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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Irmãos Menores Animais?



Muitos questionam o termo utilizado por Francisco de Assis "Irmão Menor Animal", a Revista Sexto Sentido da Editora Mythos  nos deu a oportunidade de esclarecer o termo "menor" e e assim finalizar todas as dúvidas em relação a esse modo humilde e amoroso com que Francisco de Assis se dirigia a  esses nossos irmãos menores. A Revista  pode ser adquirida diretamente pelo site da Editora Mythos, a quem agradecemos a oportunidade do esclarecimento e da divulgação.



Transcrevemos aqui o artigo publicado na Revista Sexto Sentido

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 Irmãos Menores Animais?



Muitas pessoas quando ouvem essa referência aos irmãos animais discordam de pronto, alegando que nós humanos é que somos menores em relação aos animais devido a todas as coisas que fazemos de ruim para eles. 



É preciso lembrar que essa expressão “Irmão menor animal” foi cunhada por Francisco de Assis e que não possui em momento algum a intenção de menosprezar ou inferiorizar os animais, ao contrário, ela atribui uma enorme responsabilidade a nós humanos em relação a estes que caminham conosco. De fato a própria ordem franciscana se chama “Ordem dos frades menores”, menores em humildade. Em uma passagem do Livro dos Espíritos encontramos uma dúvida parecida com a que cria certa confusão ao termo irmão menor. 



592. Se, pelo que toca à inteligência, comparamos o homem e os animais, parece difícil estabelecer-se uma linha de demarcação entre aquele e estes, porquanto alguns animais mostram, sob esse aspecto, notória superioridade sobre certos homens. Pode essa linha de demarcação ser estabelecida de modo preciso?

R. A este respeito é completo o desacordo entre os vossos filósofos. Querem uns que o homem seja um animal e outros que o animal seja um homem. Estão todos em erro. O homem é um ser à parte, que desce muito baixo algumas vezes e que pode também elevar-se muito alto. Pelo físico, é como os animais e menos bem dotado do que muitos destes. A Natureza lhes deu tudo o que o homem é obrigado a inventar com a sua inteligência, para satisfação de suas necessidades e para sua conservação. Seu corpo se destrói, como o dos animais, é certo, mas ao seu Espírito está assinado um destino que só ele pode compreender, porque só ele é inteiramente livre. Pobres homens, que vos rebaixais mais do que os brutos! Não sabeis distinguir-vos deles? Reconhecei o homem pela faculdade de pensar em Deus.”




Mas por que irmão menor?



Porque estamos todos em uma escalada evolutiva e por pior que cada um de nós possa agir em relação ao nosso outro, “é um ser à parte, que desce muito baixo algumas vezes e que pode também elevar-se muito alto” , estamos evolutivamente um degrau - se assim podemos colocar - acima destes irmãos. Despertamos para a moral, para a ética, podemos não usar, mas temos consciência disso. Conquistamos a linguagem, a diferença corporal. Temos consciência de um Deus e de que nossa responsabilidade é grande, embora nos apeguemos a auto-indulgência para continuarmos falhos. E sabemos que nosso “ Espírito está assinado um destino que só ele pode compreender, porque só ele é inteiramente livre”, embora não saibamos usar  dessa liberdade usando mal nossa razão.



A questão é que a palavra menor nos dias de hoje não nos remete mais ao termo humildade a qual Francisco se referia, por nossa própria culpa, por mudarmos constantemente o sentido das palavras ,foi  nossa vaidade que nos ensinou a crer que o inferior deve sofrer ao invés de ser protegido, nosso egoísmo que nos ensinou que o menor é sempre menos que nós, os maiores, só não sabemos maiores em “quê”.



Irmão Menor Animal, na concepção correta de Francisco de Assis, significa aquele ser que é humilde, que é simples e puro de coração;  os animais, assim como todos os seres vivos, vêm de muito longe numa luta evolutiva e redentora rumo a ascensão espiritual, assim como tão bem nos coloca o Espírito Emmanuel:



Os animais são os irmãos menores dos homens. Eles também, como nós, vêm de longe através de lutas incessantes e redentoras, e são, como nós, candidatos a uma posição brilhante na espiritualidade. Não é em vão que sofrem nas fainas benditas da dedicação e da renúncia, e a favor do progresso dos homens.



