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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Programa diz que animal não sente - Email 6





Programa “Chama Crística” – 23/11/2013 – Sidnei Carvalho –
Sobre os animais





Até o Sr. Sidnei Carvalho.

Sr. Carvalho, ao ouvir o programa “Chama Crística” transmitido no último dia 23 de novembro, pelas ondas da prestigiada Rádio Boa Nova, causaram-me espécie algumas exarações de Vossa Senhoria acerca da evolução animal. Mormente quando o egrégio espiritista se referiu à polêmica “alma-grupo”, afirmando que em todos os animais, inclusive cães, gatos e outros mamíferos em geral, não há qualquer individualidade, já que seriam apenas meras “porções energéticas” da suprarreferida alma coletiva que, após o trânsito na matéria, retornariam à massa espiritual da qual se desprenderam. Soou-me ilógica, paradoxal e desprovida de fundamento tal teoria, visto, em meu entendimento, demolir o mérito pessoal das criaturas, no referente à arregimentação de valores evolutivos capazes de conduzi-las à conquista da láurea do raciocínio.

Aceitar como verdadeiro tal postulado significa jogar por terra alguns dos preceitos básicos do Espiritismo, como a meritocracia, o valor da busca pelo progresso individual e o alcance da consequente premiação relativa ao esforço próprio de cada um. Afinal, se os seres não humanos, independentemente das experiências pelas quais passem na romagem terrena, simplesmente imergem numa alma coletiva após o desencarne, onde a razão de tais experiências únicas para cada espírito? Onde o mérito do ente que, solitariamente, sofre, luta, cai, levanta, aprende, progride, se deixa de existir como indivíduo depois da morte? Carece de consistência tal assertiva.

Discordo também de sua afirmação de que as “almas-grupo” um dia se “hominizarão”, isto é, transformar-se-ão em seres humanos. Parece-me bastante confusa e contraditória essa teoria, devido ao fato de igualmente atentar contra os pressupostos anteriormente tangidos, atinentes ao princípio da individualidade das criaturas. Para mim, cada espírito hominal provém da evolução multimilenar de um um único espírito animal e ambos são, basicamente, o mesmo ser, desde a origem, escalando a montanha íngreme do progresso.

Outro tópico contra o qual me insurjo é a maneira, a meu ver, imprudente pela qual Vossa Senhoria utilizou, à guisa de exemplo da ausência de sentimentos nos animais, a agressão a estes, asseverando que se pode bater em um cão que ele volta depois, abanando o rabo, sem guardar mágoa. Tal colocação pode dar a entender a alguém menos avisado que não há mal algum em agredir os bichos, quando, na verdade, essa atitude, além de desumana, constitui um ilícito, punível por nosso arcabouço legal.

Por fim, repilo veementemente sua afirmação de que os animais não têm sentimentos. E o faço calcado não em obras religiosas, das quais os mais céticos podem refutar os argumentos, mas em experiências empíricas pessoais e trabalhos científicos sérios da atualidade, que vêm comprovando, dia a dia, a capacidade emocional e a notável inteligência dos bichos, com resultados surpreendentes. Enumerá-los nesta já longa arenga seria fastidioso. Daí, o recomendar a Vossa Senhoria a consulta ao Google ou a outros mecanismos de pesquisa da WEB, caso se interesse em pesquisar mais a fundo o assunto.

Encerro minhas considerações alvitrando-lhe, mesmo correndo o risco de ser mal interpretado, mais prudência e comedimento no trato com a questão animal, haja vista o grande poder de influenciação sobre públicos específicos detido por aqueles que militam em veículos de imprensa tão conceituados como a Rádio Boa Nova. Tal medida certamente evitará que conceitos polêmicos e bastante passíveis de contestação sejam espargidos arrogantemente como verdades absolutas entre os milhares de ouvintes da emissora, confundindo-os de forma lastimável, devido ao fato de não haver a possibilidade do contraditório no exato instante em que são emitidos.

Respeitosamente,

Jones Mendonça




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E a o e-mail da “Fraternidade Ramatis”:
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Programa diz que animal não sente - Email 5


Programa “Chama Crística” – 23/11/2013 – Sidnei Carvalho –
Sobre os animais
http://radioboanova.com.br/programacao/chama-cristica/



A Sidnei Carvalho.



