sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A difícil arte da não violência

Falar sobre não violência é algo muito fácil; difícil, porém, é compreender seu significado e colocá-lo em prática. Falamos a todo o momento em não violência e a todo o momento violamos vidas. Falamos a todo o momento de respeito e a todo o momento desrespeitamos vidas.

Patch Adams, aquele doutor que usaram como inspiração para o filme; “Patch Adams, O Amor é Contagioso”, numa entrevista cedida à TV Cultura disse, tal qual como Nietzsche já o fizera um dia, que nós nos enganamos constantemente. Que vivemos numa sociedade de mentiras, nas quais somos fingidos e mentirosos por acomodação. Achamos que precisamos de um relógio de 2 mil dólares porque a sociedade acha bonito, porém não precisamos e sabemos disso, mas também nos enganamos tanto a respeito do relógio quanto de outras coisas. Achamos que praticamos a não violência quando não matamos ninguém, quando não ofendemos ninguém. Mas nos enganamos e enganamos a sociedade quando acreditamos que somos realmente não violentos.

Nessa mesma entrevista, Patch Adams fala sobre as pessoas que se vestem de palhaço e seguem para os hospitais para divertir as crianças. Chegam, trocam de roupa e às vezes sequer brincam ou conversam com enfermeiros e médicos, fazem lá suas palhaçadas, alegram as crianças, depois tiram a roupa e voltam para suas casas; não olham no rosto do cara dentro do elevador, não agradecem o rapaz que segurou a porta giratória, não olham na cara do idoso que estacionou seu carro. E acham que não são violentos por alegrarem as crianças dentro do Hospital. E Adams vai mais longe e diz que “eles realmente se enganam achando que levam a alegria ao Mundo”. Eles se enganam, e isso sou eu quem diz, quando se acham não violentos.

Vivemos mesmo numa sociedade enganadora, em que não desejamos ver o que realmente somos. Mentimos para nós mesmos para nos adaptar ao Mundo e, “ai” daquele infeliz que tentar ser diferente. Chacotas, ridicularização, escárnio, o pobre coitado ou é louco, ou tem problemas cármicos, decididamente, não se encaixa no perfil da sociedade perfeita.

E nossa sociedade é perfeita, correto?

Somos mesmo não violentos, só porque não matamos ninguém?


Moralmente, somos não violentos?

Tom Regan, em seu livro “Jaulas Vazias”, conta que fez uma reunião em sua casa para montar uma base que objetivava o fim do envolvimento americano na guerra do Vietnã que estava tirando os filhos de tantas famílias, e transformando-os em soldados, soldados/filhos que morriam nos campos de batalha. O grupo buscava por uma solução pacífica para aquele conflito através da não violência. Aquela era uma guerra desnecessária. Para tanto, assou um cordeiro inteiro para o grande dia da reunião, depois, segundo ele, foi Gandhi em sua autobiografia, que o fez abrir os olhos ao “perguntar” que tipo de homem, movido pela não violência, violava uma vida numa guerra desnecessária entre homens e animais?

Para lutar pela paz, ele havia feito a sua pequena guerra e tirado uma vida; cometera, ao assar o cordeiro, a mesma violência que pensava tentar impedir. Como salvar uma vida tirando outra? Nem é preciso dizer que Regan tornou-se outro homem depois disso, tornou-se vegetariano, porque ser vegetariano é praticar a não violência de forma mais racional.

Mas nós nos dizemos adeptos da não violência, afinal não matamos ninguém, não discutimos no trânsito, não…não….tantas coisas simples de se fazer.

Cultuamos a violência de uma forma enganosa , para a qual fechamos nossos olhos por puro comodismo. Diariamente matamos milhões de animais porque nos fizeram acreditar que precisávamos deles para nos manter vivos. Olhe para seu prato de comida e veja se não houve qualquer violência cometida contra aquele ser que está ali. Deixe de ver aquele pedaço de bife apenas como carne, mas tente vê-lo como uma vida que sofreu para estar ali, e tente dizer a você mesmo: Eu sou adepto da não violência, do Ahimsa, esse amor Universal capaz de abarcar todos os seres da Criação.

