ter um  propósito. 

 
          Pensei na prece de todas as manhãs, “Concedei-me SENHOR. a Serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar e CORAGEM  para modificar as que posso, Sabedoria para distinguir uma da outra.....””continuei pensando...acaso não existe....por que essa cópia em minhas mãos novamente..Ele vai entender.......e assim começo;  


Pela dor fui levado ao Centro Espírita BATUÍRA (Perdizes-SP.) do Snr. SPARTACUS, que aconselhou a leitura  obras de Kardec, (que nunca tinha ouvido falar) além do tratamento. (passes diários e ouvir palestras). Meio contrariado  segui  rigorosamente.   
                              
Resumindo, a ficha espiritual caiu e com sede de saber, ingressei na FEESP, onde participei dos estudos da Casa e tive o privilégio de conhecer o professor, JOÃO BATISTA que hoje é diretor de ensino da FEESP. 


     João Batista percebeu o meu interesse e não poupou esforços para ajudar nas minhas dúvidas, que eram muitas, durante longo tempo, inclusive com grande humildade, confidenciou como se tornara VEGETARIANO.

 
    Participei de outros centros e tanto na FEESP, como no Centro Batuíra, Centro Manuel Bento,Centro Nosso Lar(Casas André Luiz) e outros eram unanimes  em pedir para que os trabalhadores que “””NÃO COMESSE CARNE NO DIA DO TRABALHO”” 


     Como sempre, em tudo na vida, procurei fazer o melhor possível ou então  não fazer, falei comigo mesmo; 


Se no dia do trabalho deve se abster de carne é claro que se abster para sempre será muito melhor”

 
     Como era carnívoro de primeira linha, iniciei pela abstenção da carne de porco, depois bovina e finalmente carne branca, um processo que demorou 3 anos. Antes disso já havia deixado de lado os alcoólicos e no início desse período também o tabagismo e o jogo de azar e sem azar também. 


Assim passei a ser  vegetariano e tomei conhecimento de dezenas de motivos para  também, defender ardentemente essa bandeira. “NÃO MATAR” 

 
     Em certa época, no Centro Espírita Nosso Lar, efetuaram   uma reunião de médiuns vegetarianos, que não bebiam alcoólicos e nem fumavam, para aplicar um passe espiritual,  muito especial, na linha  de cura. 


     O Tal passe surtia um benefício muito grande, mas causou uma ciumeira, melindres e até revolta por parte dos trabalhadores, principalmente dos médiuns carnívoros, diziam ser vitimas de preconceito  e o tal passe acabou sendo abolido, prejudicando muita gente. 


     Era incrível, mas mesmo antes de o senhor falar, os médiuns carnívoros, em vez de terem a humildade de dizerem que não conseguiam ficar sem a carne ou que ainda precisavam dela,  simplesmente diziam em suas próprias defesas, sem que ninguém estivesse acusando ninguém “”JC DISSE QUE NÃO É O QUE ENTRA PELA BOCA QUE CONTAMINA O HOMEM, MAS O QUE SAI DA BOCA, PORQUE PROCEDE DO CORAÇÃO””

 
     Depois que foi publicada a o seu artigo, então foi um sufoco, os carnívoros se encheram de razão e repetiam e pregavam em alto e bom som...É O QUE SAI DA BOCA......E NÃO O QUE ENTRA...O CHICO COME BIFINHOS, BIFINHOS São DE CARNE,............. o Richard Simonetti que falou!

 
Se levarmos ao pé da letra as aludidas palavras de Jesus, como o senhor levou, vamos chegar à triste conclusão que; 


QUEM TOMA VENENO E DESENCARNA, não tem importância porque ENTRA PELA BOCA.


QUEM É ALCOÓLATRA, social ou não , não tem importância porque ENTRA PELA BOCA.

 
QUEM É antropófago (canibal) também não tem importância porque ENTRA PELA BOCA


O vicio da GULA, não tem importância porque ENTRA PELA BOCA.

 
O vicio do tabagismo também não tem importância porque ENTRA PELA BOCA.

