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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

- A Crueldade da Indústria Seletiva-pt 2


Imagem: Cão de rua,Pank

Nós : Essa Grande  Indústria Seletiva




Existem muitos tipos de indústria de exploração animal e não podemos deixar de citar a Indústria Seletiva de Animais.


Ainda no tema de Protetores e Ongs há uma verdadeira batalha por trás disso para evitar-se a quantidade enorme de abandono.

A castração é uma alternativa, não porém, a solução.
A solução definitiva para o problema do abandono é a Educação Moral e Ética não apenas das crianças que estão vindo, mas dos adultos que já fazem parte da sociedade.

Educando-se o jovem sobre os problemas dos maus tratos, sobre a carrocinha, sobre as câmaras de gás e as pauladas com que são mortos aqueles que sobrevivem à câmara aos choques etc e tal(é apesar das leis em muitos lugares esses métodos ainda são utilizados) , criaremos adultos mais conscientes do que os que temos hoje.

A sociedade não permite porém que se exponha em público as imagens chocantes dos animais abandonados no CCZ.Segundo alguns é uma agressão que traumatiza as crianças.

Uma criança traumatizada com a imagem de um cão sendo morto, talvez jamais irá ter um; melhor, pois se quando se tornar adulto e optar por não ter um, será um cão a menos nas ruas.

Mas, há outros inúmeros meios de se educar as crianças sem “traumatizar-lhes “ a mente. Campanhas de conscientização se espalham por algumas Ongs prevendo um futuro melhor para nossos amigos não-humanos.

Mesmo assim a Indústria Seletiva prossegue e mais e mais animais, não só SRD, mas também de raça são jogados nas ruas.

Será que alguém já parou para pensar nisso que nós, como seres humanos livres, consumistas e possuidores de livre arbítrio também somos uma indústria em potencial?

Cairo,Rott, abandonado pelo dono
Pois somos, compramos, consumimos e mandamos de volta para o mercado aquilo que não nos serve: “ lixo”, mas que valerá alguns trocados para outras pessoas.

E embora muita gente fale que as indústrias são as únicas responsáveis pelos danos ao nosso sofrido Planeta, nós nos incluímos nessa lista das indústrias que testam, que experimentam e que são cruéis com os animais e com o meio ambiente.

Por quê?

Pense um pouco antes que eu fale a respeito. Pensou?

Por quê?

Primeiro porque somos mal educados, sim isso mesmo, mal educados por nossos pais, que por sua vez foram mal educados por nossos avôs e daí por diante sabe-se-lá  há quantas gerações.

Quantas vezes já não ouvimos  aquela frase, tola por sinal, quando um menino ou um “moleque” mata um passarinho, logo aparece um cara e diz :

“Ah, é coisa de menino mesmo, ninguém segura”.


Aí é que nasce o primeiro grande erro.

Uma boa educação segura.Uma educação centrada no respeito, impede que o tal "menino”, continue exercitando seu lado agressor.

E o por que do título?

Porque somos realmente uma indústria cruel e seletista.

Desde que me propus a trabalhar pela causa animal, pelos Direitos Animais, o que vejo em muitas Ongs é uma lista enorme de possíveis adotantes que é passada para as listas de e-mails de mais de duas centenas de protetores que desejam, mais do que nunca, encontrar um bom lar para os animais abandonados.

Michelangelo, SRD, abandonado
A grande maioria talvez não se encaixe no perfil dos possíveis adotantes e quer saber por quê? 

Porque os adotantes que escrevem para os protetores, quase uma unanimidade são um pessoal bem seleto ou eu diria, seletista. Eles querem ardentemente adotar, mas claro, com alguns parênteses:

Filhotes até 4 meses

Filhotes de raça, até 4 meses.

Filhotes com saúde, de raça e até 4 meses.

Alguns se arriscam e pedem cães mais velhos para tomar conta do quintal ou de alguma empresa:

Cães de raça, até seis meses, no máximo um ano.Dócil, para cuidar de empresa.

Porte grande, de raça. Dócil

Porte pequeno, de raça. 

Cão de companhia para minha filha que adora cães...de raça, até 8 meses, de preferência um cocker azul ruão.

Como eu sei disso? Porque recebo toneladas de e-mails com esses e outros pedidos bem absurdos. Comparo-os as criancinhas que pedem presentes ao papai Noel e que muitas vezes se zangam quando não são atendidas. 

Só que elas se esquecem que os  brinquedos se quebram e acabam indo para o lixo. Se esquecem que a vida de um animal não é um brinquedo. Quando a criança se cansa dele, os pais o colocam na rua com esperança de que uma outra pessoa faça pelo cão o que eles foram incapazes de fazer:

" Dar-lhe amor e abrigo."

É onde o círculo do abandono começa .

Primeiro vem a adoção sem razão, depois o abandono, a prenhes, filhotes nas ruas, protetores que abrem seus lares para ampará-los, tratá-los e se possível, doá-los. E seria fácil arrumar-lhes novos lares com a avalanche de pedidos que chegam, porém, mais uma vez esbarramos no preconceito.

É meu amigo ,cachorro também sofre preconceito.

Quentin, cocker abandonada
De cada dez e-mails que recebo de adotantes, 9 querem de raça, dez querem filhotes.SRD, adulto ou com problemas ficam fora da lista de alguns desses adotantes que muitas vezes dizem em seus pedidos:

 "Possuem muito amor para dar" 

Será mesmo? 

Como é duro ler coisas como: 
"Quero suprir a carência da morte do meu antigo animal" 

Mas ele quer um cão de raça, filhote e vacinado. 

"Adoto pastor alemão legítimo" 

Porque o “falso” não pode lhe dar o mesmo amor. 
"Quero um Rottweiler, pois adoro animais" 

Omitiu que adora apenas animais de raça, acaso um SRD não é um animal????? 