Você acha que consegue? Acredita mesmo no que diz?

Faz ideia de como aquele pedaço de carne chegou até seu prato? Ah não, a maioria nem deseja saber, quanto mais falar sobre isso. Tem duas atitudes, ou pede ao interlocutor que se cale, ou tenta ridicularizar a morte, tentando banalizá-la, pois assim pode continuar se enganando dia após dia.

Como é difícil praticar a não violência não é? Mas por que fazemos isso?

Vamos nos descobrir um pouco mais, pois os ventos não param de soprar e vão, de qualquer maneira, nos impulsionar adiante, queiramos ou não, aceitemos ou não. “Eu sou adepto da não violência”. Falemos isso bem alto. Conseguimos acreditar nisso?Como conseguimos crer que somos bons apenas porque alimentamos os pobres e vestimos os que passam frio? Mas aí lembramos que alguém nos disse um dia “Fora da Caridade Não Há Salvação”…

Por que nos enganamos, nos fazendo acreditar que ser violento é apenas agredir nosso igual; não contamos como não violência a morte de outros seres que dividem conosco esse espaço de Mundo chamado Terra. Não, isso não conta, porque mentimos constantemente para nós mesmos. E a coisa não muda muito quando falamos sobre o pensamento de algumas religiões.

Nietzsche, sempre inspirado, escreveu que Deus havia morrido. Sim, e é verdade, deus está morto para o homem a partir do momento em que nos “O” moldamos as nossas necessidades: “O homem molda Deus as suas necessidades, e não as Suas Leis”.(Nietzsche)

Segundo o filósofo alemão, em todas as épocas da humanidade houve um Deus diferente, e assim ainda o é, dependendo do que necessitemos. Ora criamos um deus egoísta, outra hora um deus vingativo e punitivo, ora um deus adorável que tudo permite apenas para que possamos dormir em paz, porque na verdade não queremos ouvir o que o Deus vivo realmente tem para nos dizer; e se Ele disser que teremos todos que ser adeptos praticantes da não violência? Que será de nós? Simples! Apelaremos àquele deus piedoso que criamos,  ou àquele que perdoa tudo, até nossa inesgotável falta de vontade de mudar, afinal esse é um planeta de expiação e provas ainda, é um planeta em transição, um planeta de aprendizagem e erros…

E por que chegamos às religiões? Porque são elas, ao menos teoricamente e sem fanatismos,  os caminhos que levarão o homem a Deus e ao Ahimsa.

Conversando com diversas pessoas de diversas religiões, ouvi de todos eles a mesma explicação. Somos adeptos da não violência contra os animais, até somos a favor de respeitá-los como irmãos, porém não pregamos o vegetarianismo/veganismo (?). Como se ambas as coisas não tivessem ligação uma com a outra.

Falar sobre vegetarianismo/veganismo realmente assusta algumas religiões, porque vai fazer com que as pessoas comecem a se mexer, a mudar de atitude a realmente praticar a não violência com uma classe de seres que são sempre esquecidos e marginalizados, os animais, que alguns insistem em dizer que foram criados para o abate. Outra criação “divina” que nos pertence.Criamos um deus sob o pretexto de podermos nos alimentar de vidas e dizemos a mesma coisa há séculos: deus os criou para nos servir, o Nosso deus, não o Deus de verdade.

Falar sobre não violência é fácil, não é?

Mas, e mostrar que as pessoas cometem uma ação violenta com um animal todos os dias, duas ou até três vezes ao dia? Isso amedronta apenas aqueles que não possuem fé o suficiente no Deus vivo, não aquele moldável, mas no Deus Criador, e isso realmente é tarefa para poucos, pois tirar do radicalismo uma sociedade milenar que explora os animais é algo realmente dificílimo.