 
O vicio da maconha não tem importância porque ENTRA PELA BOCA.

 
     E assim, alem das mencionadas  posso citar centenas de coisas que entram pela boca e “CONTAMINAM SIM!”

 
     Quando fiz o curso no IFL (Instituto Fraternal de Laborterapia) do Adão Donato, o Silvio que o senhor deve conhecer, disse em aula..... ”CUIDADO COM AS PALAVRAS, pois o que diz o Médico,  Professor, Pastor, Padre, Médium e chefe de religião é muito forte, as pessoas não pesquisam, porque não sabem ou é mais fácil acreditar nas pessoas + cultas.


     DESCULPE mas acho que o senhor foi muito, mas muito infeliz no que publicou na FOLHA ESPÍRITA  e na repercussão negativa que causou, pois O incentivo a alimentação carnívora por uma pessoa culta e religiosa se torna  um escândalo e cf. JC. disse....OS ESCÂNDALOS SÃO NECESSÁRIOS MAS AI DE QUEM  OS COMETEM


     Porque acho isso?

 
     (1)- Um amigo, num momento que estava  distante de religião,  passou grandes problemas espirituais, entrou no curso do Centro Nosso Lar e quando o descobri estava no 3º ano. Para dar aquela força e ter um convívio a mais, entrei no 3º também.  Quando acabou o curso, ele estava largando a bebida alcoólica e eu o incentivava, mas na comemoração do encerramento do curso ‘TEVE CERVEJA DE 5%”.   Ao chegar,  vi ele bebendo uma latinha e eu brinquei “”o meu, espírita não bebe””e a professora do curso ouviu e falou em alto e bom som “”Imagine, isso é besteira, espírita pode sim”” Era tudo o que ele queria ouvir, ainda mais da professora.     Ele bebe até hoje. 


     (2)-  Eu larguei a carne por que quis, pela espiritualidade, incentivado pelo exemplo do  AMIGO JOÃO BATISTA DA FEESP.  e da frase que influenciou a sua decisão para se tornar um vegetariano “”A evolução do corpo, deve acompanhar a evolução do espírito””

 
     (3)- Não que seja importante, mas "Hitler não era vegetariano”. Seu médico  às vezes prescrevia a dieta vegetariana para melhorar sua saúde. Goebbles, o Ministro da Propaganda, tomou esse fato e distorceu-o  para criar nas pessoas a idéia de que o Furer era um homem santo como o contemporâneo vegetariano Mahatma Gandhi. Hitler trapaceava quanto às ordens de seus médicos e fingia ser um vegetariano, comendo macarrão recheado com carne picante e coberto com molho de tomate." Em seu livro "Gourmet Cooking School Cookbook" diz que a predileção de Hitler era Squab recheado (um filhote de pombo domesticado e de carne escura), também  salsichas de presunto e outras carnes defumadas. 


 
     (4)- Antigamente, os ladrões tinham as suas mãos amputadas, e arrancava-lhe a língua por perjuros. Também era oferecido aos deuses, o sacrifício de crianças, posteriormente de cordeiros e também existiam ÍNDIOS CANIBAIS, HOJE não mais concordamos com isso. Por quê?  EVOLUÇÃO.

 
     (5)- Mas aqueles que se afligem quando vê um cachorro ser atropelado ou sofrer, e ainda dizem que não tem coragem nem de matar uma barata, é claro que jamais iria a um matadouro por que  fogem na hora cruel do massacre, recusando-se a assistir àquilo que a sua sensibilidade não suporta mais, ratificam e confirmam, portanto, ter conhecimento que é um crime matar o animal indefeso e inocente. 


São  pseudos piedosos fecham os olhos para o trabalho sujo, mas depois, abrem para devorar o cozido ou assado, é claro que ainda maior é a culpa. 


     O consumidor de carne não passa de um acionista e incentivador da MULTIPLICAÇÃO e PROPAGAÇÃO de açougues, charqueadas, matadouros e frigoríficos, OFICIAIS E CLANDESTINOS, É O PRINCIPAL MANDANTE DESSE CRIME COM CRUELDADE. 