A evolução, segundo o Livro dos Espíritos ocorre assim para todos os seres vivos, conforme a questão 601:

601. Os animais estão sujeitos, como o homem, a uma lei progressiva?

“Sim; e daí vem que nos mundos superiores, onde os homens são mais adiantados, os animais também o são, dispondo de meios mais amplos de comunicação. São sempre, porém, inferiores ao homem e se lhe acham submetidos, tendo neles o homem, servidores inteligentes.”




No texto podemos ler a seguinte afirmação “São sempre, porém, inferiores ao homem e se lhe acham submetidos”, essa palavra inferior refere-se  a ser inferior na escalada evolutiva, por isso tanto a palavra inferior quanto a palavra menor devem ser interpretadas com a visão de “Escala Evolutiva” e não com a interpretação errônea, como vem acontecendo, na relação de dono-escravo na visão superior-inferior, pois cada Espírito, estando em determinada condição/estágio evolutivo será sempre inferior ou menor em relação àquele que já se encontra em uma escala evolutiva mais adiantada, tal como a escola, onde se inicia no primário e se chega à faculdade, a relação evolutiva é a mesma. O mineral assim se encontra em relação de inferioridade/menoridade ao vegetal. O vegetal é também inferior/menor em relação aos animais . Ou alguém é capaz de duvidar que um animal seja mais inteligente  e racional que arbusto ou uma pedra?  Assim os animais, mesmo já  conquistando inúmeros atributos,  ainda se encontram dentro da “Escala Evolutiva”, em condição menor/inferior aos seres humanos, por estarem numa fase animal ainda abaixo da evolução da fase animal da espécie humana.



O que reforça ainda mais a ideia de que a palavra menor não serve para denegrir os animais  surge na própria resposta da questão 601: “e daí vem que nos mundos superiores, onde os homens são mais adiantados, os animais também o são” , ou seja, nos mundos superiores os animais estão numa escala evolutiva superior aos animais que dividem conosco este planeta, ou seja, nossos irmãos animais estão numa escala inferior/menor aos animais que habitam os mundos mais adiantados, assim como nós somos inferiores/menores aos seres “humanos” destes planetas mais adiantados.



Para dizermos que os animais são mais evoluídos que nós por serem bons ou perfeitos, precisaríamos igualmente imaginar que plantas e minerais igualmente são mais evoluídos e perfeitos que os seres humanos e estaríamos colocando os animais, além de nós mesmos, numa evolução abaixo de minerais e vegetais, o que não corresponde a Lei de Evolução onde tudo progride, cada um a seu tempo, num despertar crescente dos valores espirituais, morais e éticos.



Devemos apenas nos lembrar de uma frase simples encontrada no Evangelho segundo o espiritismo “ A quem muito foi dado muito será cobrado”  . Não somos inferiores aos animais na escala evolutiva, mas somos culpados por não seguir o caminho que Cristo nos apontou, o de amar ao próximo como a si mesmo; somos culpados por termos conquistado uma moral e uma ética, uma inteligência e um raciocínio superior a dos animais, porém usá-los contra eles e contra nós mesmos.  "Se fosseis cegos, não teríeis culpa"  nos disse Jesus, por isso somos culpados por saber e por não realizar. Os animais são nossos irmãos menores na escalada evolutiva e tal como crianças que cursam o primário, devem ser guiadas por aqueles que lhe são superiores intelectualmente:


Desde que o princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito e entrar no período da humanização, já não guarda relação com o seu estado primitivo e já não é a alma dos animais, como a árvore já não é a semente.



Essa é a verdadeira Lei de Progresso, degrau a degrau em uma elevação constante ao Pai.





Referências



Allan Kardec- Livro dos Espíritos

                        Evangelho Segundo o Espiritismo



André Luiz – Missionários da Luz

       Emmanuel – O Consolador


Simone De Nardi Grama

 

Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana




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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Tratamento Espiritual De Animais E Nossas Experiências De Vida


Cada Casa em particular tem um modo de falar sobre os animais, por isso as experiência aqui citadas dizem respeito a Casa a qual trabalho e frequento semanalmente. 
Convidada a realizar palestras sobre a espiritualidade dos animais e da vida destes irmãos enquanto ainda encarnados, foi possível notar o grande desconhecimento das pessoas em relação a estes seres que nos fazem companhia no Planeta, seres estes a quem nos foi dada a tutela e de quem durante séculos, não soubemos cuidar. 