Isso ocorre em muitas religiões, prega-se a não violência e violenta-se vidas diariamente. Por que não esclarecer? Por que não mostrar a verdade? Alguns dizem que ao se falar  a verdade, incorre-se no risco de perder adeptos, de confundir, de criar conflitos. Mas então por que dizer-se não-violento então?


Não violência é não matar, não prejudicar? E não matar ou prejudicar significa o quê? Não matar apenas humanos? É claro que não, não ser violento se traduz em “não ser violento em nenhuma de suas ações”, nenhuma. A ação humana mais simples, o ato de comer, é talvez uma das mais violentas de todas, e é ignorada porque somos condicionados desde pequenos a acreditar que “deus” fez os animais para virarem comida.

Então não importa mais se eles possuem alma, se são nossos irmãos, se voltam a reencarnar em nossa família, se existe ou não a metempsicose, acreditamos e nos dessensibilizamos a respeito de suas vidas. Num único parágrafo já criamos inúmeros deuses e os moldados às nossas necessidades; deus cruel, deus piedoso, deus dessesibilizado da dor de seus filhos, deus que pede o Himsa ao invés do Ahimsa.

Ser não violento com os animais não é apenas não abandonar gatinhos indefesos, não mutilá-los. Não significa apenas salvar as baleias porque são grandes e bonitas, não é apenas lutar contra a morte das focas ou dos golfinhos, ser não violento é não permitir que bois, suínos, entre outros, sejam assassinados (pois essa é a palavra correta) para que tenhamos em nosso prato um pedaço de carne da qual não precisamos mais, embora haja aqueles que desejam acreditar que exista ainda tal necessidade. Ser não violento é não vivisseccionar, é não permitir a dor, é não explorar, não confinar em jaulas para exposição ou para divertimento, isso é ser não violento, ignorar isso é ignorar o ato de ser não violento.

Se Jesus, Krishna, Gandhi e tantos outros pregavam a não violência, é porque também viviam o que falavam, porque se não vivenciassem, suas palavras de nada valeriam e não teriam eco no Mundo de hoje. Não há regras para o amor, regras são coisas utilitaristas, que fazem bem somente àqueles que se valem delas para viver.

Por isso repito: Nós moldamos Deus às nossas necessidades, criamos regras que nos facilitem a vida para que entendamos a nosso modo e pratiquemos, a nosso modo, Sua Lei de Amor. Temos preguiça de amar de verdade simplesmente porque somos acomodados. E se praticássemos a não violência da qual nos utilizamos todos os dias, para com aquelas  pessoas que achamos que são diferentes de nós, assim como fazemos quando se trata de animais? O que seria delas se as deixássemos marginalizadas ao lado da sociedade? Estaríamos mesmo praticando a não violência? A coisa muda de figura quando pensamos assim, não é?Por que esse medo de unir o que nasceu unido e que nós, a nosso bel prazer, separamos?

Não violência, Ahimsa = não ser violento, não matar, não prejudicar.

Não violência não significa “Matar”, embora nós fechemos os olhos para isso por puro comodismo social.

É preciso que despertemos para essa violência diária que praticamos, falar sobre não violência não é mais tão importante, o importante é colocá-la em prática, não somente com os da mesma espécie, mas com todas as demais que o verdadeiro Deus criou.

O Ahimsa é Universal, o amor é Universal, basta nos vermos agora, como seres pertencentes ao Universo.


Simone Nardi













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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O Mal Habita entre Nós

Sou feliz em ser um louco vivendo num mundo onde pessoas normais constroem bombas atômicas (autor desconhecido)



E a frase ficaria ainda mais longa se assim fizéssemos: “Sou um louco vivendo num mundo onde pessoas normais constroem bombas....e espancam cachorros de meio quilo e saem impunes.

Por que pessoas normais??

