Mostrando postagens com marcador emoções. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador emoções. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Após a Morte- Miramez

 
Foto; Cairo, rot, by. S.N



Questão : 0598/LE



Após a morte, conserva a alma do animal a sua individualidade, porque ela é indivisível, no entanto, a consciência do seu eu fica em estado latente por lhe faltar evolução para tal.

Ao espírita, principalmente, cabe entender que a consciência cresce de acordo com o despertamento espiritual. No homem, o caso é diferente: ele, já mesmo encarnado, possui a consciência de si mesmo pelo raciocínio, e se fica em certo transe depois da sepultura, é porque a desencarnação traz um abalo emocional, e o Espírito perde a consciência temporariamente.

Não existe tempo demarcado para todos: é conforme o seu grau de evolução espiritual. Existem muitos que não passam pelo sono, são Espíritos elevados que deixam o corpo qual a roupa imprestável.

Em se falando dos animais, a sua vida inteligente permanece em estado latente como nos informa "O Livro dos Espíritos". Há muitas filosofias espiritualistas que ensinam de modo diferente, que as almas dos animais pertencem a um todo, que ao deixar o corpo perde a sua individualidade, penetrando na massa que corresponde ao seu viver. Essa informação é enganosa; o animal não perde a sua individualidade, ele a conserva nos planos que a vida espiritual reserva para todos, sob a guarda de Entidades que trabalham com amor para a evolução de todos, voltando em outros corpos de acordo com as suas necessidades.

Não fiques pensando que o teu cão, cavalo, ou macaco se dissolveu no espaço, por informações descabidas dos invigilantes. Eles continuam a existir com mais propriedade e cada vez mais crescendo, porque a lei de Deus comanda o progresso. Tudo progride para sempre. Os animais, no amanhã, vão ter consciência de si mesmos. Esperemos. O tempo que se move pelas bênçãos de Deus vai nos mostrar, como mostrou em relação a nós outros, quando éramos animais como eles.

Sejamos confiantes, que a bondade do Senhor é para todos, sem exceção. Quem transita por essas colônias espirituais no serviço de Nosso Senhor Jesus Cristo, não fica na dúvida, por ver os trabalhos operados pelos animais nessas casas de caridade. Em muitos lugares na Terra, eles, em corpo astral, cooperam com os homens, até o ponto que o destino permite. Até nos templos de caridade cristã, muitos deles ficam de ronda, para não permitir invasão das sombras. Os animais, no plano do Espírito, são mais obedientes aos Espíritos que os comandam, por encontrarem neles mais amor do que os homens podem dar.

Os videntes podem confirmar o que falamos sobre eles; quantas vezes acontece o dono de determinados animais vê-los rondando a casa, depois da morte dos mesmos? É, pois, uma prova de que ninguém morre, que nada morre; tudo vive para sempre, cada vez mais crescendo para Deus, porque d'Ele tudo emana.

Que Deus abençoe aos animais, que tanto nos servem nas nossas lides espirituais.

Após a morte, encontramos mais vida, e Deus se encontra presente em toda parte.

Miramez




Fonte 



O LE comentado 





Gostou deste artigo?
Mande um recado pelo
FALE CONOSCO 
Nos Ajude a divulgar 
Twitter 
Facebook 
Enviar por email




©Copyright Blog Irmãos Animais-Consciência Humana - Simone Nardi -2014 
 Todos os direitos reservados 
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS - CÓPIA E REPRODUÇÃO  LIBERADAS DESDE QUE CITADA A FONTE - 2014

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Animais, Nossos Irmãos - (Estudo) Parte 5

“Solidão é lava que cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo
Solidão palavra cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão”
Paulinho da Viola

 
Senciência Animal

Sempre que levantamos a questão da carne, obtemos duas respostas distintas, que , com o esforço de muitas pessoas que lutam pela libertação animal, aos poucos estão desaparecendo. A primeira era a antiga crença de que os animais não eram sencientes (seres que podem ter emoções, sensações, vontades), a segunda é que poderiam ser explorados porque não eram inteligentes (raciocínio na resolução de problemas, memória, etc). No entanto, são duas barreiras que iremos quebrar de uma vez por todas. Seria bem simples dizermos de pronto, que o fato de um Ser qualquer , não ser considerado inteligente, não nos permite fazermos com ele as atrocidades que cometemos para com os animais, esse é um principio apenas, mas vamos fortalecer ainda mais nossas argumentações para que não restem dúvidas.