     (6)-  Criam milhões de gansos, desenvolvendo-lhes o fígado de tal modo, que as aves se arrastam pelo solo em macabros movimentos claudicantes, a fim de que a indústria do “patê de foie-gras” obtenha substância mais rica. Os órgãos excretores do animal, embora saibam serem depósitos de venenos e detritos repugnantes; raspados e submetidos à água fervente, são transformados em quitutes para a mesa festiva! A panela terrícola absorve desde o miolo do animal até os sulcos raspados de suas patas cansadas! 


     OS SUÍNOS      são empurrados, em fila, pelo interior dos canos polidos e deslizam velozmente, em grotescas e divertidas oscilações, para mergulharem, vivos, de súbito, nos tanques de água fervente, a fim de se ajustarem à técnica moderna, que assim favorecem a produção do “melhor” presunto da moda! 


     No caso da rota Brasil-Líbano, a cada semana, milhares de bovinos são exportados vivos em uma jornada de três semanas de Belém do Pará a Beirute, apenas para serem abatidos no destino. No calor da Amazônia, os bovinos são esmagados em caminhões de forma a não conseguirem se mover ou deitar, em uma viagem de três a quatro dias, sem comida ou água. Uma vez no porto, eles são brutalmente carregados nos navios com bastões elétricos.

 
Trecho da visita de Dave Gifford a um  matadouro.   Durante cerca de 40 segundos a um minuto que cada animal fica esperando na área de matança antes de perder a consciência, o terror se torna visivelmente mais intenso. O animal podia cheirar o sangue e ver seus companheiros em vários estágios de desmembramento. Durante os poucos últimos segundos de vida, o animal desaba na área restrita do estábulo. Todas as quatro vacas cuja morte eu presenciei pulavam freneticamente, futilmente e pateticamente para o alto -- a única direção que não estava bloqueada por uma porta de aço. A morte vem sob a forma de uma vara pneumática que é colocada contra a cabeça e disparada, vara a cabeça do animal e depois é puxada e içada pelo açougueiro,ficando de cabeça para baixo,  enquanto   o animal desmaia ou precisa levar outro disparo. Se alguém pudesse ver o que tem dentro de uma salsicha, jamais comeria uma novamente. Isso se  aplica dez vezes mais, à produção de lingüiça, o cheiro mais violentamente nauseante que jamais senti foi o que vinha dos tanques de fervura da carne para lingüiça.  

 
      ABATE ( Ação ou resultado de abater (matar) animais para consumo.)  A palavra abate, sem dúvida nenhuma, é bem mais simpática que matar. Poderia escrever muitas paginas explicando como é feito o abate dos animais para consumo, mas ficaria muito cansativo para ler. O que posso afirmar é que são todos CRUELMENTE  TORTURADOS, ESFOLADOS, CORTADOS, DEGOLADOS, BICOS CORTADOS, EMPANTURRADOS, VIVOS.

 
      Isso mesmo, eu disse vivos e depois são abatidos de uma forma muito dolorosa, nos matadouros  oficiais, mas a maioria dos matadouros são clandestinos, que usam a marretas, são varias marretadas para o abate.

 
      Em reportagem por um jornal de grande circulação, foi noticiado que encontraram jovens(menores) trabalhando em matadouros públicos de três cidades do interior do Rio Grande do Norte. 


      Cerca de 25 tinham contato direto com as fezes dos animais ao trabalhar no corte de vísceras bovinas. 


“Sugiro a leitura de UMA VISITA NO MATADOURO” e o filme”A CARNE É FRACA,facilmente encontrado no Google. 