" Gostaria de adotar um labrador, pois gosto muito de cães" 

Um bom labrador, não aquele que tem dificuldade para andar e está velhinho, mas que também foi adotado ou comprado por alguém que um dia disse que gostava da raça.

" Quero adotar um cocker, bicolor ou tricolor " 

Normalmente os famosos vira-latas possuem mais de uma cor. 
"Tenho muito interesse em adotar um Boxer , filhote" 

Mas não tem interesse em amparar aquele filhote abandonado na outra esquina. Ah, esqueci, aquele é um SRD...

" Adoto Pit Bull filhote, amo animais" 

Só o Pit é um animal digno de receber amor? 

E acredite, a jóia da minha humilde coleção de e-mails.

Vitória, Rott, abandonada pelo dono
" Adoro Pastor, ele teria mais valor pra mim se fosse adotado do que se eu tivesse que comprá-lo" 

Teria mais valor? Que valor? 

Não citei, mas os gatos também sofrem esse mesmo tipo de preconceito, conversando com um amigo protetor empenhado em cuidar dos gatos abandonados ele referiu-se a isso como Racismo, nas palavras dele:

“ Todo mundo quer um siamês ou um angorá.Quando muito, querem um branquinho de olhos azuis, um malhadinho de olhos coloridos ou um cinza claro de olhos verdes.Os pretinhos ninguém quer, pra mim isso é racismo com os bichinhos.”

Pode novamente estar parecendo meio radical, mas não é, pois muitos dos cães adotados por essas pessoas acabam sendo abandonados quando a velhice chega e com eles os problemas de cada raça: Artrite, diabete, displasia, osteosarcoma, etc.

Talvez uma campanha educacional como algumas Ongs já promovam ensinem a esses futuros "abandonadores" de animais que os filhotes se tornam cães adultos e que depois de alguns anos envelhecem como a gente.Que a vida de um cão se estende as vezes por 20 anos.Conheci o dono de um pastor alemão que tinha 25 anos. Que muitos ficam doentes no meio do caminho e precisam de amparo, não de abandono. Cães não são objetos, são vidas, precisam de cuidados e esses cuidados muitas vezes são financeiros. Talvez daqui a alguns anos as crianças estejam aprendendo nas escolas , na aula de Educação Moral, que não se compra um cão ou gato e depois se muda para um apartamento sem importar-se com ele.

Não se amarra o cão cocker dourado a um poste sob um sol escaldante e vira-se as costas esperando que outra pessoa cuide dele em seu lugar. Que não se tosa um cocker azul  ruão , abre-se a porta do carro e o despeja na rua afim de que alguém se encante com ele e o adote. Nem tampouco se faça o mesmo com pastores alemães com displasia e quase incapazes de se movimentar. 

Ele teria mais valor.Sim, desde que não houvesse ficado doente.

Se alguns desses futuros adotantes realmente amassem os animais como alguns alegam, tenho certeza que os protetores teriam bem menos trabalho do que têm .Pena que alguns deles ainda não compreendam que amar um animal é amá-lo de qualquer jeito que ele for.

Alguns deles ainda ousam dizer:

" Mas é um sonho. Eu não posso comprar." 

Sonhos não se compram.Para conquistarmos nossos sonhos devemos trabalhar por eles.

Quem consegue amar apenas um Labrador e não um SRD, não tem amor, tem capricho. Só não quer pagar por um. 

Ta certo, eu comprei meu primeiro Rottweiler que por sinal me dava a mesma felicidade que meus outros SRD que peguei na rua. Comprei por capricho, assumo , porque o animal era bonito, grande, mas ao lado deles viveram dezenas de SRD multicoloridos, cinzas, marrons, pretos, que ninguém mais queria. 

È claro também, e não posso deixar de dizer, que muitos adotantes amam seus novos amigos com uma paixão sem igual, na verdade sou contra aqueles exigentes, não contra os que adotam os cães por amor.

Mas talvez não seja culpa deles, seres consumistas e impressionáveis .

A propaganda daquela famosa ração “cachorro é tudo de bom”, deveria chamar a atenção dessas pessoas e dizer-lhe, acordem, parem de dizer que “ cachorro de raça é tudo de bom”, vocês esqueceram que os SRD são maioria? Raça, capricho, inveja...Esse tipo de coisa anima os futuros e muitas vezes, insensatos adotantes, animais nem sempre são 100% de alegria, ainda mais quando ficam adoentados.

Quanta hipocrisia.

Acredito que metade dos adotantes de cães...de raça, sejam através de Ongs ou de particulares, abandonam seus filhos adotivos quando eles estão com 5, 6, 10 anos.Sim, a maioria é amarrada a postes, é largada nas ruas enquanto o carro foge deles velozmente, é levada aos CCZs, ou seja, aquele amor daquela criança por aquele cão de raça simplesmente acabou.

Achamos que os cães não envelhecem.Achamos que os cães não adoecem.Achamos que não precisam de nós.

Tigre, SRD, abandonado
As pessoas gastam rios de dinheiro com cigarros, roupas, baladinhas, mas não admitem gastar um centavo para tratar a displasia daquele velho amigão que durante tanto tempo nos protegeu.

É verdade.

Somos cruéis ao máximo quando fazemos isso.

Somos cruéis, racistas e mais que tudo, egoístas quando escolhemos o cão, a idade, a raça, o porte e depois o abandonamos.

De graça veio de graça vai.

Nós  protetores temos o cocker, só que ele é adulto e não te serve.

Nós temos o pastor alemão que você diz que adora, mas é adulto e tem displasia, porque o outro dono só o amou na saúde e não na doença.