Qual ser humano poderia fazer mal a um ser senciente, que tem emoções, que sente dor, que sente alegria? Logicamente nenhum, não podemos nos permitir proporcionar dor ou sofrimento, tristezas ou amarguras. Por isso algumas pessoas relutavam –algumas ainda relutam- em aceitar que os animais são seres sencientes. As que aceitam, logo se propõe a dizer que, por eles não serem inteligentes, poderiam ser abatidos de um modo que não sentissem dor. O problema é que a senciência não se restringe ao campo da dor material simplesmente no momento do abate. Quando nós estamos solitários e tristes, sabemos o que é a tristeza, embora seja uma dor palpável, e sabemos que os sentimentos não são palpáveis, não são materiais, compreendemos que eles provêm sim, de algo material para poderem ocorrer, a tristeza provêm da dor do encarceramento do corpo, a alegria provêm da felicidade do corpo de ser livre, tudo isso torna-se ou não, dor. Os animais sofrem desde o nascimento, encarcerados em celas minúsculas, ora com excesso de indivíduos, sendo forçados de um lado a outro, ficando confinados para que a carne fique tenra, entre outras torturas. O sofrimento deles não ocorre apenas no momento do abate como muitos querem crer, mas durante toda sua vida, isso devido à senciência: eles sentem dor, sentem tristeza e o pior, sentem medo, muito medo e esse já é um aspecto psíquico que deve ser levado em alta conta por qualquer pessoa que se coloque como racional.

Por isso a necessidade de quebramos essa barreira erguida pelos seres humanos em relação aos animais. Não nos será possível, dentro do campo da compaixão e da caridade, fazermos qualquer ato de crueldade para seres que reconhecemos como sencientes, não teremos mais desculpas para explorá-los quando conseguirmos notar que eles, tal como nós, sofrem, não importa aí se a dor é apenas moral ou física, dor é dor, e nenhum ser, mesmo os considerados não inteligentes, apreciam sofrer. Não podendo mais mentir ou omitir a consciência animal, será necessário que assumamos uma nova postura diante deles. Negar isso hoje em dia já é algo ultrapassado, a ciência prova que eles sentem dor, então passaram a anestesiar os animais para aliviar essa dor, inventaram o abate humanitário, mesmo sabendo que a humanidade ainda não é tão humana quanto se imagina. Esse é o chamado Bem-Estar animal, a qual tantas pessoas, entre elas espíritas, se referem; nada mais é do que uma exploração disfarçada, uma tortura consentida, o fato de tratá-los com “menos dor”, significa ainda que a dor está ali presente, mesmo que em menor intensidade, melhorar a dor não é caridade, eliminar a dor e o sofrimento sim, e nós temos essa opção, e não se trata mais da exploração inconsistente que temos ao dizer que podemos ou não usar de nosso livre arbítrio, temos que ter consciência de que fazemos um mal, e podemos ou não, evitar fazer esse mal.. Se tomarmos a senciência como ponto de partida, e nos colocarmos no lugar da vítima, como seres sencientes que somos, veremos que não será melhor que vivamos confinados, mesmo que com boa comida. Veremos que não será vantajoso, nem satisfatório que vivamos sendo furados, obrigados a ingerir medicamentos, anestesiados, abertos e costurados, mesmo que no fim de tudo, sejamos eutanasiados “sem dor” . O medo é algo que não pode ser anestesiado, nem apagado da mente, e medo nada mais é do que reflexo da experiência da dor.

Sabemos que nosso cão está alegre porque vemos a expressão corporal dele, alegria é sinal de senciência, e reconhecemos isso. Sabemos que está com medo quando lhe damos uma bronca e ele corre se esconder, outro sinal de senciência que reconhecemos. O que devemos ter em mente agora é que nenhum animal é tão diferente como queremos acreditar. Bois, galinhas, suínos, elefantes, conseguem manifestar seus sentimentos tal como o nosso animal de estimação então, assim como não maltratamos nosso mascote, não podemos maltratar qualquer outro animal que , reconhecidamente agora sabemos, é também senciente.

Todos os casos que narramos anteriormente, nada mais são do que provas da senciência animal, em cada um dos casos, podemos notar a vontade, o desejo, a dor ou a alegria de cada animal, então não há porque nos enganarmos mais.Nós, como seres sencientes, devemos sentir alguma coisa em relação a isso. Esse sentimento nada mais seria do que compaixão, e a mudança de comportamento, a caridade. Mas ainda resta uma barreira. A Inteligência Animal... 




  Referências Bibliográficas
KREISLER, Kristin Von - A Bondade nos Animais
REGAM, Tom – Jaulas Vazias
SINGER, Peter- Libertação animal,Ética Prática e Vida Ética
MASSON, J. Moussaieff - Quando os elefantes choram
TREZ, Thales e GREIF, Sérgio – A Verdadeira face da experimentação animal





* Na próxima parte trataremos sobre a inteligência animal, até lá.






Simone Nardi





Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.