Ao ouvir o programa “Chama Crística”, não pude me calar diante de uma resposta dada a uma ouvinte. A ouvinte, em relação à evolução dos animais, indagou se um dia chegarão a ser humanos. Confesso que fiquei realmente entristecida com a resposta dada, porque me pareceu uma resposta baseada em “achismos” e poucos estudos. Não somos donos da verdade, somos todos aprendizes em busca da nossa própria evolução e, consequentemente, com ela, sentiremos vontade de auxiliar a todos os que nos cercam. Sendo assim, gostaria de expor a minha opinião acerca do assunto veiculado no dia 23 de novembro de 2013 no programa supramencionado.

Primeiramente, Allan Kardec disse que “se algum dia a ciência provar que o Espiritismo está errado em determinado ponto, abandone esse ponto e fique com a ciência”. Sendo assim, poderia discorrer aqui acerca de vários artigos científicos nacionais e internacionais que vêm comprovando os sentimentos dos animais, sua individualidade e até sua inteligência – claro, em estados rudimentares. Como os de uma criança de até três anos, por exemplo.

Em dado momento, o senhor diz à ouvinte que, se batermos em um cão ele nem sentirá, e virá abanando o rabo, porque não sente raiva. Isso é uma inverdade. A ciência também já comprovou que eles sentem dor sim, que são sencientes. Por isso, penso ser perigosa sua afirmativa, porque pode parecer uma espécie de apologia aos crimes contra animais, tão arduamente combatidos atualmente.

Quanto a guardarem raiva, isso se manifesta conforme a individualidade de cada animal, pois, de acordo com a condição evolutiva de cada um, alguns demonstram sim, esse sentimento. Alguns têm, por exemplo, raiva de tratadores que os maltratam, em circos. Já outros são mais dóceis, provavelmente por terem tido mais experiências reencarnatórias.

Desculpe-me, mas acreditar em “alma grupo” é mais irracional e difícil do que acreditar em contos de fadas. Isso vai contra o evolucionismo, que é o princípio básico do Espiritismo.

Em segundo lugar, não sei de onde foi retirada a fonte da chamada “alma grupo”, porque esse princípio fere a lei de evolução que rege todos os espíritos. Que mérito teria um animal que sofresse mais do que o outro caso retornasse a uma “alma grupo” e depois reencarnasse como todos os seus iguais? A evolução seria toda simétrica? Sendo assim, não teríamos nós, humanos, que estarmos mais ou menos no mesmo estágio evolutivo, já que partimos do princípio de que vimos de uma “alma grupo” ? Onde está o mérito? O esforço de cada espírito? Quem convive com animais pode perceber claramente que todos têm, sim, uma individualidade. Podemos conviver com cem cães e cada um reage de forma diferente a um mesmo estímulo. Isso é individualidade.

O terceiro ponto que gostaria de comentar é que respeito muito os saudosos Marcel Benedeti e Dona Ana Gaspar, que também tiveram seu espaço nessa rádio, e fico triste por perceber que não contam nem ao menos com a caridade dos irmãos espiritistas, no modo de abordar o tema ao qual eles tanto se dedicaram – e ao qual devem continuar se dedicando, do “Outro lado”. No caso do Dr. Marcel, até deixou livros bastante esclarecedores. Bom, mas caridade é de foro íntimo. Perdoem-me se invado esse espaço também. 

Para concluir, gostaria de deixar dois ótimos textos do nosso querido Emmanuel, mentor espiritual de Chico Xavier, para reflexão, nos quais afirma que, sim, os animais possuem alma, evoluem e são nossos irmãos. Assim como os anjos estão para nós, deveríamos estar para eles, protegendo-os, amando-os e respeitando-os. Mas, infelizmente, parece que isso vai demorar bastante, porque dizem por toda parte que vem aí um mundo de regeneração, entretanto, todos estão de braços cruzados, esperando que o companheiro do lado mude primeiro.

Meus agradecimentos e desde já meus pedidos de desculpas se tomei seu precioso  tempo.

Atenciosamente,

Fernanda Almada




SOBRE  OS  ANIMAIS

Emmanuel

Com o desenvolvimento das idéias espiritualistas no mundo, torna-se um estudo obrigatório, e para todos os dias, o grande problema que implica o drama da evolução anímica.