     (7)- Jesus que não se utilizava de nada disso e afim de não reduzir o seu contato com o alto, ante o assedio tenaz e vigoroso das forças das trevas, mantinha sua mente límpida e cumpria sua missão com absoluta segurança graças aos longos Jejuns que eliminava todos os resíduos astrais, perturbadores dos veículos intermediários entre os planos espiritual e o físico. É uma pena que as pessoas que se dizem amantes do Cristo (que representa a VIDA), ainda se alimentem da morte com tanta ferocidade. – As churrascarias tipo rodízios de carne tiveram um incremento assustador, mesmo assim não comporta a grande procura, é comum se ver esses estabelecimentos abarrotados,, fila na porta, todos ávidos para devorar as carnes sanguinolentas e não são  “SÓ” Bois, Vacas, Porcos, Frangos e galinhas,também; Avestruz – Cabrito –Capivara -  Codorna -  Coelho – Cordeiro -  Ema – Faizão – Galeto – Gato – Girafa, Impala- Jacaré – Javali – Kudus - Lagarto -Marreco –Ovelhas - Paca –Pato – Perdiz - Peru, Polvo - Queixada – Vitela –viado -  Zebra e outros, são devorados como  gafanhotos exterminam as plantações, tudo bem  friamente (mas bem quentinho)

 
      (8) Padre Marcelo Rossi, participou do programa da TV Globo “Fantástico” e disse o que ACREDITAVA que na Santa Ceia, sem dúvida, foi saboreado,  “Cordeiros assados e um Bom Vinho” por que era tradição da época.”

 
    ( 9)- FRANCISCO CANDIDO XAVIER, nosso líder e grande exemplo,  único que tive o privilégio de conhecer  que cumpriu sua missão de uma forma  divina, que dispensa comentários.       Um dos raros, admirado e respeitado por seres de todas as religiões, amado por todos espíritas.  Entretanto se ele comia “BIFINHOS” seria um defeito dele, no meio de tantas virtudes, pois estaria indo contra as matérias  que divinamente psicografou nos livros abaixo, sempre lembrando palavras sábias  que fazem toda a diferença  “O que estas ligado na Terra, também estarás ligado no céu, o que desligares na Terra, também será desligado no céu”! ...  


    (Livro que o senhor não mencionou) Missionários da Luz, de André Luís, (capítulo IV, página 41). focaliza situações que bem comprovam a importância do vegetarianismo entre os adeptos do espiritismo. 


- A pretexto de buscar recursos protéicos, exterminávamos frangos e carneiros, leitões e cabritos incontáveis. Sugávamos os tecidos musculares, roíamos os ossos. Não contente em matar os pobres seres que nos pediam roteiros de progresso e valores educativos, para melhor atenderem à obra do Pai, dilatávamos os requintes da exploração milenária e infligíamos a muitos deles determinadas moléstias para que nos servissem ao paladar, com mais eficiência. O suíno comum era localizado por nós em regime de ceva, e o pobre animal, muita vez à custa de resíduos, devia criar para o nosso uso certas reservas de gordura, até que se prostrasse, de todo, ao peso de banhas doentias e abundantes. Colocávamos gansos nas engordadeiras que lhes hipertrofiasse o fígado, de modo a obtermos pastas substanciosas destinadas a quitutes que ficaram famosos, despreocupados com as faltas cometidas com a suposta vantagem de enriquecer valores culinários. O quadro das vacas mães, em direção ao matadouro, para que as nossas panelas transpirassem agradavelmente.

 
     Adiante, à página 42  cita parte de um diálogo com uma autoridade técnica do lado de cá: 


- Os seres inferiores e necessitados, do planeta, não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis.   Confiam na tempestade furiosa que perturba as forças da natureza,mas fogem, desesperados, à aproximação do homem de qualquer condição, excetuando-se os animais domésticos que, por confiarem em nossas palavras e atitudes, aceitam o cutelo no matadouro, quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir, com o raciocínio embrionário, onde começa a nossa perversidade e onde termina a nossa compreensão.
        

Da mesma obra Missionários da Luz, as páginas 135/136 Capítulo ”INTERCESSÃO”, o autor descreve a turba de espíritos famintos que, em lastimáveis condições, se atiravam desesperados aos borbotões de sangue vivo, tentando obter o tônus vital que lhes favorecesse um contacto mais nítido com o mundo físico. 