Nós temos o rottweiler, abandonado pelo dono com um câncer de mama enorme.

Nós temos o Maltês, adulto, cego pela diabete.Mas esse você não quer.

Nós temos tantos outros, de raça, sem raça, pequeno, grande, médio, pronto para doar o mais puro amor para você, para isso só lhe resta abrir realmente o coração e pensar se você está adotando por amor ou por capricho.

Salem, srd, abandonada
Chegou a hora de pararmos de pensar em nós mesmos e começarmos a pensar em como fazer para o mundo ficar melhor e menos cruel.O primeiro passo é amar, mas amar de verdade, assim como nós protetores amamos os animais que recolhemos. 

O segundo passo é educar, para que num futuro, espero eu não muito distante, o abandono de animais e a Cruel Indústria Seletiva Humana, seja apenas uma lenda.



Simone Nardi









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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Passes em animais




O Passe é antes de tudo um ato de amor, segundo o Livro “Obsessão e Desobsessão” de Suely Caldas Schubert  o passe “ é uma doação ao paciente daquilo que o médium tem de melhor, enriquecido com os fluídos que seu guia espiritual traz [...] formando uma única vontade e expressando o mesmo sentimento de amor (SCHUBERT). É através do passe que o beneficiado recebe energias para que seu corpo perispiritual ao receber estas energias, consiga restaurar seu equilíbrio psíquico e assim, restaurar também seu equilíbrio orgânico, pois que o passe atinge o corpo físico, o duplo etérico, o perispírito e o Espírito, tal como salienta Luiz Carlos de Gurgel em seu livro “O passe Espírita”.


A aplicação do passe pode ocorrer  diretamente através de um Espírito desencarnado ou de um médium, sempre dentro de uma Casa Espírita; normalmente o passe ocorre com a cooperação de ambos , encarnados e desencarnados, por isso é de suma importância compreender a responsabilidade do médium passista e do assistido, pois como se trata de uma doação, o passista só poderá doar aquilo que possuir, para tanto é necessário que ele esteja bem psíquica e organicamente, facilitando assim o trabalho da espiritualidade.


No livro “Mecanismos da Mediunidade”, André Luiz coloca que “a mediunidade curativa se reveste da mais alta importância, desde que alicerçado nos sentimentos mais puros da mais pura fraternidade”. Para compreendermos isso é necessário compreendermos o mecanismo de atuação do passe, sobretudo nos animais. 


Imagem:Chakras no cão

Nos animais o passe ocorre através da irradiação das energias que irão agir no corpo físico; três Chakras principais são trabalhados para que fiquem sincronizados : O Chakra Base ou Raiz, o Chakra do Coração e o Chakra da Coroa.O passe irradiado, que é diferente do passe magnético aplicado nas pessoas, possui uma energia mais sutil, mas que, como nos seres humanos, também pode vir de um Espírito desencarnado ou das próprias energias dos médiuns, que serão retrabalhadas pela espiritualidade para que não afetem o perispírito do animal como no caso narrado no Livro dos Espíritos,  no Capítulo XXII sobre a Mediunidade dos Animais, onde o Sr. T.  teria matado um cão ao magnetizá-lo. A irradiação das energias dirigidas aos animais agindo no plano material, atuará como um tonificador das energias físicas dos animais, fortalecendo e auxiliando na melhor receptividade do tratamento realizado pelo veterinário que o atende, por isso não é nociva para o animal. Essa troca de energia ocorre com a atuação dos irmãos zoófilos que manipulam a energia magnética dos médiuns sutilizando-a para que ela possa atuar na matéria dos irmãos animais, pois que, como não possuem carma, os animais adoecem normalmente a partir de nossas perturbações, pois ao nos desequilibrarmos atingimos seus centros de força desequilibrando-os e com isso causando-lhes as mais diversas doenças da matéria, por isso o cuidado que se deve ter na hora da realização do passe irradiado nos animais.


Com esse trabalho advém uma grande responsabilidade e um estudo constante sobre estes nossos irmãos menores, pois tanto para humanos como para não humanos, o passe é uma das tarefas mais delicadas, assim como André Luiz nos coloca em seu livro “Missionários da Luz” : 


Sim - explicou o mentor amigo -, na execução da tarefa que lhes está subordinada, não basta a boa vontade, como acontece em outros setores de nossa atuação. Precisam revelar determina, das qualidades de ordem superior e certos conhecimentos especializados. O servidor do bem, mesmo desencarnado, não pode satisfazer em semelhante serviço, se ainda não conseguiu manter um padrão superior de elevação mental continua, condição indispensável à exteriorização das faculdades radiantes. O missionário do auxilio magnético, na Crosta ou aqui em nossa esfera, necessita ter grande domínio sobre si mesmo, espontâneo equilíbrio de sentimentos, acendrado amor aos semelhantes, alta compreensão da vida, fé vigorosa e profunda confiança no Poder Divino.(André Luiz)


Nenhum passista precisa  se tornar um Deus, mas necessita esforçar-se em sua Reforma Íntima, dentro de um grande aprendizado moral e intelectual.Porém, além do aprimoramento moral e intelectual André Luiz recomenda, ainda em “Missionários da Luz”, o cuidado com a alimentação:


O excesso de alimentação produz odores fétidos, através dos poros, bem como das saídas dos pulmões e do estômago, prejudicando as faculdades radiantes, porquanto provoca dejeções anormais e desarmonias de vulto no aparelho gastrintestinal, interessando a intimidade das células. O álcool e outras substâncias tóxicas operam distúrbios nos centros nervosos, modificando certas funções psíquicas e anulando os melhores esforços na transmissão de elementos regeneradores e salutares. (André Luiz)


Quer seja no trabalho com as pessoas, quer seja no trabalho  com os animais, o cuidado na alimentação é importante tanto para o médium quanto para o assistido, porém, nossa responsabilidade aumenta através do conhecimento que nos traz o trabalho com os irmãos menores. A recomendação mais comum fornecida pelas próprias Casas Espíritas é que todos, assistidos e médiuns, se limitem a uma alimentação sem carne vermelha ao menos no dia do trabalho, porém é necessário esclarecer dois pontos de suma importância e que normalmente são esquecidos.