Teria sido a alma criada no momento da concepção, na mulher, segundo as teorias antirreencarnacionistas? Como será a preexistência? O espírito já é criado pela potência suprema do Universo, apto a ingressar nas fileiras humanas? E os pensadores se voltam para os vultos eminentes do passado. As autoridades católicas valem-se de Tomás de Aquino, que acreditava na criação da alma no período de tempo que precede o nascimento de um novo ser, esquecendo-se dos grandes padres da antigüidade, como Orígenes, cuja obra é um atestado eterno em favor das verdades da preexistência. Outras doutrinas religiosas buscam a opinião falível da sua ortodoxia e dos seus teólogos, relutando em aceitar as realidades luminosas da reencarnação. Pascal, escrevendo na adolescência o seu tratado sobre os cones, e inúmeros Espíritos de escol, laborando com a sua genialidade precoce nas grandes tarefas para as quais foram chamados à Terra, constituem uma prova eloqüente, aos olhos dos menos perspicazes e dos estudiosos de mentalidades tardas no raciocínio, a prol da verdade reencarnacionista.

O homem atual recorda instintivamente os seus labores e as suas observações do passado. Sua existência de hoje á a continuação de quanto efetuou nos dias do pretérito. As conquistas de agora representam a soma dos seus esforços de antanho, e a civilização é a grande oficina onde cada um deixa estereotipada a própria obra.

A  SOMBRA  DOS  PRINCÍPIOS

  Contempla-se, porém, até hoje, a sombra dos princípios como noite insondável sobre abismos.

Os desencarnados de minha esfera não se acham indenes, por enquanto, do socorro das hipóteses. A única certeza obtida é a da imortalidade da vida e como não é possível observar a essência da sabedoria, sem iniciativas individuais e sem ardorosos trabalhos, discutimos e estudamos as nobres questões que, na Terra, preocupavam o nosso pensamento.

Um desses problemas, que mais assombram pela sua singular transcendência, é o das origens. Se na Terra o progresso humano se verifica, através de dois caminhos, o da Ciência e o da Revelação espiritual, ainda não encontramos, em identidade de circunstâncias, em nossa evolução relativa, nenhuma estrada estritamente científica para determinar o Alfa do Universo, senão a das hipóteses plausíveis. Contudo, saturada da mais profunda compreensão moral, copiosa é a nossa fonte de revelações, a qual constitui para nós um elemento granítico, servindo de base à sabedoria de amanhã.

OS  ANIMAIS,  NOSSOS  PARENTES  PRÓXIMOS

 Se bem haja no próprio circulo dos estudiosos dos espaços o grupo dos opositores das grandes idéias sobre o evolucionismo do princípio espiritual através das espécies, sou dos que o estudam, atenta e carinhosamente.

Eminentes naturalistas do mundo, como Charles Darwin, vislumbram grandiosas verdades, levando a efeito preciosos estudos, os quais, aliás, se prejudicaram pelo excessivo apego à ciência terrena, que se modifica e se transforma, com os próprios homens; e, dentro das minhas experiências, posso afirmar, sem laivos de dogmatismo, que oriundos na flora microbiana, em séculos remotíssimos, não poderemos precisar onde se encontra o acume as espécies ou da escala dos seres, no pentagrama universal. E, como o objetivo desta palestra é o estudo dos animais, nossos irmãos inferiores, sinto-me à vontade para declarar que todos nós já nos debatemos no seu acanhado círculo evolutivo. São eles os nossos parentes próximos, apesar da teimosia de quantos persistem em o não reconhecer.

Considera-se, às vezes, como afronta ao gênero humano a aceitação dessas verdades. E pergunta-se como poderíamos admitir um princípio espiritual nas arremetidas furiosas das feras indomesticadas, ou como poderíamos crer na existência de um rio de luz divina na serpente venenosa ou na astúcia traiçoeira dos carnívoros. Semelhantes inquirições, contudo, são filhas de entendimento pouco atilado. Atualmente, precisamos modificar todos os nossos conceitos acerca de Deus, porquanto nos falece autoridade para defini-lo ou individualizá-lo. Deus existe.