Muitos queriam , ao chegar na Casa, saber sobre a alma, sobre a reencarnação, sobre o retorno deles aos nossos lares quando assim permitido. Quebraram-se ali muitos medos e dogmas criados não pelo Espiritismo, mas pelos espíritas. Alguns dogmas que ruíram é que sim, é verdade, os animais possuem alma, eles reencarnam, eles são nossos irmãos.Eles não são apenas um princípio inteligente com o qual podemos fazer o que desejarmos sem a culpa ou o remorso, eles são seres que possuem - cada espécie e cada animal - uma inteligência particular adequada às suas necessidades e não as necessidades humanas.Seus espíritos evoluem tal como evoluímos, estagiando em diferentes corpos e em diferentes planetas no eterno aprendizado do amor. Não, o passe não mata os animais quando conduzido pela espiritualidade que modifica nossas energias em prol destes irmãos, o mesmo ocorrendo com a irradiação da água à eles destinada. Ao contrário da crença até aqui, tida como única verdade, nem todos os animais reencarnam imediatamente, muitos permanecem no plano espiritual em tratamentos ou em auxílio junto aos irmãos que lá estão e que necessitam da coragem e da força destes para resgatar espíritos em regiões umbralinas.Descobrimos aos poucos que ao humanizá-los como muitos o fazem, criamos para eles inúmeros problemas e assim retardamos a sua reencarnação e a sua evolução. 

Mas esse é apenas um lado, o lado espiritual que todos anseiam conhecer, há porém um lado que durante muitos anos ficou “proibido” de adentrar as Casas Espíritas, algumas ainda relutam, e que é o lado material/carnal. Como espíritos encarnados nós sabemos que a maior prova é a matéria, sem ela não atingimos nossos objetivos, é ela que nos permite aprender, que nos permite amar, que nos permite nos libertarmos dela e atingirmos a plenitude espiritual.Sempre ouvimos que este corpo nos foi emprestado por Deus e que dele devemos cuidar com amor, sem maltratá-lo, sem subjugá-lo para que ele possa nos permitir o aprendizado, só nos esquecemos que não é diferente com os animais. 

Muitas vezes nos entusiasmamos com a vida espiritual, mas devemos nos lembrar que residimos neste momento na matéria, uma matéria que sofre e que se deteriora, talvez fosse exatamente com esta parte dos estudos que a grande maioria dos espíritas temia ao falar com as pessoas . 

Como dizer ao mundo que nós humanos, que buscamos a caridade em Cristo, somos violentos com outros seres da criação? 

Como nos permitir ver coisas que nos machucariam profundamente? 

Como mudar hábitos que não queremos mudar? 

Como dizer que desrespeitamos criaturas Divinas porque não compreendemos o que Jesus, Kardec e tantos outros nos transmitiram?

Passado o impacto inicial de nos vermos como verdugos dos animais, fica mais fácil compreender “por que” durante tanto tempo, este assunto ficou tão distante das Casas Espíritas e de muitas outras religiões. 

E é assim que nossas experiências de vida nos mostram que as pessoas estão sim, em sua grande maioria, dispostas a compreender mais, a conhecer mais, a se doar mais. São inúmeros os casos onde ouvimos que ao buscar por mais informações, e hoje temos um verdadeiro arsenal de informações ao nosso alcance, as pessoas se deram conta do que realmente acontece aos animais. Eles não foram criados por Deus para serem abatidos. Eles não foram criados por Deus para serem violentados.Eles foram criados para evoluir ao nosso lado, não sob nosso jugo dominador, mas ao nosso lado, de modo fraternal e caridoso. As palestras normalmente ocorrem uma vez por semana, tempo mais que suficiente para nossas reflexões. Não somos mais como éramos há 200 anos atrás, somos seres que prosseguem em sua evolução diariamente, podemos sim optar por mantermos os olhos fechados para a dura realidade dos animais ou abrí-los para que nossa reforma íntima vá se completando. 



A opção é nossa, mas devemos nos lembrar que mesmo de olhos fechados para o mundo, os animais continuarão a sofrer e apenas adiaremos algo que nos será inevitável: Amá-los tal como Deus os ama.


Simone Nardi


Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana


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