O que é a Carne e de onde ela vem.


Imagem:Chakras cães e gatos
Normalmente a proibição da carne é feita porque alguns acreditam que ela contenha apenas propriedades tóxicas que de certa forma poderiam “envenenar” os fluídos dos médiuns, porém a carne é muito mais  que algo tão simples como se tem colocado. Tanto a carne que é chamada de carne vermelha quanto  carne considerada branca, provêm de corpos de irmãos animais que são mortos para que sejam transformados em alimento, o problema é que a diferença entre uma e outra baseia-se no pigmento conhecido como mioglobina, que existe no sangue e que dá à carne a cor vermelha. Os músculos dos animais geram energia para favorecer os movimentos através do uso do oxigênio e do açúcar existentes no sangue e todos os três ficam localizados nos músculos, por isso quanto mais músculo, mais mioglobina e quanto mais mioglobina mais vermelha será a cor da carne naquela região.


Os pigmentos da carne estão formados em sua maior parte por proteínas: a hemoglobina que é o pigmento sanguíneo e a mioglobina, pigmento muscular que constitui 80 a 90% do total. Pode-se encontrar na carne outros pigmentos como catalase e citocromo-enzimas, mas sua contribuição na cor é muito menor.[...] A quantidade de mioglobina varia com a espécie, sexo, idade, localização anatômica do músculo e atividade física, o que explica a grande variação de cor na carne. Bovinos e ovinos possuem uma quantidade maior de hemoglobina do que suínos, pescado e aves. As cores típicas da carne de algumas espécies são: bovino adulto: vermelho cereja brilhante ; eqüino: vermelho escuro ; ovino: vermelho pálido a vermelho ladrilho ; suíno: rosa acinzentado ;aves: branco cinza a vermelho pálido. (ROÇA)


Independente da espécie a qual pertença e a cor que sua carne terá após o abate , cada um desses animais citados acima fazem parte da Criação Divina, Princípios Inteligentes Universais, seres sencientes psíquica e fisicamente e portanto, nossos irmãos menores a quem devemos respeito e compaixão. Essa é uma verdade inexorável, por isso o tratamento espiritual de animais  trás a tona um novo conhecimento e uma nova responsabilidade: parar de comer carne não apenas porque ela faz mal aos fluídos magnéticos dos médiuns, mas porque ela é parte de nosso irmão menor ou seja, não devemos nos preocupar apenas com a qualidade dos fluidos que o médium irá emanar depois de uma alimentação, mas devemos também passar a nos preocupar com estes irmãos menores que caminham ao  nosso lado.  A transformação irá ocorrer quando aceitarmos que não existe privilégios no processo de Criação Divina, somos todos irmãos destinados ao aprimoramento moral e este aprimoramento moral depende única e exclusivamente da liberdade de escolha de cada um.


Somente pelo pensamento de irmandade já deveríamos nos abster da carne, porém sabemos que tudo obedece ao tempo e quem faz esse tempo é o livre arbítrio humano, com ele surge à liberdade de escolha entre comer ou não, mas é esta liberdade que também estabelece nosso desejo de evoluir ou não, dependendo de nosso orgulho e egoísmo.


Por isso a atenção redobrada dos médiuns diante da alimentação ser tão importante. Ao aplicar um passe no assistido estando ambos, e principalmente o médium, impregnado do magnetismo animal que foi obtido através da alimentação a base de carne, a  tarefa da espiritualidade será redobrada. Nestes casos os amigos espirituais e os irmãos responsáveis pelos animais e que rodeiam os médiuns, terão que anular as energias pesadas dos médiuns para aplicar diretamente os fluidos ou irradiações nos assistidos, para que estes não recebam a irradiação impregnada da vibração negativa dos irmãos animais que foram abatidos.


No caso dos animais o passe irradiado, que será direcionado à matéria, é ainda mais importante o cuidado alimentar, pois, como doar para um irmão menor tendo no corpo resquícios de outro irmão menor?


Muitos estudos indicam que os fluídos da carne permanecem por três dias no corpo , ou seja, mesmo abstendo-se da alimentação a base desses irmãos no dia dos trabalhos, o corpo do médium ainda assim estaria impregnado da vibração violenta que o animal sofrera durante o abate e grande parte do trabalho, tanto para humanos quanto para os animais, teria que ser realizado pelos amigos espirituais.


Sendo o passe uma transfusão de energias, é preciso que assumamos essa responsabilidade, não permitindo que os amigos espirituais façam todo o trabalho por nós, é preciso que tomemos consciência dessa grandiosa tarefa. Façamos então nossa parte, colocando aqui as necessidades de um bom médium passista e deixemos que de agora em diante, cada um se responsabilize pela própria escolha de aceitar ou não aquilo que está lhe sendo oferecido.





 Referências


GURGEL, Luiz Carlos de . O passe espírita.

KARDEC, Allan . Livro dos Médiuns

LUIZ, André. Missionários da Luz e Mecanismo da Mediunidade

ROÇA, Prof. Roberto de Oliveira – Propriedades da Carne: Disponível em: <http://pucrs.campus2.br/~thompson/Roca107.pdf>

SCHUBERT, Suely Caldas. Obsessão e Desobsessão



Simone Nardi




Simone Nardi









Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia eespecialista  em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.