Porque esse tipo de pessoa , totalmente solipcista, que vive para si mesmo, que não sabe porque vive , que entra em crise e que joga o animal do carro, corta o focinho, arrasta nas ruas ,joga o cachorro para o alto, chuta, bate com o balde na cabeça do animal -  porque afinal, espancar cães de meio quilo é totalmente normal - é apenas parte da massa humana que vem se formando já há alguns anos. Alguém duvida disso? Basta olhar a televisão uma vez por semana.


Essas pessoas podem até se sentirem tranquilas e felizes, mas os loucos não estão, pelo simples fato de terem que  conviver com psicopatas ou sociopatas que arrastam cães, que cortam seus focinhos, que os trancam dentro do carro e ironizam esse fato, que atiram na cabeça de filhotes e espancam cachorrinhos de meio quilo e acham normal o que fazem, como se fosse a coisa mais linda do mundo.

O maridão acha normal espancar cães. A mãe acha normal o filho colocar fogo no cão ou no gato. Ela acha normal espancar cães. O policial acha normal atirar na cabeça de filhotes, o outro acha normal cortar o focinho de um cão ou enterrá-lo vivo, o outro acha divertido trancar um cão dentro de um carro até quase levá-lo a morte ,é normal para eles. Acreditem, é realmente normal para eles, tão normal quanto é normal para os sociopatas matarem suas vitimas, afinal, depois dos homicídios os assassinos também vão dormir tranquilos. A frieza diante do que praticam faz parte de suas índoles, é realmente normal e improvável que qualquer um desses sociopatas sinta algo após o ato criminoso que praticaram.

Como explicar este tipo de comportamento???? Pessoas assim , desprovidas de consciência  bem podem ser classificadas como psicopatas/sociopatas.

As pessoas que atiram cães do carro são tão normais quanto as pessoas que arrastam crianças no carro , pois possuem o mesmo “sentimento”: Ambas as vitimas nada significam para eles. Vejam bem que índole perversa não é coisa de pessoa desinformada, afinal temos médicos, enfermeiros, dentistas, universitários envolvidos em atrocidades contra animais humanos e não humanos.

A pessoa está em crise e joga o cachorro, espanca, arrasta,  enterra vivo e a sociedade quer que acreditemos que é perfeitamente normal que façam, isso, afinal é apenas um mecanismo para "desestressar"sabe???? Aliviar a tensão de ser “ninguém” no mundo.

Infelizmente vai acabar no esquecimento como todos os outros casos que vimos e ainda veremos, porque todos esses sociopatas tentarão tomar o lugar das vítimas e depois irão se esconder por um tempo, mas jamais deixarão de ser o que realmente são : um nada enorme para a sociedade da qual , infelizmente, fazem parte.

“ As pessoas que maltratam animais são insensíveis, são pessoas que não possuem sentimentos superiores de piedade, e elas normalmente são conhecidas por psicopatas, como sociopatas. São pessoas perversas , e normalmente quando praticam um crime, não se arrependem, são pessoas de difícil recuperação social” .(Guido Palomba, psiquiatra forense).

O único arrependimento que surge , para alguns, é o medo das consequências do ato quando a coisa toma um rumo inesperado do que ele planejara, quando é pego em delito, quando é filmado, quando achava que o mundo jamais iria conhecer sua selvageria. Não há remorso em seus corações, nem arrependimento verdadeiro ou qualquer traço de emoção, ao contrário, há muita indiferença ou racionalização sobre o ato cometido, pois possuem uma natureza extremamente fria e devastadora para com suas vítimas.

E nós, os chamados loucos por defenderem os animais, estamos presos entre esse predadores humanamente selvagens. 

Alguns autores nos dizem que esse tipo de doença não possui cura, a psicopatia, a sociopatia, que é um transtorno de personalidade e não uma fase  de alteração comportamental.

