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domingo, 6 de julho de 2014

Dica da semana - Denuncias

Pastor alemão, Yuri, imagem meramente ilustrativa

Maus Tratos? Nem sempre



Mesmo não tendo como socorrer a todos, recebemos inúmeras denúncias de maus tratos, não somos um órgão especializado nisso nem podemos mais assumir outros animais. Vários outros site explicam como fazer a denuncia e como agir diante de maus tratos.Somos apenas pessoas, independentes, que resgatam, castram, doam quando possível e tentam auxiliar os animais da melhor maneira possível.

Porém o que pedimos a todos é "Denunciar com consciência"

Não se pode sair denunciando casos de animais que se imagina, estarem sendo maltratados sem saber se isso realmente está ocorrendo.

Dois exemplos que nos chegaram esse mês.

1- Vira lata acorrentado sendo maltratado, sem comida e sem água.

Fato: O cão ficou realmente amarrado a sua casinha por 3 ou 4 dias, o portão estava quebrado e ele era fujão, a corrente era enorme, atrás da casinha estava a vasilha de água e de comida, o cão estava gordo e não sofria maus tratos, apenas  ficou preso  para não fugir.

Denunciante: Passou, viu o animal amarrado, não tentou entrar em contato com os tutores da casa para saber o que ocorria, denunciou e a denuncia foi arquivada por falta de provas.

Infelizmente nada aconteceu ao denunciante , mas o animal continua feliz ao lado do tutor.

Pastor, imagem meramente ilustrativa
2 - Pastor Alemão abandonado dentro de quintal.

Fato: O animal fica sozinho durante a manhã e parte da tarde porque o tutor trabalha fora, o quintal é grande, ele fica com dois baldes de água e um pote de ração, além disso tem seus "brinquedos". Toma banho a cada 15 dias, o quintal é lavado, assim como o colchonete dele, há dois espaços, a garagem coberta e o quintal aberto, ele pode escolher onde ficar.Toma sol quando deseja, se abriga dele quando precisa.É dócil e extremamente apegado ao tutor, que teve outro que morreu com mais de 15 anos.

Pastor, imagem meramente ilustrativa
Denunciante: Passou por vários dias ali, viu o animal sozinho, não tentou contato nem com o tutor nem com os vizinhos que conhecem tanto o cão quanto o tutor. Os bombeiros foram chamados para "resgatar" o animal, não o fizeram porque presenciaram os cuidados do tutor para com o animal. O fato dele ficar sozinho, por si só, não pode ser considerado um maltrato, já que muitos tutores trabalham fora e seus animais permanecem sós.Os bombeiros foram embora elogiando o tutor do animal pelo cuidado com o cão, limpo, sadio e feliz.

3- Cavalo mal cuidado

Fato: Este cavalo foi "comprado" por um amigo, pertencia a um catador de  papelão, servia apenas como puxador de carroça, estava magro, maltratado e exausto. O rapaz que o comprou, amigo nosso por sinal, o fez porque queria tirar o cavalo daquelas condições , só havia um problema. Ele não tinha dinheiro para pagar um haras, e a garagem de sua residência deveria servir de abrigo e local de descanso até que ele pudesse pensar em outra solução.Comprou comida, cobertores, lavou o cavalo , passou no veterinário e cuidou dele como podia.Detalhe, meu amigo não possuía carro na época.

Denunciante: Passou e notou o cavalo na garagem da residência , fez a denuncia alegando que o cavalo estava mal cuidado, mal alimentado e que não havia espaço suficiente para ele se mover. O CZZ esteve no local, analisou tanto o aspecto físico do cavalo quanto o emocional, verificou as receitas veterinárias e os cuidados que estavam sendo dispensados ao animal, e arquivou a denuncia por falta de algo que comprovasse os maus-tratos.

Por isso vamos colocar a mão na consciência e denunciar casos onde realmente exista um animal sofrendo, onde tentemos entrar em contato com os "donos", depois de conversarmos com os vizinhos, depois de olharmos bem as condições físicas do animal em questão e não somente denunciar porque "achamos" que o animal sofre.