- Estes infelizes irmãos, que nos não podem ver, pela deplorável situação de embrutecimento e inferioridade, estão sugando as forças do plasma sanguíneo dos animais. São famintos que causam piedade.

 
A cena identifica mais uma das funestas realidades que se produzem devido à  matança do animal, pois as almas ainda escravas das sensações inferiores, que perambulam no Espaço sem objetivos superiores, encontram nos lugares onde se derrama em profusão o sangue do animal os meios de que precisam para consolidar as perseguições e incentivar o desregramento humano. O autor em questão transcreve, em seguida, novo diálogo com o seu interlocutor desencarnado:


 Por que tamanha sensação de pavor, meu amigo? Saia de si mesmo quebre a concha da interpretação pessoal e venha para o campo largo da justificação. Não visitamos, nós ambos, na esfera da Crosta, os açougues mais diversos? Lembro-me de que em meu antigo lar terrestre havia sempre grande contentamento familiar pela matança dos porcos. A carcaça de carne e gordura significava abundância da cozinha e conforto do estômago. Com o mesmo direito, acercam-se os desencarnados, tão inferiores quanto já fomos, dos animais mortos cujo sangue fumegante lhes oferece vigorosos elementos vitais. 


Ficou demonstrado, nessa obra mediúnica, de confiança, que o vício da alimentação carnívora é sinal de inferioridade espiritual; a ingestão de vísceras cadavéricas e a conseqüente adesão ao progresso dos matadouros mantêm a fonte que ainda sustenta a vitalidade dos obsessores e dos agentes das trevas sobre a humanidade terrestre.  O terrícola paga, diariamente, sob a multiplicidade de doenças, incômodos e conseqüências funestas em seu lar, a incúria espiritual de ainda devorar os restos mortais do animal criado por Deus e destinado a fins úteis. 


      CARTAS E CRÔNICAS, DE IRMÃO X , sob o tema “Treino para a Morte”

 
     Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais.   O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição. O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamoios e os caiapós, que se devoravam uns aos outros.  


     Emmanuel,   o mentor do referido médium, aludindo ao aparecimento e evolução do homem assim se manifesta: 


     Os animais são os irmãos inferiores dos homens. Eles também, como nós, vêm de longe, através de lutas incessantes e redentoras, e são, como nós, candidatos a uma posição brilhante na espiritualidade. 


Não  é em vão que sofrem nas fainas benditas da dedicação e da renúncia, em favor do progresso dos homens. 


Evidencia-se, portanto, através dessas declarações de espíritos credenciados no labor mediúnico espiritista e de vossa confiança, que muito grave é a responsabilidade dos espíritas no tocante à alimentação carnívora. De modo algum ser-lhes-á tolerada pela Lei da Vida, da qual não podem alegar desconhecimento, qualquer desculpa posterior, que lhes suavize a culpa de trucidarem o seu irmão menor! 


     Como o nosso querido Chico Xavier, seguia os passos do Mestre KARDEC,  cito alguns trechos; 

 
     LIVRO DOS ESPÍRITOS, pergunta nº 724 -     , Kardec consultou o mesmo espírito sobre se será meritório abster-se o homem da alimentação animal, ou de outra qualquer, por expiação, ao que o mentor espiritual respondeu: “Sim, se praticar essa privação em benefício dos outros”, evidenciando, portanto, aos espíritas, que há mérito em se deixar de comer carne, pois isto resulta em benefício do animal, que é um irmão menor. Este pode, assim, continuar a sua evolução, estabelecida por Deus, livre da crueldade dos matadouros, charqueadas e matanças domésticas.    A alimentação vegetariana fíca, pois, definitivamente endossada pela doutrina espírita, porque da privação da carne, por parte do homem, este se enobrece e o animal se beneficia. 


