segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Tratamento e Assistência Espiritual aos Animais: Envolvimento e Coerência (Estudo: Parte 2)


Colônia de animais


Mudança


É ela que irá tornar a Casa Espírita uma Entidade coerente, sem ela não haverá confiança na Entidade, já que pregará uma determinada coisa e na prática realizará outra. Porém é na hora da mudança que surge a auto-indulgência, da qual o espírita sempre lança mão para manter-se no mesmo lugar onde está. Não é falta de indulgência falar que vender carne na Casa Espírita - e aqui pegaremos mais pesado ao afirmar que Toda Casa Espírita e não apenas as que possuem o Tratamento Espiritual de Animais deveriam (devem) se abster da alimentação a base de animais, já que no próprio Pentateuco existe a explicação de que eles são irmãos, que possuem alma e que estão, como nós, em evolução -é um total contrassenso e não é falta de indulgência solicitar o total envolvimento dos trabalhadores nesta nova missão que surgiu há séculos, mas que o espiritismo somente agora, optou por estudar. Temos o costume de “ser indulgente” somente em relação ao tema “animais” pois envolve alimentação , quando não temos qualquer indulgência em relação aos pedófilos, estupradores e assassinos.

Indulgência :


... do latim indulgentia, de indulgeo que é “ser gentil”, este “ser gentil”, não significa que devemos nos calar para que o outro incorra em crimes, não significa que ele está acima da Lei, seja dos homens ou seja a Divina e não é igualmente algo que nos permita (ao sermos indulgentes como nos pedem a todos momento) que isentemos qualquer trabalhador do dever a que se propôs quando abraçou aquele trabalho, ao contrário, é a indulgência que nos permite exigir dele que faça o trabalho por inteiro e com amor. Ao sermos indulgentes com o trabalhador que acredita que a indulgência é o não lhe fazer mal, podemos exigir dele que seja igualmente indulgente para com os animais que ele devora.

Usamos de dois pesos e duas medidas a todo instante quando a “coisa” em questão nos incomoda. E o assunto vegetarianismo, espiritismo e animais, incomodam demasiadamente.

É infantilidade nossa pensar que ser indulgente com os erros alheios, com as vontades alheias é algo que demonstre bondade. Não ,isso não é demonstração de bondade, não é bom compactuar para que os outros continuem a fazer o mal somente porque alegamos que eles ainda estão no “tempo deles”. O tempo da mudança já passou, urge que salvemos vidas com as quais passamos tempo demais ignorando.

Também não adianta querermos ocultar a dor dos animais perguntando “O que Jesus faria”?

Vacas: Coma mais vegetais
Com certeza sabemos o que Jesus faria, ele falaria a verdade assim como sempre o fez e sendo gentil, às vezes. Foi exatamente por falar a verdade e não ser indulgente com o mal que Jesus foi crucificado. Ou não?

Ser justo, mostrar a verdade, ser forte na hora certa é ser indulgente, as pessoas normalmente confundem indulgência com o “fechar os olhos para o mal”, em ser conivente para com o mal apenas para não constranger aquele que erra.

Para que a mudança ocorra é preciso que o termo “irmão animal” deixe de existir dentro das muitas Casas Espíritas apenas como um jogo/regra de linguagem e passe a ser visto com realmente é: Frater, fraternidade, irmandade.

O jogo de linguagem nos diz “bacon”, a realidade fraterna deve nos mostrar o suíno, animal inteligente, irmão, possuidor de alma e reencarnante.

O jogo de linguagem nos diz calabresa, a realidade fraterna deve nos mostrar o suíno, animal inteligente, irmão, possuidor de alma e reencarnante.

Bife-Irmão animal
O jogo de linguagem nos diz bife, a realidade fraterna deve nos mostrar o boi, animal inteligente, irmão, possuidor de alma e reencarnante.

Por que alegar que mostrar a verdade é deixar de ser indulgente? Apenas para se manter no estado em que se está, esta é a resposta.

Sem a mudança a Entidade será vista com desconfiança, leve o tempo que levar isso vai ocorrer, as pessoas vão começar a perceber, os olhos vão começar a se abrir e o trabalho, com toda certeza, não será o mesmo.



Os jogos/regra de linguagem dentro da Entidade devem desaparecer, o Amor deve voltar a ser Amor, não se pode falar de amor diante de um bife, de uma salsicha ou de um bacon. Não se pode alegar um “Bem Maior” quando é o Outro que morre, quando é o Outro que sofre, não há Bem Maior quando não há esperança de uma boa vida. São estas arestas que devem ser aparadas e a mudança só irá ocorrer se houver realmente envolvimento , conhecimento de que os animais sofrem e morrem todos os dias, só haverá mudança se realmente nos importarmos verdadeiramente com os animais.



S.N.



* Na próxima parte trataremos do envolvimento da Casa e dos Tutores em relação a Assistência Espiritual de Animais.







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