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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Alimentação carnívora - Pai Benedito responde

Carnívoro

Pergunta: Devemos parar ou não com a alimentação carnívora? Muitos combatem isso dizendo que a carne não interfere na mediunidade, que importa realmente é o espírito de caridade.

Pai Benedito: Filho, notamos as lágrimas que correm dos olhos dos bois e o medo ao ouvirem seus irmãos em evolução sendo trucidados pelo "ponteiro" nos frigoríficos; registramos os gemidos dos porcos, horas antes de serem sacrificados pela faca de ponta, ou ainda a agonia dos gansos tendo o seu fígado ultra desenvolvido para se transformar na pasta que será degustada como iguaria (patê de foie-gras) e ai nos questionamos: "Será que preservar toda esta dor, haja visto estes seres também estarem em fase de evolução, não seria um gesto de caridade???"

O ser humano gosta de se desvencilhar de suas responsabilidades colocando como foco principal o objetivo a ser alcançado, mas se esquece que para atingi-lo existe um caminho a percorrer.

Respeitamos nossos irmãos terrícolas que ainda necessitam da carne em sua alimentação, mas na visão de um preto de senzala que até hoje tenta aprender a se melhorar, tudo na vida é uma questão de reeducação.

Clinicamente a ciência já comprova que a carne demora mais tempo para ser digerida em nosso aparelho fisico, ocasionado problemas relacionados a pressão arteríal, taxas de colesterol, complicações cardíacas e do sistema linfático e até o surgimento de cânceres; isso já nos dá margem para compreender o quão nociva se torna essa prática alimenticia.

Do ponto de vista espiritual, notamos:

•Estados emocionais alterados, devido à carga tóxica psiquica que é agregada à carne exatamente no momento do sacrificio cruento do animal ou ao ambiente de sofrimento a que o mesmo é exposto, maquiado como "fase de engorda";

•Perda de energia do Duplo Etérico, que necessita enviar mais carga energética aos orgãos responsáveis para digerirem a carne absorvida, ocassionando assim uma taxa de baixa resistência no ser;

•Problemas de sintonia com a espiritualidade superior, mentores e guias que nos auxiliam em nossas tarefas mediunicas, deixando assim uma lacuna na aplicação de passes magnéticos, incorporações e canalizações de mensagens, pinturas etc...

•Ligação com formas vampirizadoras que procuram este tipo de energia para alimentar suas necessidades vibratórias, abrindo espaço para os ataques noturnos de "quiumbas" (*)na roupagem de "Incubus" e "Sucubus".  
                    

(*) espíritos desencarnados

Como podemos perceber, meu filho, sacrificar o irmão menor, que está como nós em fase evolutiva, para saciar o prazer regado a molhos e condimentos picantes à mesa, é atitude de "estágio evolutivo paralisado" Deus, o Arquiteto do Universo, nos presenteou com uma vasta fonte de alimentação natural que é rica nas substâncias necessárias para nossa evolução, ficando assim dispensável o consumo de carne animal.

Sabemos que muitos dizem ser difícil este desligamento e sugerimos que além de abandonar a alimentação carnívora, também estes meus irmão em Oxalá possam fazer uma reforma íntima intensiva. Não basta somente abandonar o vicio alimentício, mas também o vicio moral negativo.

Que cada um tire suas conclusões, filho, mas vale lembrar que as sensações de medo e dor que os seres humanos sentem ocorrem da mesma forma e talvez de maneira mais intensa no reino animal.

Rogando a Jesus que nos inspire a cultivar boas atitudes,


Pai Benedito

Canalizado por Géro Maita
ceuesperanca.blogspot.com




Fonte : Grupo de Umbanda Triângulo Fraternidade



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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Carne Vermelha e Prática Mediúnica

A ALIMENTAÇÃO DE CARNE VERMELHA É PREJUDICIAL?

 

 
Carnívoro

 

Essa  é uma das muitas questões com as quais nos deparamos nestes últimos anos. " A alimentação de carne vermelha [1] é prejudicial?"

 

A princípio é bom tentarmos compreender o enunciado da pergunta e suas verdadeiras intenções/preocupações.

 

1- É especista, pois a preocupação inicial é ,como de costume, com o médium.