No capítulo VI (Da Lei da Destruição)   elimina-se qualquer dúvida a esse respeito, quando Allan Kardec indaga sobre se entre os homens existirá sempre a necessidade da destruição, e o espírito responde que essa necessidade se enfraquece à medida que o espírito sobrepuja a matéria, e que o horror à destruição cresce com o desenvolvimento intelectual e moral. Ora; se o horror à destruição cresce tanto quanto o desenvolvimento intelectual e moral do homem, subentende-se, logicamente, que aqueles que ainda não manifestam horror à destruição também não se desenvolveram moral e intelectualmente; são retardatários no progresso espiritual, pois como “destruição” pode ser também considerada a que é produzida pelo desejo de comer carne, e que demonstra acentuada predominância da natureza animal sobre a espiritual. 


     No final da resposta à pergunta 734, o espírito, embora afirme que o direito de destruição se acha regulado pela necessidade que o homem tem de prover o seu sustento e segurança, faz a ressalva de que o abuso jamais constitui direito! Este conceito final tem relação mais direta com os espíritas e espiritualistas em geral, pois constitui realmente um abuso, perante o sentido mais puro da vida, o fato de que, ante a prodigalidade de frutas, legumes e hortaliças, os homens, já cientes de tal conceito,ainda teimem em devorar os despojos dos seus servidores inocentes.  E os espíritas que houverem compulsado as obras sensatas e progressivas de Allan Kardec tornar-se-ão muitíssimo onerados perante a justiça sideral quando, após terem recebido ensinamentos que pedem frugalidade, equilíbrio, piedade e pureza, contradizem o esforço de se libertarem da matéria prosseguindo no banquete mórbido de vísceras assadas ou cozidas epicuristicamente para o necrotério do estômago! 


O inteligente codificador da doutrina espírita — como que pressentindo, com um século de antecedência, a ignomíriia da destruição dos animais e das aves — inclui na sua obra citada a resposta n° 735,   -  Ratifica-se  que a alimentação carnívora — que é responsável pelas matanças cruéis nos matadouros e charqueadas ou açougues — é produto de uma natureza humana “impiedosa e má”, como afirmou o mentor de Kardec ao se referir à destruição acompanhada de crueldade (752). 


      Pergunta n° 182, do cap. IV, Encarnação dos Diferentes Mundos: - Diz o codificador, em nota pessoal, esclarecendo;  - À medida que o espírito se purifica o corpo que o reveste se aproxima igualmente da natureza espírita. Toma-se-lhe menos densa a matéria; deixa de rastejar penosamente pela superfície do solo; menos grosseiras se lhes fazem as necessidades físicas, não mais sendo preciso que os seres vivos se destruam mutuamente para se nutrirem.  E mais culposa e inferior se torna tal prática entre os espíritas, porque estes já são portadores de uma consciência mais nítida da verdade superior da vida do espírito, ao mesmo tempo em que a adesão ao espiritismo também implica em aumento de responsabilidade moral. 


Riquíssima matéria sobre o assunto pode ser encontrada no Livro “FISIOLOGIA DA ALMA” – RAMATIS- psicografia de HERCÍLIO MAES- Capitulo I.   -   E  muitos outros livros.   


(10) - MEIO AMBIENTE   -“ PECUÁRIA, A GRANDE VILÃ.” A  alimentação  carnívora é a maior vilã do AQUECIMENTO GLOBAL, tanto pelo desmatamento insano dos pecuaristas, como o metano emitido pela digestão dos rebanhos ( puns), a própria respiração dos bovinos, que hoje são superiores aos habitantes humanos, as fezes contaminadoras e a fome, por que um terço dos grãos do mundo vira comida de vaca e a produção de soja, do Brasil, uma das maiores do mundo, é exportada na maioria, para ser dada ao gado. (Resumo texto em Copenhague)

 
"Foi possível observar que o conjunto das emissões procedentes desta atividade [pecuária] corresponde, aproximadamente, à metade das emissões do Brasil", destaca o trabalho, liderado por Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília. -  2,2 gigatoneladas de equivalente do dióxido de carbono emitidas oficialmente pelo Brasil em 2005, segundo dados do ministério brasileiro de Ciência e Tecnologia, aproximadamente 1.055 gigatoneladas correspondem à pecuária.  -     O Brasil possui o maior rebanho bovino do mundo, com mais de 190 milhões de cabeças. (Superior a população)  -  As emissões brasileiras de gases do efeito estufa cresceram 62% entre 1990 e 2005, e mais da metade deste aumento corresponde ao manejo da terra. 