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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Faça a conexão com a vida - Natal







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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Abolição sim, segregação jamais

"Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio."   Mahatma Gandhi
Não é minha intenção que esse texto seja encarado como um texto bem-estarista, o que ele não é, mas por ser abolicionista de toda e qualquer forma de violência, não poderia deixar de comentar sobre uma nova violência silenciosa que se aproxima de nós. Sei que muitos irão falar contra o que escreverei, porque ninguém se julga segregador ou racista, ou violento, ninguém aceita que diz uma coisa e que, muitas vezes, caminha na contramão do que fala. Sempre é algo difícil e polêmico falar sobre os erros que podemos cometer, sobre as fraquezas que exercitamos; sempre é muito difícil falarmos que somos racistas ou que, mesmo sem querer, pregamos de modo delicado uma nova forma de segregação, uma violência como outra qualquer.

"Não-violência não quer dizer renúncia a toda forma de luta contra o mal. Pelo contrário. A não-violência, pelo menos como eu a concebo, é uma luta ainda mais ativa e real que a própria lei do talião, mas em plano moral." (M. Gandhi)

Sabemos que todo e qualquer preconceito é abominável, pois acaba gerando a segregação de determinados "indivíduos1" por parte da sociedade. Essa atitude em relação a outros membros, sejam eles animais humanos ou animais não humanos, normalmente provêm da intolerância, da busca pelas diferenças e não pelas singularidades2 que podem "Unir" ao invés de "Separar", os seres.

"O conceito da diferença estabelece uma ruptura entre os seres dignos e os indignos de consideração e apreço morais". (Sonia T. Felipe)

Nenhum preconceito que exclui indivíduos lhes é favorável diante da sociedade; a exclusão causa revolta e o excluído pode se voltar contra o segregador, gerando conflitos que a História já demonstrou, foram desastrosos para a humanidade. Segregar, seja pela aparência, pela fé religiosa, pela espécie, já é gerar uma violência que vai fazer com que esse "alvo" sofra as consequências dessa discriminação. Essa preocupação de separar, de discriminar os que não nos são iguais, de causar "dor"3, já é demonstração de intolerância, se pseudo-superioridade e porque não dizer, mediocridade.

Ao longo de toda a História da humanidade assistimos perplexos, o nascimento de inúmeros tipos de segregações que levaram com eles, as vidas de famílias inteiras e pior, muitas vezes não notamos que ajudamos nessa segregação de forma sutil ao concordarmos que existem diferenças entre os seres. Essa busca pela diferença é sempre a responsável pelas discriminações, pelas segregações, posto que a segregação em si, envolve um "Q" de superioridade, de supremacia de um ser diante de outro. Se pincelarmos a História, veremos que o sexismo nasceu dessa diferenciação, o racismo da cor, o anti-semitismo, as guerras religiosas, todos buscavam separar o que deveria ser "superior" do que lhes parecia ser "inferior", essa a base do especismo que hoje tentamos abolir. Para compreendermos melhor, basta lembramos que a mulher foi um dos seres mais subjugados da História, desde a criação Bíblica até hoje, e essa subjugação ocorre ainda em muitas culturas. A mulher já foi tida como um símbolo do mal, perseguida, torturada e morta por aqueles que a julgavam diferente, por aqueles que a achavam inferior. Durante quatro séculos, mais de 100 mil mulheres foram mortas, segundo alguns historiadores, para torná-las dóceis e submissas. Ainda hoje em muitas culturas é notável a subjugação violenta das mulheres através da mutilação genital das meninas4, tal absurdo só poderá ser evitado com a mudança de mentalidade dos grupos sociais que a praticam, tal como a eliminação total do especismo.

O anti-semistismo também nasceu como semente, delicadamente plantada nas mentes das pessoas, não era algo assustador no início, apontava apenas dificuldades na convivência com uma raça aparentemente "diferente", com costumes e origens diferentes. Durante o Holocausto, ninguém mais se lembrava de como o anti-semitismo,que fora alimentado durante séculos[5] e que se iniciara silencioso, explodira numa das maiores carnificinas que a História viria a conhecer.

Outra segregação que persiste até os dias atuais são as guerras religiosas, que ainda hoje matam milhares de pessoas em todo o Planeta, a intolerância, a "dificuldade" de convivência, torna as pessoas "diferentes", intolerantes, segregadoras:

"Em 1766, em Abbville, França, um adolescente foi acusado de cantar canções não-religiosas que zombavam da Virgem Maria, estragar um crucifixo e permanecer de chapéu enquanto passava uma procissão religiosa. Criticar a Igreja era ação punível com a morte. O garoto, Chevalier de La Barre, foi condenado a ter a língua cortada e a mão direita decepada, e a ser queimado na fogueira.[...] O Parlamento demonstrou misericórdia, permitindo que o jovem fosse decapitado, em vez de mutilado e queimado vivo.Primeiro ele foi torturado[...] e então executado."

As Cruzadas, hoje romantizadas em filmes, demonstram a intolerância humana diante da opção religiosa, e que permanece segregadora até hoje, detalhes, meras diferenças de opiniões, fazem desatar um banho de sangue de algo que deveria levar os homens ao bem, tudo devido ao fanatismo que os torna intolerantes e segregadores:

"Os homens nunca praticam o mal de modo tão completo e animado quando o fazem a partir da convicção religiosa". (Blaise Pascal)

Poderíamos colocar a frase de Pascal de outro modo, inteligível para determinadas atitudes que acompanhamos nos dias de hoje, e sobre o delicado assunto que queremos tratar:

"Os homens nunca iniciam uma segregação de modo tão completo e animado quando os fazem a partir de suas convicções."