Gostou deste artigo?
Mande um recado pelo
FALE CONOSCO 
Nos Ajude a divulgar 
Twitter 
Facebook 
Enviar por email




©Copyright Blog Irmãos Animais-Consciência Humana - Simone Nardi -2014
 Todos os direitos reservados 
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS - CÓPIA E REPRODUÇÃO  LIBERADAS DESDE QUE CITADA A FONTE - 2014


domingo, 16 de março de 2014

Bellydance Solidário



O Bellydance Solidário (BDS) é um grupo formado, em sua maioria, por bailarinas de danças árabes, e foi fundado em 2012 por Nitya Montenegro.

O objetivo do projeto é realizar ações culturais e educacionais, visando estimular as diversas manifestações artísticas e conscientizar as pessoas no respeito aos animais e ao meio ambiente. 

Um de seus subprojetos é a realização de eventos cuja renda é totalmente revertida para abrigos e ONGs do Rio de Janeiro que lutam pela causa animal.

O grupo já realizou 3 eventos com sucesso de organização e de público (dois DesapegArte e um DesapegArte + A Dança é o Bicho). 

Nossa amiga Tatiane Nunes, sempre pensando nos animais complementou ainda mais o trabalho juntando em 2013 o projeto dela "A Dança é o Bicho" - evento que ela organiza desde 2004 para ajudar abrigos de animais e a conscientizar adultos e crianças - e que se juntou ao Bellydande Solidário em 2013.

Esse ano, 2014 o nome do  evento será a Arte é o Bicho, pois vai juntar muitas artes em um só evento (teatro, danças,  palestras, circo) , tudo voltado para conscientização e ajuda aos animais. 


O evento está marcado para o dia 28 de setembro no Tijuca Tênis Clube.

Agregue essa ideia

CONTATO

contato@bellydancesolidario.com.br
 
Responsáveis:

Nitya Montenegro e Tati Nunes  

 Viste o site: Bellydance Solidário







Gostou deste artigo?
Mande um recado pelo
FALE CONOSCO 
Nos Ajude a divulgar 
Twitter 
Facebook 
Enviar por email




©Copyright Blog Irmãos Animais-Consciência Humana - Simone Nardi -2014
 Todos os direitos reservados 
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS - CÓPIA E REPRODUÇÃO  LIBERADAS DESDE QUE CITADA A FONTE - 2014









domingo, 26 de janeiro de 2014

O que os cachorros sentem ?



O pastor-belga Mal feliz, triste e com medo (da esquerda para a direita)


Segundo pesquisa da Universidade da Flórida, a maioria das pessoas é capaz de entender as expressões dos cães.

Basta olhar para o rosto de uma pessoa para presumir o que ela está sentindo ou pensando. A empatia, como é chamada a habilidade de distinguir e fazer suposições sobre o que se passa na mente alheia, demanda circuitos neurais sofisticados e tem papel-chave, por exemplo, na socialização, na criação de vínculos e na aquisição de cultura. E essa capacidade, segundo pesquisadores da Universidadeda Flórida, não se restringe a teorizar apenas sobre os membros da nossa espécie – em estudo publicado no European  Journal of Social Psychology, eles mostram que a maioria das pessoas é capaz de interpretar o que os cães estão sentindo.

No experimento, os psicólogos despertaram algumas emoções em Mal, um pastor-belga adestrado pela polícia local. Para isso, deram remédio de sabor desagradável, brincaram com ele, fingiram repreendê-lo e simularam um assalto. A intenção era provocar no animal reações de nojo, alegria, medo, agressividade, enquanto filmavam e fotografavam suas expressões. Em seguida, com a ajuda de especialistas em comportamento canino, os pesquisadores selecionaram fotos para serem mostradas a 50 voluntários, metade deles “inexperiente” com cães, isto é, não convivia diariamente com ao menos um.

Ao contrário do esperado, a capacidade de interpretar as expressões de Mal diferiu pouco entre os dois grupos de voluntários.  Curiosamente, os menos experientes com cães foram ligeiramente mais hábeis em identificar agressividade. Na média geral, mais de 80% das pessoas acertaram quando o animal estava alegre (feição marcada pela língua de fora e as orelhas em pé); quase metade distinguiu o medo; 37% e 13% identificaram, respectivamente, tristeza e nojo.

 






Gostou deste artigo?
Mande um recado pelo
FALE CONOSCO 
Nos Ajude a divulgar 
Twitter 
Facebook 









sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Os animais pensam como nós?

Franguinho
Será que o homem é realmente tão mais inteligente do que as outras espécies?

por Rodrigo Cavalcante

Nenhum pesquisador duvida que o pensamento abstrato do Homo sapiens é um feito inédito no mundo animal. Mas, quanto mais os cientistas sabem sobre espécies como chimpanzés, gorilas, orangotangos, baleias e golfinhos, mais eles chegam à conclusão de que a barreira intelectual que separa os homens desses animais é bem menor do que se imaginava.