 

2- Faz uma distinção inexistente , talvez por puro desconhecimento do que seja carne vermelha ou carne branca - já explicamos aqui o motivo de uma e outra no Artigo "Passes em animais -O que é carne e de onde ela vem", e na Nota 1 , o fim do artigo.

 

Compreendida a intenção da pergunta :caráter especista e desconhecimento do que vem a ser carne, a resposta a ser obtida , pela intencionalidade da pergunta, é simples:

 

P: A alimentação de carne vermelha é prejudicial?

 

R: Não.

 

Alien vegetariano

Quer dizer que a alimentação a base de carne está liberada para os médiuns? 

 

Sim. 

 

A alimentação a base de carne está liberada para os médiuns pouco estudados , que não sabem o que significa carne, nem o motivo da cor de cada filé e que pouco se importam com os animais. Para eles, bem como para os assistidos que irão receber o tratamento, em nada será prejudicial o uso da carne, mesmo em dias de trabalho, até porque carne para estes  médiuns não tem qualquer conotação de vida, não tem qualquer significado a não ser saciar o desejo de comê-la.

 

"Muito será cobrado daqueles que muito sabem" (A quem muito foi dado, muito será exigido)

 

Agora surge um novo problema. Será que hoje em dia é possível que alguém, que consiga raciocinar ao menos um pouquinho não saiba o que é "Carne"? Que não saiba de onde ela vem ou o que ela é?

 

Será que um espírita que estuda por 3, 4, 5 anos todos os escritos de Kardec, não tenha lido uma única vez o que venha a ser a carne? Será que este médium que mencionamos e que desconhece o que é carne realmente existe?

 

Porque se ele existir não deve ser um bom médium , pois demonstra pouco interesse em matéria de conhecimento.

 

"Espíritas, amai-vos. Instruí-vos

 

Vamos reler a questão novamente reconhecendo que  no Livro dos Espíritos há inúmeras questões sobre a Criação, sobre alma, espírito e todos os reinos, além claro de informações - que as pessoas deturpam o entendimento em prol de si mesmas - sobre o real significado da palavra carne.

 

" A alimentação de carne vermelha é prejudicial?"

 

1- Prejudicial a quem?Ao médium? Ao assistido? Aos animais?

 

2- Qual a diferença entre carne vermelha ou branca?

 

Ao lermos  o LE acabamos por descobrir que Carne na verdade significa Animais (com alma, sencientes, seres em evolução,caminhando em um reino pelo qual já  passamos - todas estas informações se encontram no LE).

 

Aliás, Emmanuel num texto muito lúcido nos traz essa confirmação .

 

"[...] o estudo dos animais, nossos irmãos inferiores, sinto-me à vontade para declarar que todos nós já nos debatemos no seu acanhado círculo evolutivo. São eles os nossos parentes próximos, apesar da teimosia de quantos persistem em o não reconhecer.(Emmanuel, Sobre os Animais)


Animal não é "coisa"

Para que a carne se torne carne é preciso que este irmão animal, futuramente um ser (h)umano não importando aí  o tempo que leve para isso, seja abatido, esfolado,eviscerado,fatiado e embalado. Para tanto, é necessário que um outro ser (h)umano, que passou igualmente por esse reino  o abata, o esfole, o eviscere e o fatie para que o médium possa saborear a carne, seja ela branca ou vermelha, já que os animais sejam eles aves, peixes, mamíferos ou répteis são seres sencientes ("Animais não são coisas") não importando aí a cor de sua carne. Correto?

 

No momento em que abatemos um animal estamos freando sua evolução (não, não acredite em pessoas que repetem que estes animais foram criados para o abate, é uma mentira para consolar o mal).

 

Quando freamos sua evolução através de sua morte violenta, sua alma/espírito não se desliga totalmente do corpo, e já aprendemos que ocorrem algumas situações. Relembraremos duas:

 

1- Momentos antes de sua morte o animal é cercado de vampiros que desejam sugar seus último minutos de vida.Para saber mais a respeito basta ler o Artigo "Espiritismo, Alimentação e Vampirismo".

 

2- Franciscanos, entre outros irmãos que se dedicam no Plano Espiritual a cuidar dos animais, auxiliam no desligamento de seus perispíritos e os recolhem para Colônias , como Nosso Lar, só que para animais, onde eles serão cuidados e  preparados para novas reencarnações.

 

Já falamos sobre o vampirismo nos frigoríficos (Espiritismo, Alimentação e Vampirismo), sendo desnecessário tratar deste assunto novamente. 