É simples compreendermos o que inicia uma segregação:

Hitler queria segregar o povo alemão, para ele, uma raça hiperbórea, perfeita, "Ariana". O conceito de homem hiperbóreo de Nietzsche não segrega apenas um povo específico, é universal, ou seja, engloba todas as criaturas que pelo mundo todo, tem a coragem de se auto-determinar fortes e livres dos preconceitos moralistas, principalmente dos de sua época, pois para ele, a moralidade enfraquecia o ser humano. Podemos notar aqui que ele não faz disso uma bandeira a favor nem da segregação, nem da separatividade dos povos.Mas Hitler decifrou assim este conceito, trazendo para o seio de sua ideologia está idéia de separatividade através da propaganda ativa, em que exortava o povo alemão a exclusão dos demais povos. Tudo isso em nome de uma IDEIA.

Essa "separatividade" é o que define a exclusão de quem quer que seja, em nome de uma doutrina, ideologia, comunidade, religião. Em nome de uma pseudo-verdade[6] que só existe na mente de quem não pertence a Unidade7, ao todo que é o Universo, ou mesmo de uma verdade real - como combater o especismo.

"Sempre que um povo ou alguém se sente eleito e portador de uma mensagem única, corre o risco da arrogância e cai facilmente nas tramas da lógica e da exclusão."8

Pensar em separatividade é ir à contramão de tudo o que se pretende nesse momento, onde os animais humanos e animais não humanos têm a necessidade urgente de caminhar rumo a uma fraternidade. Não queremos tecer críticas, mas levantar questionamentos a respeito da eficácia de se segregar ao invés de lutar para unificar.

Seitas racistas rechearam a História com sangue e dor, a luta pela supremacia branca da Ku Klux Klan, criada a partir da "diferença de cor" entre brancos e negros, que extorquía, incendiava casas, assassinava negros e brancos em nome de algo que jamais deveria existir: a diferença entre os seres.

E veio a escravidão, a homofobia, a xenofobia, o especismo e começa a se desenvolver ainda de forma sutil, um novo tipo de segregação, tão perigosa quanto qualquer outra e que busca mais uma vez a diferença, uma espécie de "nutricismo"9 que não aceita determinadas opções alimentares. Essa discriminação alimentar que sutilmente vem sendo pregada em forma de frases ou discursos ainda discretos, aplaudido por muitos que não perceberam o seu real aspecto discriminatório, tudo com base na opção de cada individuo, seja vegetariano ou onívoro, trabalha igualmente como todas as demais discriminações a qual já comentamos, ou seja, a identificação do ser superior diante do ser inferior,a separatividade, a diferença sempre regida pela intolerância de que "eu sou o ser supremo diante do outro", " eu estou do lado da verdade, do lado do bem", e isso nós já sabemos, é um mito, e qualquer um que queira se colocar como diferente, recai na segregação, na discriminação, no erro de se achar superior a qualquer outro, pois ao estabelecer sua superioriodade diante de outro, ao se afastar daquele ser que lhe parece inferior ou diferente, estabelece aí uma certa, "hierarquia", que deve ser seguida pelos seus iguais, rejeitando tudo aquilo que lhe for, mais uma vez, "diferente".

É certo que o veganismo ainda não é a perfeição alimentar, por não incluir as plantas como seres vivos que também desejam viver10, porém o que vemos, por enquanto em algumas poucas pessoas, são pensamentos que tingem de maneira grotesca essa luta pelo fim do especismo, criando "um outro", igualmente segregador. Essa "rachadura", essa nova barreira no movimento de Libertação Animal (Veganos X Vegetarianos X Onívoros) não veio para fortalecê-lo como alguns podem acreditar, ao contrário, poderá enfraquecê-lo e desacreditá-lo diante do grande rebanho11 social, ávido para macular a causa. Quando apontamos para um vegetariano e dizemos que ele não luta pela causa porque ainda se alimenta de ovos e leite, nós simplesmente fazemos o mesmo que os onívoros fazem com os animais, nós segregamos, nós buscamos o que os difere de nós, veganos, nós desrespeitamos o fato de que todo "Ser" tem uma condição e uma opção, seja certa ou errada, que o leva, ou infelizmente não, a mudar. O desrespeito é o primeiro passo para a intolerância e para a segregação de um movimento que luta por uma coisa tão magnífica: a igualdade ética e moral entre animais humanos e animais não humanos, o respeito à dignidade e a vida. Não podemos obrigar que alguém seja como somos, não podemos desrespeitá-lo com o risco de incorrermos nos mesmos erros dos especistas, o desrespeito pela espécie.

"Nada mais longe do meu pensamento que a idéia de fechar-me e erguer barreiras." (M.Gandhi)

Segregar é o ato de separar, e a causa deve ser unida, se nos apartarmos totalmente dos vegetarianos e dos onívoros, em que realmente seremos melhores do que aqueles com os quais "lutamos"? Não podemos permitir que o remédio, acabe sendo pior que a doença chamada especismo.

"O vírus que ataca não é o mesmo que cura". (L. Boff)

Reconhecemos que nos é difícil aceitar pessoas falando em comer carne com tamanha ignorância ao assunto12, mas muitos de nós, que escapamos desse "rebanho", já nos debatemos dentro dele alegando coisas semelhantes, e mesmo para os que nasceram em famílias já veganas, é possível, através, de sua própria dificuldade em aceitar o onivorismo, ver como é difícil para alguns onívoros se tornarem veganos. A convivência não é impossível, a convivência nada mais é do que um campo de aprendizado, de auxílio e de ajuda àqueles que não possuem força para escapar da imposição social sozinhos. De qual outro modo poderemos mostrar-lhes que é possível uma vida totalmente isenta de crueldade se nos colocarmos acima deles, se os excluirmos de nossas relações sociais? Lembrando que a segregação é exatamente isso, a separação, a divisão, as barreiras que criamos para determinados indivíduos dentro de grupos sociais, restringindo com o tempo, ou o deles ou o nosso acesso, a lugares que eles igualmente frequentam13.