Dois estudos pioneiros, nas décadas de 1950 e 1960, foram fundamentais para diminuir essa distância. O primeiro, realizado na ilha de Koshima, no Japão, detectou que os macacos da região eram capazes de aprender novas técnicas para se alimentar a partir da mudança do hábito de um dos seus pares. A pesquisa revelou que um jovem macaco provocara uma pequena revolução na ilha ao passar a lavar a batata-doce num pequeno braço d’água antes de comê-la, ato que passou a ser repetido por três quartos de todos os macacos jovens da ilha. A descoberta provou que o homem não era o único a transmitir um comportamento socialmente adquirido – não transmitido geneticamente nem aprendido individualmente. O segundo estudo foi o da inglesa Jane Goodall que, ao conviver com chimpanzés na Tanzânia, provou que esses primatas tinham uma complexa vida social, uma linguagem primitiva com mais de 20 sons e a capacidade de usar diversas ferramentas para obter alimento – algo considerado exclusivo da nossa espécie. Além disso, os pesquisadores sabem que mamíferos como baleias, golfinhos e elefantes conseguem aprender e ensinar.

Cultura e política

Como até a ONU já reconheceu que não dá mais para tratar os grandes primatas como animais comuns (o secretário-geral da ONU Kofi Annan escreveu que, “assim como nós, eles têm autoconsciência, cultura própria, ferramentas e habilidades políticas”), é bem possível que, no futuro, o homem venha a descobrir que se comportou diante dessas espécies com a mesma arrogância das velhas teorias de superioridade racial.


Fonte: Super Abril




Gostou deste artigo?
Mande um recado pelo
FALE CONOSCO 
Nos Ajude a divulgar 
Twitter 
Facebook 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Animais pensam? Quem come carne acha que não...

Gato
Na selva, um leão abate sua presa sem hesitar. Mas, para muitos humanos, imaginar que animais sentem dor, prazer ou medo é suficiente para abrir mão de saborear carne. Uma pesquisa divulgada pelo Personality and Social Psychology Bulletin mostra que a maioria das pessoas que come carne reluta em acreditar que os animais tenham habilidades mentais capaz de fazê-los pensar e sofrer antes da morte.

A negação parece uma tentativa de se justificar moralmente”, diz o psicólogo Brock Bastian, da Universidade de Queensland, na Austrália. O pesquisador e seus colegas questionaram os participantes se queriam comer fatias de carne ou de maçã depois que fizessem uma tarefa. Em seguida, pediu que descrevessem, em um texto breve, como imaginavam o ciclo de vida completo de um animal abatido e como avaliavam as faculdades mentais de um bovino. Os voluntários que escolheram comer carne depois do teste tinham ideias mais “conservadoras” sobre a mente dos animais. A maioria negou que pudessem pensar e ter sentimentos.

“A empatia, que é a capacidade de reconhecer e até mesmo experimentar as emoções dos outros, nem sempre é útil. Pessoas que vivem em sociedades que se alimentam de carne recorrem à negação para alinhar sua moral às tradições e comer sem culpa”, diz Bastian.


Fonte: Mente e Cérebro




Gostou deste artigo?
Mande um recado pelo
FALE CONOSCO 
Nos Ajude a divulgar 
Twitter 
Facebook 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Os animais são ou não capazes de pensar?

Imagem:Chimpanzé pensativo


Séculos de estudo: afinal, os animais são ou não capazes de pensar?



Imagine um animal em situação de perigo. Antes de se aproximar do objeto ameaçador, ele apenas observa de longe seus movimentos. Depois, vencido pela curiosidade, se aproxima, não sem saltar para trás em apreensão – e precaução. Quando considera que não há perigo, ganha confiança e volta a agir normalmente.

Esse comportamento certamente parece inteligente. Os humanos poderiam muito bem se comportar de forma similar quando se deparassem com algo estranho e potencialmente perigoso. Mas o que realmente acontece com os animais: um processo de pensamento deliberado ou mero instinto animal?

A questão é antiga. Aristóteles e René Descartes acreditavam que o comportamento animal era governado puramente por reflexos. Já Charles Darwin e o psicólogo William James argumentaram que os animais deveriam ter uma vida mental complicada.

Agora, estamos mais perto do que nunca de resolver esse debate. Uma grande quantidade de relatos de comportamentos animais está fazendo muitos biólogos acreditarem que certas criaturas realmente têm pensamentos rudimentares. 