“ ... São seres sem “coração mental”.Seus cérebros são geladose, assim, incapazes de sentir emoções positivas como o amor, a amizade, a alegria, a generosidade , a solidariedade . Essas criaturas possuem grave “miopia emocional”.Sem conteúdo emocional em seus pensamentos e em suas ações, os psicopatas são incapazes de considerar os sentimentos do outro em suas relações e de se arrependerem por seus atos morais e antiéticos.[...] apresentam um déficit na integração das emoções com a razão e o comportamento.(Ana Beatriz Barbosa Silva-Mentes Perigosas).

Pessoas que, como coloca a autora jamais experimentarão a inquietude mental pelo ato praticado. Enquanto nós, os loucos, vivemos infinitamente perturbados com a existência deles.

Hoje eu quero ouvir a sociedade que chama de misantropos as pessoas que cuidam de animais, que mandam esses loucos cuidarem de crianças:

Cadê vocês, críticos ferrenhos, que não estão ao lado da criança que viu o cão ser espancado até a morte. Cadê vocês para protegê-la dessa visão, desse trauma. Os loucos que vocês acusam estão aí, trabalhando não apenas pelo animal, mas pela criança, enquanto vocês se dedicam a manter-se apenas na indignação sem ação.

Cegos que não vêem, surdos que não ouvem, o mal que habita entre nós está na raiz moral de nossa sociedade, só que vocês estão ocupados demais criticando e não lhes sobre tempo para trabalhar. Repitam para vocês mesmos agora “ Tantas crianças passando necessidades e esses loucos cuidando de animais” . repitam, porque talvez se um dia , lá no passado, voc~es tivessem se juntado a esses loucos, não precisariam hoje, assistir a selvageria de verem uma criança presenciar um massacre.

Vida longa aos loucos que não espancam, que não agridem e que acima de tudo, respeitam a vida.

Simone Nardi







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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Próximos artigos e estudos

Todos os dias estamos trabalhando para deixar o Blog com mais informações e esclarecimentos dentro daquilo que nos propusemos a estudar ; Tratar do assunto "animais" dentro dos temas da Ciência, Filosofia e Religião, temas estes com os quais transitamos há muitos anos; fizemos um planejamento para o blog, variando entre temas/artigos de interesse geral e temas que também nos foram solicitados por muitos amigos através do Fale Conosco.

Esperamos mais sugestões, mais críticas e mais amigos.

Próximos temas:


Osteosarcoma X Homeopatia X Eutanásia

A eutanásia nos animais(visão espiritual)

Animais, nossos irmãos - Estudo

Animais, plano espiritual e erraticidade

Descartes: A razão sem razão; crítica ao automatismo animal

As Plantas

Quem são os oprimidos, uma questão de alteridade

Ensaio sobre a cegueira


Até breve


Simone




segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Eles sentem pena, mas comem o objeto de sua compaixão

Essa é uma frase de Oliver Goldsmith, um escritor inglês , na frase completa ele indica a indignação pelo pensamento humano ao dizer : “Mas no entanto (consegues acreditar?) eu tenho visto o próprio homem que se gaba da sua ternura, a devorar de uma só vez a carne de seis animais diferentes num fricassé. Estranha contradição de conduta! Têm piedade, e comem os objetos da sua compaixão!”.


Numa só frase ele demonstra como muitas vezes nós somos contraditórios entre o que falamos e o que realmente fazemos. Nós acostumamos a chamar os animais de irmãos, no entanto visitamos churrascarias, fazemos lanches com presunto, comemos frango assado no domingo com a família, tudo numa “boa”; nossas reuniões familiares normalmente são recheadas das carnes desses nossos irmãos em evolução. Talvez nunca tenhamos parado para realmente pensar no significado da palavra irmão e na extensão da palavra animais.