Nem todo mundo coloca um cão para dormir na cama, nem todo mundo fica em casa com seu animal, nem todo mundo tira um cavalo de um carroceiro por piedade do animal, mas isso não significa que essas pessoas amem menos seus tutelados.

Já vimos na TV pessoas que denunciaram famílias alegando que estas maltratavam seus animais, ao fim do caso descobrimos que o chefe da família estava desempregado e não tinha como sustentar nem os filhos, mas que tirava de si e dava aos cães. Os vizinhos não viram que era toda uma família que necessitava de ajuda, era mais fácil passar a "denuncia" adiante.

Denunciar sem ter razão se assemelha aos trotes passados para a polícia.

Pense nisso, investigue, só depois denuncie a um órgão competente.



S.N






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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Protetores Eternos (Conto)


Marcelo escutou o ruído do portão do lado de fora da casa. Passava um pouco da meia noite. Ergueu-se assustado da cama e correu para a janela. Alguém forçava o portão. Seu coração disparou.
Seria um ladrão? E se fosse? O que ele faria?
Fez meia volta e correu na direção da cozinha. Gigi, a gata siamesa ressonava. Ao seu lado Napoleão, o pastor Alemão que adotara, fazia o mesmo. Era filhote e ainda por cima aleijado. Tinha que lembrar de dizer a esposa para parar de adotar cães de rua, precisavam mesmo era de um cão de guarda de verdade.
Correu até o interruptor e lembrou-se de ter ouvido alguém dizer um dia:
“ Os cães enxergam melhor que os homens, não precisa acender a luz, senão o bandido também verá o cão”
Parou, só então lembrou-se que não havia mais um cão do lado de fora. Vanila, a cocker sarnenta que Aida tirara da rua havia morrido há alguns dias depois de anos de alegria.
Apesar da raça, Vanila sempre se mostrara superprotetora, era uma pena que não estava ali nesse momento.
Marcelo ouviu passos que seguiam pelo corredor. Correu para o telefone afim de discar o número da polícia. Sair e enfrentar o bandido, isso jamais, não com a esposa grávida, a espera de seu primeiro filho. Ele apanhou o fone e ouviu Gigi miar assustada. Um miado que ele já conhecia, que há dias não ouvia mais.
Virou-se olhando para Gigi e Napoleão que despertara com os miados da companheira.
Tudo aconteceu então de forma muito rápida.
Marcelo olhou para porta. Alguém mexia na maçaneta. A policia não chegaria a tempo de socorrer o casal.
Gigi miava feito louca e Napoleão abanava a cauda tentando se equilibrar nas três pernas. De repente ele ouviu latidos. Latidos conhecidos. O ladrão deu um grito e o som de mordidas e rosnados tomou conta do ar. Houve uma tremenda correria lá fora que despertou até mesmo a esposa de Marcelo, Aida. O som do portão balançando indicava que o ladrão saíra correndo. Marcelo não teve dúvidas, abriu a porta e saiu.
Seus olhos e o de sua esposa orvalharam. Pelo longo corredor agora iluminado, Vanila, a cocker que havia morrido há alguns, dias subia toda imponente. A cauda abanava festiva como sempre acontecia quando via os donos que a haviam tirado da rua.
Quando faltavam poucos metros para que ela chegasse até eles, o corpo fluídico de Vanila se iluminou  transformando-se numa bola de luz que subiu aos céus num raio de claridade.
Ao lado deles, Gigi e Napoleão também seguiam a luz. Gigi parara de miar, coisa que só fazia quando Vanila se aproximava dela para lhe puxar o rabo.
Marcelo abraçou a esposa e sorriu. O miado insistente de Gigi, era esse miado que ela dava quando Vanila se aproximava dela para brincar, e a alegria de Napoleão, ambos também a haviam visto. Sim, pensava Marcelo emocionado, Vanila voltara para protegê-los, esse era seu agradecimento por eles terem recolhido a cocker da rua e cuidado de suas feridas, esse era seu jeito de retribuir seu amor.
Um amor que continuava muito além da vida.

Simone Nardi



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