Enquanto isso, as últimas imagens cerebrais de experimentos estão ajudando os cientistas a compreender que tipo de anatomia é necessária para um cérebro pensante.Embora seja improvável que as vidas mentais dos animais sejam tão complexas quanto a nossa, há muito mais acontecendo em suas cabeças do que se pode imaginar.

Na década de 1970, o zoólogo americano Donald Griffin começou a esquentar esse debate. Ele foi uma das primeiras pessoas a descobrir a “ecolocalização” dos morcegos, e comportamentos tais como a capacidade dos castores de cortar pedaços de madeira para encaixar precisamente nos furos particulares de suas barragens, bem como a capacidade dos macacos de usar suas vozes (chamadas diferentes) para enganar os outros – tudo sugeria que os animais podiam pensar.

Os céticos achavam que isso era muito subjetivo. As observações de Donald perderam credibilidade por ele achar que todos os animais eram conscientes – ele queria provar que, cada vez que qualquer animal fazia qualquer coisa com qualquer ingenuidade, tão primitivo quanto um vaga-lume brilhando no escuro, ele estava consciente. 

Hoje, no entanto, apesar do valor do trabalho de Donald, a pesquisa está mais objetiva e sistemática. Mais popular é a ideia de que as experiências mentais de outros animais se encontram em uma espécie de espectro, variando de um tipo primitivo de consciência ao fluxo rico e complexo de pensamentos da mente humana.

A mosca da fruta é o animal perfeito para explorar uma das extremidades desse espectro. Ao longo dos últimos anos, cientistas mostraram que esses insetos têm um pré-requisito essencial para a consciência: ao invés de responder aleatoriamente a tudo à sua volta, eles podem selecionar em que prestam atenção com base em suas memórias. 

Por exemplo, as moscas são mais propensas a explorar novos objetos adicionados ao ambiente do que coisas que estiveram lá por um tempo. Quando os pesquisadores reduziram a capacidade da mosca da fruta de formar memórias, isso prejudicou sua capacidade de atender a novidade, de modo que os insetos responderam mais ao acaso.
Atenção flexível existe, provavelmente, até no mais simples cérebro, o que significa que muitas criaturas, incluindo peixes, anfíbios e répteis, também pode ter esse tipo de consciência. Sendo assim, quais animais, se houver algum, mostram sinais mais avançados de experiência mental?

Os melhores indícios até agora são de animais que exibem formas particularmente complexas de comportamento, como a capacidade de planejar o futuro. 

Até recentemente, os cientistas acreditavam que essa característica era unicamente humana. No final de 1990, pesquisadores descobriram que o pássaro gaio-azul pode usar memórias específicas de acontecimentos do passado para fazer planos para os tempos à frente. 

Em 2006, pesquisadores descobriram que essa capacidade se estendia aos beija-flores. Eles podem se lembrar da localização de certas flores e quão recentemente estiveram em um local, e usar essas informações para orientar seu comportamento futuro. 

Desde então, os estudos sugerem que primatas, ratos e polvos mostram alguma aptidão para o planejamento futuro, também.

O problema é se esse comportamento é flexível. Se não, o ato pode ser apenas um instinto evoluído, por mais complexo que pareça ser. Por exemplo, corvos conseguem usar uma ferramenta “antiga” para um novo uso (um galho para verificar objetos potencialmente perigosos foi usado mais tarde para pegar comida dentro de um tubo).

Corvídeos podem até ser capazes de adivinhar o comportamento de outra ave. Por exemplo, experiências constataram que os corvos tomam medidas para proteger alimentos de outros corvos que poderiam tê-los visto escondendo-os, mas ficam despreocupados com corvos presos atrás de um obstáculo que teriam bloqueado a sua visão (e assim não teriam visto onde eles esconderam a comida). Em outras palavras, eles têm uma “teoria da mente” básica, que não é possível sem algum tipo de processo de pensamento.

Algumas outras criaturas também devem ter essa capacidade; não surpreendentemente os primatas estão entre essa elite. Se os chimpanzés roubam comida, por exemplo, são extremamente silenciosos se outro membro do grupo estiver ao alcance de sua voz. Mais impressionante ainda, eles parecem ser capazes de adivinhar como outro pode ter agido no passado. 

Durante uma caça à comida, os chimpanzés tentam adivinhar onde seus concorrentes poderiam ter procurado primeiro, para que eles possam procurar em locais menos óbvios. Baleias, ursos e cães ainda não provaram suas habilidades neste tipo de tarefa, mas não deixam de mostrar alguns sinais de empatia que sugerem que eles também devem ter uma vida mental relativamente avançada.

No entanto, ainda falta uma característica importante do pensamento humano nos animais, chamada de “metacognição”: a habilidade de monitorar e controlar memórias e percepções, permitindo-nos pensar, por exemplo, “eu sei que eu sei isso” ou “eu não tenho certeza de que estou certo”, ou ainda sentir que o nome de alguém está na ponta de sua língua.