 

Quanto ao recolhimento dos animais.

 

Boi, "carne vermelha"

Imaginemos o trabalho destes irmãos que zelam pelo reino animal assistindo dia a dia centenas de animais serem mortos.Recolhendo, apagando de seus campos mentais o medo e a dor pela qual passaram antes da morte.

 

Apagando? 

 

Sim, deletando de seus campos mentais um "aprendizado" de dor e de morte que não lhes é necessário, ou seja, estamos atrasando a evolução de bilhões de animais anualmente e não desejamos perceber nada de mal nesse ato. Triplicamos o trabalho do Plano Espiritual em relação a morte, ao recolhimento, ao tratamento do campo mental/perispiritual, ao tempo de tratamento e espera para reencarnação que pode até ser longa dependendo de cada caso, isto para que adquiram estes irmãos, condições psíquicas para uma nova roupagem material .

 

Em nosso artigo "Eutanasia nos Animais", colocamos claramente que, mesmo para estes irmãos a morte por opção do tutor é uma atentado contra a vida , pois retira o animal de seu corpo material antes que sua programação esteja terminada, o que dirá então animais que são abatidos dentro de frigoríficos?

 

"[...] como consequência impede que os cordões fluídicos se rompam normalmente, pois a matéria morre diante dos olhos, mas o espírito permanece vivo e ainda ligado a ela durante algum tempo, até que os irmãos zoófilos terminem de cortá-los um a um."
Frangos, "carne branca"

 

Agora voltemos a questão retirando dela a intencionalidade principal que foi a de poupar o médium do dissabor de se reconhecer como partícipe da crueldade que é transformar um animal em bife: 

 

" A alimentação de carne vermelha é prejudicial?"

 

1- Prejudicial a quem?Ao médium? Ao assistido? Aos animais?

 

Sim. Prejudica ao médium por ser partícipe na morte dos animais, prejudicando assim aos assistidos que confiam nele e mais do que tudo, prejudica os animais que são mortos e tem sua programação reencarnatória detida violentamente.

 

2- Qual a diferença entre carne vermelha ou branca? 

 

 

Boi: considerado por alguns a "Carne vermelha"

 Frangos: Considerado por alguns a "carne Branca"





A carne, seja ela branca ou vermelha ( "Qual a cor da carne que você come?" ) provém de um animal que foi abatido, então tecnicamente nós matamos para obter um "alimento" ( sabendo que alguns irão falar das plantas, pedimos que leiam antes de prosseguir ,dois  outros artigos do Blog "As Plantas "  e "Reflexões sobre a sensibilidade das Plantas" ) e matar não é algo que deva ser considerado algo bom ou não prejudicial. Sendo assim, nossa questão passa agora, a ter uma outra resposta:

 

P: A alimentação de carne vermelha é prejudicial?

 

R: Sim.Pois tira a vida de um irmão animal, prejudicando toda uma reencarnação em proveito de um hábito alimentar material que facilmente pode ser substituído. Além de causar mal ao animal, prejudica o médium, pois traz em si as impressões de terror que o animal passou instantes antes de desencarnar, demonstra também toda uma falta de compaixão por um ser "inferior" que  foi criado para evoluir. Faz mal ao assistido, já que o médium igualmente estará impregnado com os pavores sentidos pelo animal. A prática mediúnica, que deveria estar vinculada a caridade, parece-nos bem pouco caridosa diante das cenas de horror vividas pelos animais dentro dos frigoríficos.O mesmo se aplica a falaciosa ideia de "carne branca", onde se supõe que o animal (peixe, galináceo) sofram menos do que os mamíferos, o que demonstra grande falta de conhecimento a respeito da senciência animal. 

 

Peixes, "carne branca"

Finalizando:

 

A alimentação a base de animais e a prática mediúnica não convergem para a prática de amor e caridade como costumeiramente se induz,por maiores que sejam as preocupações dos médiuns com seu estado moral, suas atitudes alimentares acabam por condená-los moralmente.Embora muitos espíritas aleguem que não comer animais não tem uma causa moral, nem que o espiritismo nada proíbe, é necessário que se fique atento as ações maléficas que causamos aos animais.

 

Não se trata de radicalismo, fanatismo ou nada de 'ismos', é necessário que os espíritas comecem a enxergar como são algumas verdades que eles varreram para debaixo do tapete. 

