segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Tratamento e Assistência Espiritual aos Animais: Envolvimento e Coerência (Estudo: Parte 1)


Puma



Amigos, com o surgimento do trabalho de Assistência Espiritual de Animais pelas Casas Espíritas, cresceu o interesse pelo tema da Alma Animal, porém, este trabalho inicialmente criado pelo amigo Marcel Benedeti - Fundador da ASSEAMA-, digamos de passagem , muitas vezes esquecido por quem muito lhe deve, não visava apenas a alma animal, mas a expansão de uma mudança em relação a estes irmãos, uma mudança que assusta muitas pessoas e que se chama VEGETARIANISMO. Surgiu então a necessidade de sabermos o que buscar numa Casa Espirita que se coloca a disposição para o Tratamento Espiritual de Animais ou o que a Casa Espirita que inicia este trabalho deve saber, conhecer e enfrentar para ser coerente com o que pensa, com o que fala e com o que faz. 



O tema é difícil, sabemos, surgirá discussões e melindres de todos os lados, também sabemos, mas é necessário frear os erros e mentiras antes que se tornem realidades, é preciso esclarecer pois sabemos que os seres humanos sempre "aliviam a cruz de si mesmos" quando a dor é nos animais. Se você está disposto a abrir este trabalho, é preciso estar também disposto a mudar, do contrário não estará realmente auxiliando os animais .



Boa leitura.













Tratamento e Assistência Espiritual aos Animais: Envolvimento e Coerência 


(Estudo: Parte 1)





Animais 


Cresce a cada dia o interesse das pessoas em relação ao Tratamento Espiritual de Animais, a grande maioria recorre às poucas Casas que estão realizando este trabalho para buscar auxílio para a doença de seu animal (tutelado), outros vão por mera curiosidade e poucas, rara vezes na realidade, alguns outros vão para aprender algo novo.

Por outro lado, será que todas as Casas estão prontas a socorrer, a saciar as curiosidades e a ensinar a estes que buscam auxílio?

Antes de tudo é preciso que se tenha em mente que o trabalho com animais não é igual a qualquer outro trabalho que as Casas Espíritas estão acostumadas a realizar. É fácil você convencer as pessoas de que uma creche necessita de recursos, são nossos iguais, são seres humanos. Também é fácil quando se trata de cuidar e auxiliar as grávidas ou os velhinhos abandonados pelos filhos que um dia também foram crianças. Nossa relação humana , ao menos dentro das Casas Espíritas, já está resolvida,um pequeno acerto aqui ou ali e as coisas fluem naturalmente, porque afinal "Fora da Caridade (entre humanos) não há salvação".

É exatamente aí que todo o trabalho pode começar a se complicar, pois quando se trata de animais a coisa é bem diferente. Realizar a Assistência Espiritual aos Animais não envolve apenas dar passes ou irradiar a água para cães e gatos que na maioria, possuem raça e "donos" que ainda não abriram seus olhos para o conceito "animais".

O trabalho com animais envolve conhecimento a partir de estudos variados, mudança de comportamento, envolvimento ético e moral de cada trabalhador e da Casa como Entidade,além de muita coerência de todos - estejam envolvidos ou não neste trabalho - observando que é um trabalho da Casa e não de meia dúzia de trabalhadores.


Conhecimento


Perispiritos
Os estudos sobre a espiritualidade dos animais (reencarnação, alma, chakras, passes, etc),fazem parte da grade de estudos que serve para saciar a sede de conhecimento dos tutores e dos trabalhadores, além de direcionar o trabalho de cura (assistência) com maior segurança. Muitos tutores, extremamente ligados a seus animais, quando os perdem através do desencarne, desejam saber apenas se eles possuem mesmo uma alma, se foram bem acolhidos no plano espiritual , se reencarnam e mais, se um dia irão retornar ao mesmo lar. A isso os estudo da espiritualidade dos animais será capaz de responder a altura. Mas não é o trabalho da Casa ofertar ao tutor apenas o que ele deseja, é preciso ofertar também o que muitas vezes ele não deseja saber, mas que necessita. 