“São eles os irmãos mais próximos do homem, merecendo, por isso, a sua proteção e amparo”

Eis a nossa luminosa afirmação, sem poder, todavia, classificá-lo, em sua essência. Os que nos interpelam por essa forma, olvidam as histórias de calúnias, de homicídios, no seio das perversidades humanas. Para que o homem se conservasse nessa posição especial de perfectibilidade única, deveria apresentar todos os característicos de uma entidade irrepreensível, dento do orbe onde foi chamado a viver. Tal não se verifica e, diariamente, comentais os dramas dolorosos da Humanidade, os assassínios, os infanticídios nefandos, efetuados em circunstâncias nas quais, muitas vezes, as faculdades imperfeitas dos irracionais agiriam com maior benignidade e clemência, dando testemunho de melhor conhecimento das leis de amor que regem o mecanismo do mundo.

A  ALMA  DOS  ANIMAIS

 Os animais têm a sua linguagem, os seus afetos, a sua inteligência rudimentar, com atributos inumeráveis. São eles os irmãos mais próximos do homem, merecendo, por isso, a sua proteção e amparo.

Seria difícil ao médico legista determinar, nas manchas de sangue, qual o que pertence ao homem ou ao animal, tal a identidade dos elementos que o compõem. A organização óssea de ambos é quase a mesma, variando apenas na sua conformação e observando-se diminuta diferença nas vértebras.

O homem está para o animal, simplesmente como um superior hierárquico. Nos irracionais desenvolvem-se igualmente as faculdades intelectuais. O sentimento de curiosidade é, na maioria deles, altamente avançado e muitas espécies nos demonstram as suas elevadas qualidades, exemplificando o amor conjugal, o sentimento da paternidade, o amparo ao próximo, as faculdades de imitação, o gosto da beleza. Para verificar a existência desses fenômenos, basta que se possua um sentimento acurado de observação e de análise.

Inúmeros espíritos trouxeram à luz o fruto de suas pacientes indagações, que são para vós elementos de inegável valor. Entre muitos, citaremos Darwin, Gratiolet e vários outros estudiosos dedicados a esses notáveis problemas.

Os mais ferozes animais têm para com a prole ilimitada ternura. Aves existem que se deixam matar, quando não se lhes permite a defesa das suas famílias. Os cães, os cavalos, os macacos, os elefantes deixam entrever apreciáveis qualidades de inteligência. É conhecido o caso dos cavalos de um regimento que mastigavam o feno para um de seus companheiros, inutilizado e enfermo. Conta-se que uma fêmea de cinocéfalo, muito conhecida pela sua mansidão, gostava de recolher os macaquinhos, os gatos e os cães, dos quais cuidava com desvelado carinho; certo dia, um gato revoltou-se contra a sua benfeitora, arranhando-lhe o rosto, e a mãe adotiva, revelando a mais refletida inteligência, examinou-lhe as patas, cortando-lhe as unhas pontiagudas com os dentes. Constitui um fato observável a sensibilidade dos cães e dos cavalos ao elogio e às reprimendas.

Longe iríamos com as citações. O que podemos assegurar é que, sobre os mundos, laboratórios da vida no Universo, todas as forças naturais contribuem para o nascimento do ser.

TODOS  SOMOS   IRMÃOS


De milênios remotos. Viemos todos nós, em pesados avatares.

Da noite dos grandes princípios, ainda insondável para nós, emergimos para o concerto da vida. A origem constitui, para o nosso relativo entendimento, um profundo mistério, cuja solução ainda não nos foi possível atingir, mas sabemos que todos os seres inferiores e superiores participam do patrimônio da luz universal.

Em que esfera estivemos um dia, esperando o desabrochamento de nossa racionalidade? Desconheceis ainda os processos, os modismos dessas transições, etapas percorridas pelas espécies, evoluindo sempre, buscando a perfeição suprema e absoluta, mas sabeis que um laço de amor nos reúne a todos, diante da Entidade Suprema do Universo.

É certo que o Espírito jamais retrograda, constituindo uma infantilidade as teorias da metempsicose dos egípcios, na antiguidade. Mas, se é impossível o regresso da alma humana ao circulo da irracionalidade, recebei como obrigação sagrada o dever de amparar os animais na escala progressiva de suas posições variadas no planeta. Estendei até eles a vossa concepção de solidariedade e o vosso coração compreenderá, mais profundamente, os grandes segredos da evolução, entendendo os maravilhosos e doces mistérios da vida.


Retirado do livro "Emmanuel - Dissertações Mediúnicas Sobre Importantes Questões  Que Preocupam a Humanidade", " -  Chico Xavier/Emmanuel.


Fernanda Almada





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