 

Narramos aqui o que ocorre com os animais, e o que tal ato implica na prática mediúnica, perseverar ou não por esse caminho, isso sim é opção de cada um, negar o que ocorre aos animais, não.

 

Carne branca ou vermelha, todos foram/são animais nossos irmãos.

A escolha agora é de cada um.

 

 

Simone Nardi

 

Notas

 

1- A diferença entre uma e outra baseia-se no pigmento conhecido como mioglobina, que existe no sangue e que dá à carne a cor vermelha. Os músculos dos animais geram energia para favorecer os movimentos através do uso do oxigênio e do açúcar existentes no sangue e todos os três ficam localizados nos músculos, por isso quanto mais músculo, mais mioglobina e quanto mais mioglobina mais vermelha será a cor da carne naquela região.





  Para ler mais sobre o assunto

 

Passes em animais -O que é carne e de onde ela vem

 

Animais não são coisas

 

Eutanasia nos Animais

 

Qual a cor da carne que você come?

 

As Plantas

 

Reflexões sobre a sensibilidade das Plantas

 

Vegetarianismo e Espiritismo:Discussão de livro: pt3 - etapas do abate

Programa diz que animais não sentem(Emmanuel, sobre os animais) 

 

O que contamina o homem

 

Animais,Plano Espiritual e Erraticidade

 

Animais, Alma, Plano Espiritual

O Espiritismo e os Animais : Ciência ,Religião e Filosofia numa jornada de amor 


Sobre os Animais -este texto de Emmanuel se encontra  no link "Programa de rádio diz que Animais não sentem". 

 
A imagem divulgada no Facebook do Santuário Gaia,descarte de vaca leiteira

 

  Fonte da Imagem: ANDA

 

 


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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Animais não são "coisas"

Foto: Husky Siberiano




     Cada vez mais, o amor e o respeito pelos animais tem se tornado tema de livros, reportagens de TV e filmes. No âmbito espírita, também é crescente a preocupação em destacar que é chegado o tempo em que devemos modificar nossa maneira de agir em relação aos nossos irmãos ditos  "irracionais". André Luiz, em sua obra “Missionários da Luz”, traz-nos, de maneira esclarecedora, que virá o dia em que os estábulos serão considerados sagrados, assim como nosso Lar. Ele quis dizer, com sua afirmação, que virá o dia em que compreenderemos a real dimensão dos que nos estão abaixo na escala evolutiva e respeitaremos, como de fato, merecem, esses nossos companheiros de jornada que, ao longo da história, tanto tem nos ajudado nesta grande caminhada rumo à evolução. 



     Ao analisarmos a presença dos animais em nossas vidas, podemos notar que essas criaturinhas de Deus nos dão lições de amor, fidelidade, solidariedade e muitos outros sentimentos, que até bem pouco tempo não eram tão evidentes para os seres humanos, por não reconhecerem que ali, naquele corpo rudimentar, existe um ser senciente, dotado de alma. 

Para que esse conceito fique claro, é importante explicar que a senciência é definida como a presença de estados mentais que acompanhem as sensações físicas. Ela é um atributo fundamental para todos os animais, por estes estarem separados de sua fonte de alimentos e, portanto, só existe neles. Por isso é considerada uma característica típica e definidora dos indivíduos do reino animal. É um conceito que combina os termos “sensibilidade” e “consciência”. Diz-se de organismos vivos que não apenas apresentam reações orgânicas ou físico-químicas aos processos que afetam o seu corpo (sensibilidade), mas, além dessas reações, possuem um acompanhamento no sentido em que essas reações são percebidas como estados mentais positivos ou negativos. É, portanto, um indício de que existe um “Eu” que vivencia e experimenta as sensações. É o que diferencia INDIVÍDUOS VIVOS de meras COISAS VIVAS. (Ver verbete senciência em: http://www.sentiens.net/top/PA_GLOSSARIO_top.html).

"Quanto maior o grau de autoconsciência, maior é a percepção que o animal tem do tempo e, portanto, maior o dano que se causa a ele ao tirar-lhe a vida – pois, desse modo, ele não perde apenas a vida, mas todos os planos que tem para o futuro.".