A importância disso para o pensamento humano é comparável ao uso da linguagem e das ferramentas. Evidência de metacognição em outros animais, portanto, seria uma grande prova da existência da mente animal.

Alguns cientistas começaram a explorar o assunto no início de 2000. Por exemplo, em um experimento, um grupo de macacos observou uma imagem e, depois de um tempo, tiveram que tentar selecionar a imagem de um grupo de quatro. Para quem acertasse, o prêmio era um amendoim. 

Em um fluxo de experiências, no entanto, os macacos poderiam perder a chance de ganhar o amendoim, em troca de um prêmio garantido – um alimento processado de macaco menos desejável. Os cientistas suspeitam que os macacos deixavam “passar” essa opção quando não tinham certeza da resposta.

Ele estava certo. Macacos que tinham a oportunidade de “passar” para a frente desempenharam muito melhor nos testes do que 0s do experimento “tudo-ou-nada”. Isto sugere que, quando dada a oportunidade, eles eram totalmente capazes de avaliar a sua confiança na tarefa, fornecendo evidências convincentes para a metacognição no macaco.

Novas pesquisas sugerem que eles são parte de um conjunto selecionado com essa capacidade. Os chimpanzés, como os macacos, demonstraram metacognição, mas os macacos-prego, embora inteligentes em outras áreas, parecem cair nesse obstáculo. Os resultados para os golfinhos não são claros, mas já ficou certo que criaturas como o pombo não estão à altura do desafio.

Descobrir se outras espécies inteligentes como os golfinhos e, talvez, os corvos, possuem metacognição é crucial para nosso entendimento da mente. Os cientistas precisam saber se a metacognição desenvolveu apenas uma vez, na linha dos primatas (que leva a macacos e humanos), ou se a característica se desenvolveu repetidamente e convergentemente, com picos de sofisticação cognitiva, em golfinhos, corvos, macacos e pessoas. Se esse for o caso, mudaria toda a nossa compreensão da evolução do cérebro dos primatas.

Muitos cientistas, entretanto, continuam achando que os humanos estão em um nível completamente diferente e muito maior de pensamento. Os chimpanzés, por exemplo, simplesmente não entendem conceitos físicos abstratos, como peso, gravidade e transferência de força. 

Tente colocar uma banana perto da gaiola um chimpanzé e fornecer-lhe algumas ferramentas para alcançar seu potencial lanche. Ele estará tão propenso a tentar usar um material desajeitado e mole quanto um objeto rígido para alcançar a banana. 

Ou seja, os chimpanzés podem raciocinar sobre coisas diretamente perceptíveis, mas somente os seres humanos têm um nível superior de pensamento que não depende apenas de estímulos sensoriais, permitindo-os formar conceitos mais abstratos, como gravidade ou força. 

Esses cientistas céticos são minoria, mas continuam achando que os animais não têm consciência. Como Descartes, eles chegaram à conclusão de que a linguagem é essencial para o pensamento. Isso porque mesmo um comportamento engenhoso – que não envolva linguagem – pode ser feito sem estar consciente (veja os humanos dirigindo um carro sem nem pensar nisso). Os comportamentos que eles não concebem fazer inconscientemente são os que envolvem o uso de linguagem.

Um dos problemas nessa área é que os estudos de comportamento só podem chegar a um certo ponto: você poderia mostrar um animal como uma mosca colocando chapéu e vestindo roupas, e ainda algumas pessoas poderiam dizem que é apenas uma série de reflexos.

Por essa razão, alguns pesquisadores estão tentando novas abordagens que possam resolver o argumento de uma vez por todas. Imagens do cérebro é uma das possibilidades mais promissoras. 

Por exemplo, pesquisadores usaram ressonância magnética funcional para estudar assinaturas de consciência do cérebro humano. Eles descobriram que existe um padrão similar de atividade neural cada vez que nos tornamos conscientes da mesma imagem de uma casa ou de um rosto, mas não processamos a informação da imagem inconscientemente. O trabalho sugere que o pensamento consciente não depende de qualquer região exclusivamente humana do cérebro, ou seja, não há nenhuma razão anatômica para dizer que o pensamento é exclusivo das pessoas.

Outro trabalho neurocientífico revelou alguns pré-requisitos importantes para a consciência que podem estar presentes em alguns animais. Conexões neurais que permitem que o tálamo transmita informações de sentidos para o córtex, por exemplo, parecem ser vitais para a percepção consciente. Outros mamíferos além de nós possuem tal conexão, por isso, eles têm pelo menos substratos para a consciência. Provavelmente podemos dizer o mesmo sobre as aves, o que parece se encaixar com as conclusões dos estudos comportamentais.