Se começarmos a colocar na cabeça das pessoas que para um vegano, é difícil a convivência com um vegetariano que toma leite e coma ovos ou com um carnívoro despreparado para deixar o rebanho imediatamente, iremos começar uma segregação. Lembrando que na maioria das famílias, temos apenas uma ou duas pessoas veganas14, fato que diminui no círculo de amigos, no trabalho e no círculo estudantil; se colocarmos nossas opções alimentares como uma relação dificultosa erguendo uma barreira diante daqueles que achamos, não nos são iguais, o que faremos diante desse convívio social do qual fazemos parte? A convivência, pode parecer estranha para ambos, porém deve ser pacífica e respeitosa, não há grupos, não há diferenças, há Indivíduos, principalmente dentro da luta pelos Direitos dos Animais, e tal como a mutilação genital, o fim do especismo só vai terminar quando houver a mudança da mentalidade a respeito da igualdade entre os seres, mas não pela discriminação, pela acusação ou pela intolerância. A grande maioria dos veganos foi onívora, foi vegetariana e hoje é vegana; amanhã, com esforço, seremos todos frugívoros, pois no campo biocêntrico15 toda forma de vida é respeitada, e as plantas fazem parte desse todo, e não nos admiramos de encontrar veganos que, diante do biocentrismo, se tornam tão especistas em relação às plantas quanto os onívoros em relação aos animais pelo simples fato de que ainda, tal como os especistas, não estarem preparados moralmente para mudar; mais uma vez, cai à diferença e surge a singularidade. Poderíamos então imaginar os frugívoros nos discriminando, sem respeitarem nosso entendimento diante dessa nova ética; será que nos sentiríamos bem?

Precisamos ter muito cuidado com o que se falamos, uma só frase dita errada e se lançarão vozes bradando contra esse trabalho árduo de fazer as pessoas compreenderem que não são indivíduos privilegiados por serem racionais, afinal, os maiores genocídios da História ocorreram pelas mãos de seres racionais. Num trabalho como esse, é sempre melhor ser acusado do que acusador é sempre melhor ser ridicularizado do que ridicularizar. Nosso intuito dentro do campo de trabalho é unificar não segregar, isso já é feito pelo rebanho social que nos cerca e do qual conseguimos escapar, porém temos pais, mães, filhos e amigos encarcerados lá. O segregador por si mesmo, causa dor, e nós lutamos para evitar que qualquer dor aconteça a qualquer ser, seja ele animal ou hominal. Não se pode matar um preconceito gerando um novo.

"Não podemos submeter ninguém ou incorporá-los a nossa visão de vida por mais correta que esteja". (L. Boff)

E reformulando um dos muitos pensamentos desse teólogo, poderíamos ainda frisar, alterando um pouco a frase original que: Não podemos transformar nossas convicções em dogmas a serem impostos as demais pessoas, instaurando uma fraternidade de terror contra toda diversidade de pensamento, nada mais inimigo da Libertação Animal, do Abolicionismo, do que esta censura na solidariedade universal e a negação da aliança sob cujo arco-íris todos, e não somente alguns, se encontram.16

O veganismo em si, já se traduz no princípio da não violência, incluindo em sua comunidade moral quase todas as formas de vida, e deve agir conforme fala, pois do contrário sua luta será vazia e nunca atingirá seus objetivos: Exterminar as Diferenças. Veganismo é uma filosofia de "Respeito à Vida", diante disso ele deve ser o primeiro a respeitar. Se fugirmos disso, não seremos melhores, mas seremos piores que qualquer outro segregador, pois como poderemos trazer a intenção de igualdade se não agimos com igualdade para com os outros?

"Unir a mais firme resistência ao mal com a maior benevolência para com o malfeitor. Não existe outro modo de purificar o mundo."(M. Gandhi)

Somos todos abolicionistas17, somos todos seres singulares, e como tal devemos abolir do movimento qualquer pensamento segregador18 que o afaste de seu real objetivo: ver o triunfo da vida através da igualdade e do respeito entre todos os seres.

"Conviver com os homens é mais terrível que com os deuses.E ninguém conhece a epopéia mais dolorosa que a de moldar, dia a dia, clara e verdadeira, a fugitiva condição humana.Não basta pregar: é necessário fazer, para que os homens se convençam. Não basta fazer entender: é necessário provar." (Cecília Meireles)

Essa a nossa mais difícil missão dentro de uma sociedade que não se tolera e que ainda não possui qualquer moral para construir um Ser ético. Nós buscamos por esse Ser, e para tanto, sermos éticos é o que nos tornará mais fortes. Aprendermos a ser éticos não é o bastante, é necessário que apliquemos esse conhecimento no campo mais difícil de todos: O convívio social.