O trabalho de assistência aos animais pode até ter como recurso o auxílio ao tutor, mas quem vem em primeiro lugar aqui são os animais, e quando nos referimos a “animais” não nos referimos apenas a cães e gatos. Infelizmente nenhum estudo que envolva a espiritualidade dos animais é capaz de "Mudar" a grande maioria das pessoas, sejam elas espíritas ou não. Saber que eles possuem alma sacia o conhecimento a este respeito, mas não respalda o estudante a olhar os animais com o coração repleto de alteridade ao seu sofrimento pois, até então o “animal” possuidor de alma que a grande maioria “abraça” é aquele que o tutelado possui(cão, gato ou pássaro), assim também o são os "animais" destinados aos trabalhos de assistência dentro de algumas Casas Espíritas , não expandindo, deste modo, o conceito de moralidade para além deles. Surge então a necessidade da saída dessa "bolha de estudo espírita” para o mundo real e material dos animais, expandindo este conceito para além da espiritualidade, para algo que aproxime todos da compreensão do real significado de "animais", bem como de sua vivência na materialidade, a qual ainda estamos todos atrelados.

Abrir o coração e a mente para os animais implica em ver bois, vacas, galinhas, suínos, entre outros utilizados para a alimentação, como possuidores de alma, como seres reencarnantes e em ascensão evolutiva, como seres que merecem nosso respeito, nossa compreensão e mais, implica em que abdiquemos do "prazer" (hábito) mórbido que temos de devorá-los.

É nesse exato momento em que a Casa que se dispuser a realizar este trabalho deve ter envolvimento e coerência. Vivemos uma verdade dolorida em que, embora o Espiritismo diga que os animais são irmãos possuidores de alma, a esmagadora maioria das Casas Espíritas se mantém atrelada a almoços, jantares, noites de pizza e chás numa convivência de dominação e morte com os animais para arrecadarem fundos financeiros para suas obras assistenciais, obras estas que não incluem a maior obra assistencial deixada por Jesus: o amor - ao menos não quando se trata de animais.

Como então fundir um trabalho com animais, de amparo e assistência e de outro lado um trabalho de dominação e dor?

Jesus já dizia : “Não se pode servir a Deus e a Mamon”.

"Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará a outro, ou se prenderá a um e desprezará o outro. Não podeis servir simultaneamente a Deus e a Mamon.” (S. LUCAS, cap. XVI, v. 13.)

Chakras de um cão
Devemos refletir exatamente a parte onde Jesus nos diz: “Porque ou odiará a um e amará a outro ou se prenderá a um e desprezará o outro”. E este trabalho, dentro de uma Entidade não preparada (como a maioria ainda não está) vai causar exatamente isto: desprezo ao trabalho com animais, amor ao hábito carnista.

Muitas Casas se atiram aos trabalhos de Assistência Espiritual dos Irmãos Animais sem se darem conta destes desvios de caráter que ainda temos. Sem se darem conta dos melindres e constrangimentos que irão surgir quando, em um dia ocorrer o Tratamento Espiritual de Animais (neste caso apenas cães e gatos, frisaremos sempre) e em outro um jantar de arrecadação de fundos, onde serão servidos corpos de animais (bois, suínos, galináceos) para saciar aqueles que ainda acreditam haver a necessidade de matar estes irmãos para alimentação.

Frisamos, a CASA ESPÍRITA como ENTIDADE que é, com o nome que carrega, toda ela e não apenas aqueles que escolheram trabalhar com animais passam a estar envolvidos nisso. Não há como se apontar este ou aquele, é a ENTIDADE que coloca seu NOME a disposição de todos.

Torna-se então, incoerente unir trabalhos com animais com churrascadas, com feijoadas de suínos, com galinhadas etc e tal. Será preciso rever o trabalho, rever os eventos, será preciso educar todos os demais trabalhadores que , porventura, mesmo sabendo que os animais são irmãos possuidores de alma, os devoram sem o menor remorso, mas que se melindram quando a palavra Vegetarianismo é pronunciada dentro da Casa.


Simone Nardi 

(S.N.)




* Aguarde o próximo artigo do estudo sobre a necessidade de coerência nos trabalhos e a exigência da mudança de pensamento em relação aos animais.
Todos os links do artigo se encontram neste blog.





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2 comentários:

  1. É isso Simone. Temos que escolher a quem queremos servir e, se escolhermos servir a Deus, é imprescindível nos conscientizarmos que somos criaturas de Deus como todas as outras que habitam esse planeta e o universo.
    Descer da nossa empáfia de "topo da criação" é condição sine qua non para que se instale aqui o reino de Luz, Paz e Amor e sejamos habitantes de um mundo de regeneração. Não há mundo de regeneração sem regenerandos.
    Abraços fraternos, Luz, Paz e Bem pra você!

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  2. Boa frase a sua Beth: não há mundo de regeneração sem regenerados. Por isso temos que insistir nas mudanças e deixar de exaltar as fraquezas.
    Grande abraço
    SI

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