     A senciência é uma característica que está presente apenas em seres do reino animal. O sinal exterior mais amplamente reconhecido de senciência é a dor e, dessa forma, esse conceito – ou sua ideia – tem sido usado, há tempos, como fundamento para a defesa da proteção dos animais contra o sofrimento, ou para a atribuição de direitos morais a estes. Por exemplo, Gerem Bentas, no século XIX, já dizia que o que deveria ser considerado no debate sobre o dever de compaixão dos seres humanos perante animais não era se estes eram dotados de razão ou linguagem, mas se eram capazes de sofrer. No entanto, é bastante controverso, mesmo entre ativistas e estudiosos dos direitos animais, quais animais podem ser considerados sencientes. A senciência é amplamente reconhecida em todos os animais vertebrados – portadores de sistema nervoso central -, o que inclui quase todos os animais usados comumente pelo ser humano em suas atividades. Essa definição, porém, enfatiza apenas um critério para a existência de senciência: a manifestação (a nós, perceptível) da dor.

Existem, porém, outros sinais exteriores que evidenciam que outras espécies de animais experimentam o mundo de forma individual, como a existência de órgãos sensoriais que indicam uma necessidade de interpretar imagens, sons ou odores captados a partir dos respectivos sentidos. Esse conceito abrange não apenas animais vertebrados, mas também animais invertebrados, como insetos, moluscos e aracnídeos. Portanto, corresponde a todos os animais que são tradicionalmente usados pelo ser humano. Por essa definição, apenas esponjas seriam animais não-sencientes.

     Pode-se ainda usar o conceito como uma forma de definir todos os seres do reino animal: é também provável que o conceito de senciência esteja vinculado à própria condição de ser um animal – seres que se separam de sua fonte de provimento ao nascer e precisam buscar o alimento por movimento próprio. (Ver verbete Senciência em: http://www.sentiens.net/top/PA_GLOSSARIO_top.html).

     Desse modo, as correntes mais abrangentes do movimento pelos direitos animais defendem que, pelo princípio da senciência, se reconheça direitos morais a todas as espécies de animais, sem distinção, e se conceda o benefício da dúvida àquelas espécies cujo conhecimento da sua biologia não permita uma conclusão definitiva sobre a presença de senciência.

     Não se deve confundir senciência com autoconsciência, que é o conceito que define a consciência que o Eu tem de ser um indivíduo pensante, separado dos demais seres. Esse conceito de origem kantiana é enfatizado principalmente por Peter Singer, que o emprega para estabelecer um critério hierárquico entre os seres sencientes cujos interesses entrem em conflito. 

Para Singer, quanto maior o grau de autoconsciência, maior é a percepção que o animal tem do tempo e, portanto, maior o dano que se causa a ele ao tirar-lhe a vida – pois, desse modo, ele não perde apenas a vida, mas todos os planos que tem para o futuro. A autoconsciência geralmente é “constatada” pelo teste do reconhecimento no espelho. Tal teste, porém, tem como referência aquele sentido que é, de modo geral, privilegiado pelos seres humanos, e como tal, negligencia o fato de que outros sentidos (como o olfato ou a audição) são mais importantes para determinadas espécies animais. Assim, ele é tido como um método especista e antropocêntrico de se auferir a autoconsciência de um animal. Sabe-se, por exemplo, que o cão não “passa” no teste do espelho e, no entanto, reconhece os indivíduos de sua espécie primordialmente através do olfato.

     Gary L. Fracione, por sua vez, usa o conceito de senciência como o critério fundamental e suficiente para garantir direitos morais aos animais não-humanos.

     Ante o exposto, conclui-se que os animais são merecedores de nosso respeito e nossa compaixão, não só por serem criaturas de Deus, mas por sentirem e amarem como nós. Já podemos encontrar na literatura espírita alguns autores que nos trazem bastante material para reflexão e esclarecimento. Existem também algumas casas espíritas que notaram a grande necessidade de auxiliar não só os animais enfermos, mas também seus tutores (“donos”). Isso porque eles, profundamente ligados aos seus amigos bichos, também necessitavam receber explicações sobre a espiritualidade dos animais. Esses esclarecimentos levaram mais confiança na Justiça Divina e conforto a seus corações. 

     Nos textos que virão, trataremos de vários assuntos relativos aos animais, sugerindo livros, contando casos verídicos e muito mais!  Até a próxima. 


Fernanda Almada, 

.......uma das protetoras mais valentes que já conheci





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