 
A FAO afirma que a respiração dos rebanhos "faz parte de um sistema cíclico biológico". E, pela reconversão do CO2 em compostos orgânicos, não está listada como uma fonte reconhecida de gás-estufa sob o Protocolo de Kyoto.            Mas os autores ressaltam que o gado é "invenção e conveniência humana".

 
Os autores indicam ainda que as terras também seriam melhor usadas caso nelas fosse produzida diretamente comida para os humanos ou biocombustíveis, que poderiam substituir outras fontes de energia.
Goodland e Anhang apontam também que há emissões da pecuária alocadas em outros setores. 


Um exemplo é a criação de peixes e a pesca destinada à alimentação dos rebanhos.  


 Na verdade, se todos fossem vegetarianos, é provável que não houvesse tanta fome no mundo. É que os rebanhos consomem boa parte dos recursos da Terra. Uma vaca, num único gole, bebe até 2 litros de água. Num dia, consome até 100 litros. Para produzir 1 quilo de carne, gastam-se 43 000 litros de água. Um quilo de tomates custa ao planeta menos de 200 litros de água.  -  Sem falar que damos grande parte dos vegetais que produzimos aos animais. Um terço dos grãos do mundo viram comida de vaca.

 
Há quem diga que o problema de comer carne é moral: não teríamos o direito de matar para comer. Mas, se você acha que basta parar de comer carne para acabar com a matança, está enganado. Há muito mais produtos no mercado que incluem animais mortos do que imagina a nossa vã filosofia. 

NÃO É “”SÓ”” PARAR DE COMER “”CARNE””, É TAMBÉM EVITAR O CONSUMO DE ARTEFATOS PROVENIENTES DOS ANIMAIS. -    Para começar, boa parte da indústria de vestuário depende de animais.
O couro é a pele de bichos abatidos. As peles. Para separar o fio de seda, é preciso ferver o bicho-da-seda, etc. 


 Como o snr. vê, a desinformação e a ignorância continuam sendo uma das piores doenças da humanidade


Quando algum religioso vem falar a mim sobre a Bíblia, Jesus, etc., eu logo pergunto: COME CARNE?

 
Se a resposta for SIM, então não tem conversa. Não consigo aceitar que uma pessoa que fale da VIDA se alimente da MORTE e do sofrimento cruel.   -   A meu ver, o ser humano ainda é meio fera e meio homem e precisa urgentemente vencer dentro dele essa fera irracional. - Infelizmente, a CONSCIÊNCIA ainda é privilégio de poucos neste mundo, ai está meu protesto pelo conceito desumano de que A CARNE É NECESSÁRIA PARA UMA VIDA SAUDÁVEL! - Esta afirmação só é válida para os criadores de gado, dos especulares da morte dos mesmos, dos donos dos frigoríficos e de todos aqueles que ainda não aprenderam a AMAR E A RESPEITAR A VIDA COMO ELA MERECE. CHEGA DE MORTE NAS MESAS! - VIVA A VIDA!!!         -   


       "Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor." -  Pythagoras
“A criação de vacas, bois e porcos é um dos principais destruidores do planeta.  Quando vemos a Amazônia está sendo desmatada pelo “gado de hambúrgueres, isso fica mais óbvio” –PAUL MCCARTNEY-(Ex.Beatle)     -  
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Tenho certeza que embora tudo isso seja do vosso conhecimento, esse resumo o  sensibilizou. E assim apelo para que o Snr. publique um artigo mais digno de um espírita do vosso porte, a respeito desse tema, para alertar a população e dar força a nossa luta.
Se não for pela espiritualidade! Se não for pelo meio ambiente! Que seja ao menos pela crueldade com animais, que sente dor e ódio. – 


GRATO E UM GRANDE ABRAÇO.


 
Getulio Machado
 



Se os matadouros tivessem paredes
de vidro, seríamos todos vegetarianos!
 (Paul McCartney)
  






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