Algumas pessoas nunca vão se convencer do pensamento animal, já que acham que não há dados que possam responder a essa pergunta. Já outros estão otimistas com a procura dos equivalentes animais ao tálamo e córtex para resolver de vez o argumento. 

O que você acha?


Fonte: HypeScience



Gostou deste artigo?
Mande um recado pelo
Nos Ajude a divulgar 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Introdução: Os Animais Sentem?

Foto By S.N
Imagem:Cão SRD,Clara
Recebemos em 2013 um série de RECLAMAÇÕES através do Fale Conosco a respeito de oradores espíritas, apresentadores de rádio e alguns padres que alegavam que os animais não pensavam , não sentiam e não possuíam alma. Enviamos vários emails solicitando Direito de Resposta que não foi atendido em nenhuma das ocasiões, ao contrário, a coisa parece ter piorado e outros programas da RBN passaram a emitir a mesma opinião de que animais não sentem e não pensam.

Acreditamos que é a falta de informação que possibilita à apresentadores, padres, locutores , professores e tantos outros, a falar coisas sobre os animais que já foram descobertas pela ciência: Animais não pensam. Animais não sentem.Animais não tem alma. Essas são algumas das pérolas que temos ouvido mesmo com a enorme quantidade de informações que as contradizem.

Seria preguiça dos apresentadores? Dos religiosos? Dos professores?

Seria falta de interesse?

Pode até ser, porém a nenhum deles é permitido dizer tantas coisas errôneas num século onde a Tecnologia disponibiliza tantos canais para elevar o conhecimento.

Pensando na falta de vontade deles, na preguiça mental e em sua imensa falta de interesse pela realidade, vamos disponibilizar nos próximos dias uma série de artigos científicos que fundamentam, desvelam e desmentem alegações de que animais são meros objetos.

Sabemos que eles não possuem humildade suficiente para admitir seus erros, mas queremos informar a todos aqueles que por acaso tenham ouvido tais alegações falaciosas e dizer para que não acreditem nelas, ao contrário, busquem se informar e informar o locutor sobre as inverdades pronunciada por ele. 

Essa será uma semana somente sobre esse assunto, fique ligado e...

Boa leitura.



Filhote de macaco


Os animais têm emoções?

Marc Bekoff


Uma das perguntas mais quentes do estudo do comportamento animal é: "Os animais têm emoções?" E a resposta simples e correta é: "Claro que eles têm." Basta olhar para eles, ouvi-los e, se tiver coragem, sentir os odores que espalham quando interagem com amigos e inimigos. Olhe para os seus rostos, caudas, órgãos e, mais importante, os seus olhos. O que vemos do lado de fora nos diz muito sobre o que está acontecendo dentro das cabeças e dos corações dos animais . As Emoções animais deixram de ser um mistério.
 
Quando comecei meus estudos há três décadas atrás, a pergunta era: "Qual é a sensação de ser um cão ou um lobo?"-Pesquisadores , quase todos céticos, , passavam o tempo se perguntando se os cães, gatos, chimpanzés e outros animais sentiam . Mas sentimentos não se encaixam sob um microscópio .
 
Mas agora há muito menos céticos; revistas científicas de prestígio publicam ensaios sobre a alegria em ratos, a dor em elefantes e a empatia em camundongos e ninguém pisca. A questão de real importância não é se os animais têm emoções, mas como as emoções nos animais evoluíram. Simplificando, as emoções têm evoluído como adaptações em numerosas espécies. Elas servem como uma cola social de relacionamento uns com os outros animais e também catalisam e regulam uma grande variedade de encontros sociais entre amigos e inimigos.
 
Emoções permitem aos animais comportarem-se de forma adaptável e flexível, utilizando vários padrões de comportamento em uma grande variedade de locais. A pesquisa mostrou que os ratos são roedores empáticos, mas acontece que eles são amantes da diversão também. Também lemos relatos de iguanas na busca do prazer; baleias amorosas; babuínos irritados; elefantes que sofrem de flashbacks psicológicos e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT-elefantes têm um enorme hipocampo, uma estrutura cerebral no sistema límbico, que é importante no processamento de emoções ; pode ser observado o luto em lontras, gralhas e burros; o peixe é  sensível e foi possível encontrar um cão com visão que serve como um "cão guia" para seu amigo canino cego.  


Hoje o paradigma mudou a tal ponto que o ônus da "prova" agora recai sobre aqueles que ainda argumentam que os animais não sentem emoções.
 