Nós somos todos irmãos, todos centelhas Divinas criadas por um mesmo Pai, irmãos espirituais que devem se auxiliar na grande caminhada evolucional. Não somos irmãos apenas no reino “hominal”, mas em todos os reinos onde Deus colocou suas mãos.Não somos irmãos apenas no Planeta Terra, mas em muitos outros Planetas , em muitos outros Universos que ainda desconhecemos. Fisiologicamente somos parecidos com os animais, e podemos compreender que o reino animal abarca a todos os seres, mesmo aqueles aos quais nós desconsideramos por uma tradição cruel que nos foi trazida pelo passado remoto de nossos ancestrais.


Os cães, os gatos, os pássaros, os peixes, não apenas aqueles que estão ao nosso lado são nossos irmãos animais, mas aqueles cães e gatos abandonados nas ruas, nos laboratórios de experimentação, os peixes que se debatem nas redes, que se prendem aos anzóis e sufocam aos poucos, esses também são nossos irmãos e caminham conosco na seara Divina. Os bois, suínos, galos, gansos,carneiros, coelhos e tantos outros que são usados como alimento, esses também são nossos irmãos.E um irmão não deveria matar outro irmão.


Quando vamos passar a considerá-los assim? Quando vamos deixar nossos medos e tradições, para alçarmos mais um degrau em nossa evolução? Nosso minuto de prazer valeria mesmo a vida de um desses nossos irmãos? O Planeta já nos pede essa consciência de fraternidade, os animais nos pedem essa consciência fraternal, a vida nos pede essa reflexão.


Somos contra os rodeios, as vaquejadas e as touradas, somos contra o uso de peles, contra a dor infligida aos animais, tiramos um cão da rua, o abrigamos e alimentamos, no entanto nos permitimos nos alimentar de outro, protestamos quando ouvimos dizer que outros povos comem cães e gatos, mas ignoramos a senciencia dos porcos, somos a favor a vivissecção porém não desejamos ver o que se passa dentro dos laboratórios com os cães que não tiveram a mesma sorte dos nossos, e ouvimos a voz de Oliver Goldsmith ecoar em nossa mente: Têm piedade, mas comem o objeto de sua compaixão”.


Até quando teremos apenas “piedade”?



Simone Nardi
Fonte original do artigo: ANDA 





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domingo, 4 de agosto de 2013

O que é VIVISSECÇÃO ?



Vivissecção-Muita gente ouve falar sobre isso mas não faz a mínima ideia do que seja, vamos esclarecer a necessidade urgente de da criação de leis anti-vivissecção.

Vivi é vivo e secção cortar. Vivissecção é cortar um animal vivo. Com o tempo o termo foi abrangendo outras coisas e significa qualquer procedimento onde você pega um animal vivo,induza um determinado estímulo nele e obtém um outro em troca. Existe a  vivissecção invasiva e não invasiva. Se eu só colocar um porquinho da Índia,por exemplo, para tirar uma chapa de raio-x, é uma vivissecção não é invasiva e nem pode ser considerada antiética. Mas, por exemplo, se eu pegar um animal e cortá-lo, ou injetar qualquer coisa nele ou fazê-lo tomar uma droga oralmente,isso é vivissecção.

É desse modo que os médicos burlam a Lei de Crimes Ambientais e continuam a praticar seus congressos de pôs-graduação com animais, normalmente cães do CCZ.É crime abandonar um cão, deixá-lo sem alimento, água ou abrigo.Mas parece não ser crime médicos e cientistas torturarem animais em nome da falsa ciência, até porque hoje existem centenas de metodos alternativos para os quais eles simplesmente fecham os olhos, bem como os juízes fecham os olhos para as leis de Crimes Ambientais e deixam tal massacre prosseguir.

Se assassinato e tortura são crimes, porque, então, matar e torturar animais"em nome da ciência" ainda é aceitável? A pergunta sequer faz sentido a partir da visão antropocêntrica da sociedade ocidental no século XX: os animais estão no mundo para serem usados pelos humanos. Dessa maneira, nem se questiona o sacrifício de bichos para uma suposta causa maior, a pesquisa médica. Assim, cruéis e desumanos experimentos em animais são aplicados todos os dias. Nas universidades, em cursos de biologia, veterinária e medicina. Em centros de pesquisa que utilizam verbas públicas e em laboratórios de fábricas de produtos químicos, de limpeza e cosméticos. Milhares de animais morrem anualmente em nome da ciência. São, principalmente, macacos, gatos, cães, ratos e coelhos.