Referências Bibliográficas

FELIPE, Sonia T. - Diferenças ou Singularidades? - Disponível em www.anda.jor.br. - Colunistas. Colóquio Kairós. O Estatuto Moral dos Animais - UMESP 2008
HAUGHT, James A. - Perseguições Religiosas.
CORNWELL, John - o Papa de Hitler
ROSENBAUM, Ron - Para Entender Hitler - A Busca das Origens do Mal
KRAMER, Heinrich - SPRENGER , James - Malleus Maleficarum
ABBAGNANO, Nicola - Dicionário de Filosofia.
NIETSZCHE, Friedrich - Assim Falou Zaratustra . Os Pensadores
GANDHI, Mohandas K. - Autobiografia: Minha Vida e Minhas Experiências com a Verdade
BOFF, Leonardo - Ecologia:Grito da Terra, Grito dos Pobres

N. A.: Colaborador do artigo: Antonio Simões, formado em Ciências Sociais e pôs-graduado em Filosofia


NOTAS
1 Queria colocar que ao escrever Indivíduos, significativamente nesse texto, uso tal conceito tanto para animais humanos quanto para animais não humanos.
2 Artigo Diferença ou Singularidade . Sonia T. Felipe.
3 A dor nem sempre pode ser encarada como proveniente, unicamente, de uma força física sobre o corpo, mas também de uma força psíquica, que agride não física, mas, moralmente.
4 Segundo dados de organismos governamentais como a UNICEF, mais de três milhões de meninas são mutiladas anualmente, dessas , cerca de seiscentas mil morrem. A ablação do clitóris leva as meninas a morte devido as intensas hemorragias decorrentes desse ato violento.
5 O teólogo jesuíta Peter de Rosa, reconheceu que o catolicismo ao longo de vários séculos havia alimentado o anti-semitismo, publicando centenas de documentos anti-semitas.
6 Talvez a idéia errônea de que vegetarianos, veganos e onívoros não possam coexistir, até que a Libertação Animal definitivamente ocorra.
7 Unidade- está foi a idéia em que muitos povos se apoiaram para segregarem seu próprio povo dos demais , porém, como todo pensamento ortodoxo, terminou caindo no lugar comum, na vala comum da separatividade. Respeitando a forma de ser de outros povos e sua forma de conduzir seria mais fácil alcançarmos nossos objetivos.
8 Ecologia, Grito da Terra, Grito dos Pobres- p. 114, §2º
9 Poderíamos também dizer "nutrinismo", numa referência a segregação que vem surgindo devido a opção alimentar de cada indivíduo.O uso do sufixo "ismo" é importante no estudo da formação consciencial, pois tal sufixo é formador de conceitos , de posições e colocações de idéias(veganismo, vegetarianismo, sexismo, etc).
10 Biocentrismo- Sonia T. Felipe- Colóquio Kairós
11 Referência ao artigo Mito da Caverna: Verdade x Mentira, disponível em http://irmaosanimais-conscienciahumana.blogspot.com.br/2013/07/mito-da-caverna-verdade-x-mentira.html
12 Ainda hoje existem muitas pessoas que realmente não sabem de onde e nem como a carne chega ao seu prato, muitos dos que sabem, procuram ignorar e manter o hábito social alegando que matar um cão é diferente de matar um boi, sem conseguirem de algum modo, fazer essa relação de dor e sofrimento .
13 Torna-se necessário esclarecer que não são todos os lugares que provém determinantemente de sofrimento animal como as churrascarias, das quais seguramente podemos e devemos nos afastar, porém ao nos recusarmos a participar de um encontro entre amigos onívoros ou termos namorados(as) ainda presos ao rebanho social, podemos perder a oportunidade de demonstrar como a comida vegana pode ser nutritiva e saborosa, além de sermos colocados como anti-sociais. O fato de nos negarmos a ir, implica, em mesma linha de pensamento, em nos negarmos a convivermos dentro do lar, com pais, mães e irmãos(as) que sejam onívoros. Como escapar então desse paradoxo? Utilizando da convivência tolerante para demonstrar que é possível abandonar velhos hábitos em prol da vida, e não criando barreiras para estes relacionamentos.
14 Particularmente em minha família sou a única vegana, minha mãe é vegetariana e meu pai é onívoro, a relação íntima familiar, contudo, não é nem nunca foi abalada por causa da opção alimentar de cada membro. No grande círculo de amigos que me segue desde a infância, apenas um é vegano, nossos amigos são todos onívoros e como no laço familiar, qualquer atrito jamais ocorreu nas reuniões a que nos propusemos a ir. Sendo minoria, recebemos, na maioria das vezes, zombarias de todos os tipos, mas a tolerância com os amigos que ainda não conseguiram escapar desse "rebanho" sempre estreita os laços de amizade, nunca fomos vistos como anti-sociais, ao contrário, vemos que muitos mantém grande respeito pela mudança de hábitos que conseguimos embora outros nos achem estranhos, mas nesse caso se a segregação tiver que ocorrer, que parta deles , jamais de nós, deixando assim nosso ideal de Liberdade puro.
15 A Ética Biocêntrica admite a inclusão moral de todos os seres vivos, incluindo-se as plantas, através do reconhecimento de seu interesse na autopreservação, ou seja tanto animais quanto as plantas passam a ser "sujeitos de direito".
16 Vide texto original de Leonardo Boff no livro. Ecologia, Grito da Terra, Grito dos Pobres.
17 Prova cabal desse início de cisão dentro do movimento é a necessidade de explicarmos que o texto não quer impulsionar o onivorismo pelo simples fato de exigir respeito aqueles que ainda não conseguiram escapar, seja por fraqueza ou por opção, do rebanho, da caverna mental, da sociedade que nos cerca, levantar barreiras não nos tornará mais fortes.
18 Isso não quer dizer que devemos desistir de anunciar os benefícios do veganismo para homens e animais, mas respeitar as diferenças de opinião assim como desejamos, e nem sempre somos, respeitados pela nossa opção.



Simone Nardi









Simone Nardi – criadora deste blog e do antigo Consciência Humana, colunista do site Espírita da Feal (Fundação Espírita André Luiz) ; é fundadora do Grupo de Discussão  Espírita Clara Luz que discute a alma dos animais e o respeito a eles.Graduada em Filosofia e Pós-graduada em Filosofia Contemporânea e História pela UMESP.







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