Muitos pesquisadores também reconhecem que devemos ser antropomórficos (atribuir características humanas aos animais) quando discutimos as emoções animais, mas fazendo isso com cuidado, ainda podemos dar as devidas consideração aos pontos de vista dos animais. Não importa do que podemos chamar(antropomorfismo ou não),  pesquisadores concordam que os animais e os seres humanos compartilham muitas características, incluindo emoções. Assim, não estamos inserindo algo de humano em animais, mas sim, estamos identificando semelhanças e, em seguida, usando a linguagem humana para comunicar o que observamos. Ser antropomórfico nada mais é do que agir naturalmente, o que é  necessário para compreender as emoções animais.
 
Poderíamos mesmo esperar encontrar relacionamentos íntimos, duradouros e cativantes emocionalmente entre membros da mesma espécie, mas os relacionamentos improváveis ​​ocorrem também entre animais de espécies muito diferentes, mesmo entre os animais que são normalmente "predador e presa" ! Tal é o caso de Aochan, uma cobra que fez amizade com um hamster anão chamado Gohan, em Mutsugoro Okoku , no Zôo de Tóquio, e uma leoa no norte do Quênia, que adotou um bebê órix (geralmente um aperitivo antes de uma refeição maior) em cinco ocasiões diferentes.
 
É ruim para biologia argumentar contra a existência de emoções nos animais. A investigação científica em biologia evolucionária, etologia cognitiva (o estudo da mente animal) e a neurociência social, apoiam a visão de que numerosos e diversos animais têm vida emocional rica e profunda. (Aqui eu me concentro em mamíferos, embora haja dados mostrando que os pássaros e, talvez, a experiência de que peixe possuem emoções, bem como dor e sofrimento.)
 
Ideias bem aceitas por Charles Darwin, sobre a evolução, de continuidade que as diferenças entre as espécies são diferenças apenas em grau grau e não de tipo-argumentar, já que ele observava fortemente para a presença de emoções animais como empatia e comportamento moral. Essa continuidade nos permite ligar os "pontos evolutivos" entre espécies diferentes para destacar semelhanças nos traços evolutivos, incluindo sentimentos e paixões individuais. Todos os mamíferos (incluindo os humanos) partilham estruturas neuroanatomicas, como a amígdala e vias neuroquímicas no sistema límbico, que são importantes para os sentimentos.

 Os neurônios-espelho ajudam a explicar sentimentos como empatia. Pesquisas sobre esses neurônios apoiam a noção de que os indivíduos podem sentir os sentimentos dos outros(Alteridade- nota do Blog). Os neurônios-espelho nos permitem compreender o comportamento de outra pessoa, imaginando-nos realizar o mesmo comportamento e, em seguida, projetando-nos mentalmente no lugar do outro indivíduo.
 
Não sabemos ainda até que ponto várias espécies compartilham esta capacidade , mas não há evidências de que os seres humanos sejam os únicos a possuí-la. Macacos  ajudam um ao outro na busca de alimentos e elefantes consolam outros em perigo. Os neurônios-espelho também ajudam a explicar as observações de macacos rhesus que não aceitam alimentos se outro macaco sofre quando eles o conseguem e ratos empáticos reagem mais fortemente a estímulos dolorosos após observaram outros ratos com dor.
 
As fronteiras entre "eles" e "nós" são obscuras e permeáveis, e o estudo das emoções nos animais nos ajuda a responder a grande questão de "quem somos?". Outra questão importante para que as respostas sejam reveladas pelo estudo das paixões nos animais é: "Os animais podem ser seres morais?".  Em meu desenvolvimento do fenômeno que  chamo de "justiça selvagem", defendo que eles podem. Muitos animais distinguem o certo do errado e vivem de acordo com um código moral.
 
Quando as pessoas me dizem que amam os animais, porque eles são seres sencientes, mas  em seguida, abusam deles, eu lhes digo que estou feliz por não me amarem. Costumo perguntar aos pesquisadores que realizam trabalhos invasivos com animais ou pessoas que trabalham em fazendas industriais "você faria isso com seu cachorro?" Alguns se assustam ao ouvir essa pergunta, mas se as pessoas não vai fazer alguma coisa para seu próprio cão, por que fazem isso diariamente para outros cães ou camundongos, ratos, gatos, macacos, porcos, vacas, elefantes ou chimpanzés? Nós precisamos saber o por quê. Não há dúvida alguma de que, quando se trata de o que pode e não pode fazer para os outros animais, são as suas emoções que devem informar os nossos debates e nossas ações em seu nome.
 
As emoções são os dons dos nossos antepassados. Nós temos, e assim também as têm outros animais. Nunca devemos nos esquecer isso. Quando se trata de bem-estar animal, podemos sempre fazer melhor. Na maioria das vezes, "o bem-estar" não é bom o suficiente.



Fonte: UOL 




Links relacionados




Programa de Radio diz que animal não sente






  Gostou deste artigo? 
Mande um recado pelo
Nos Ajude a divulgar