Muitos nomes da ciência, ainda desejam continuar a matança, pois se negam a aceitar as novas mudanças técnicas, tudo para eles gira em torno das vacinas, como se todos os experimentos fossem apenas isso.Esquecem porém que a crueldade deles vai além das meras vacinas, das quais sempre usam como desculpas. 

Dissecar animais vivo não cura a humanidade. 

Quebrar patas de animais para observar o stress não cura a humanidade.

Queimar olhos de coelhos não cura a humanidade.

A humanidade é seu próprio cancer quando se recusa a aceitar que os animais sentem dor e que nós não temos qualquer direito sobre eles, a não ser aqueles que nos outorgamos.

São hipócritas aqueles que ainda hoje dizem serem necessário o uso dos animais para o aprendizado de cirurgias, exames, perfumes, novas armas e até mesmo na alimentação. São hipocritas porque sabem a verdade e mentem para si mesmos e para o mundo. São fracos porque não querem mudar, tem preguiça de mudar, mas tempo virá em que, nas palavras de Tom regam, os laboratórios de pesquisas terão uma placa escrita:

"Proibida a entrada de animais"

Antropomorficos e antropocentricos, os animais são livres e precisam ser respeitados, apesar de vocês, isso um dia se tornará realidade

Simone Nardi





Os desenhos " A Vingança dos Animais" foram cedidas pelo desenhista Renan Nuche, quero agradecer de coração a colaboração dele com essas imagens maravilhosas que expressam claramente o que o homem vem fazendo com os animais. 
Obrigada Renan, e parabéns pelos belíssimos desenhos.

Simone Nardi




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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Uma Vida em Preto e Branco


Assista ao vídeo depois de ler 




Seu filhote vai crescer e sua casa talvez se torne pequena
Seu filhote vai se tornar adulto e você sabe
Os adultos sempre envelhecem
E alguns até adoecem
Algum dia você vai querer mudar
Para um lugar mais apertado, mais longe
E não terá lugar para ele
O que vai fazer?
Talvez a única coisa que aprendeu na Vida
Abandonar
Abandonar, desistir, ceder
São as coisas pelas quais você vive
Sem se importar com o que acontecerá
Você sempre opta pelo mais fácil
Fácil para você
Mas como será para ele?
Quem se importa?
Se ele irá viver ou morrer, você nem liga
Para você ele deixou de ser aquele filhote
É apenas um empecilho
Que te proíbe de viajar, que te proíbe de ser você
É mais fácil larga-lo do que deixa-lo viver
E você segue, sem amargura, sem arrependimento
Ele é só mais um entre tantos
Andando nas ruas, assustado, sozinho
Entre tantos que tiverem alguém tão vazio como você
Daqui há alguns anos, você nem se lembrará mais dele
Vai olhar outro filhote e recomeçar seu sadismo
Vai vê-lo crescer, se tornar adulto e quando ele envelhecer
Vai fazer o mesmo que sua consciência cega lhe ensinou
Abandonar
Porque sua mente limita vê tudo em preto e branco
E você acha que tudo é cinza como você
Você não dá valor a vida, nem a sua nem a dele
Transfere sua cegueira para ele
Sua covardia para ele, sua hipocrisia para ele
Você o viu crescer, e jamais irá ver como ele irá morrer
Nos olhos dele a saudade
De alguém tão sem sentido
No coração a esperança, de poder vê-lo talvez mais uma vez
Mas você não estará lá
Porque mesmo a sua vida, não tem mais sentido.


Simone Nardi

Link do Vídeo: Uma vida em preto e branco







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