segunda-feira, 3 de junho de 2013

O Espiritismo e os Animais : Ciência ,Religião e Filosofia numa jornada de amor- pt 14

O Espiritismo a Ciência e os Animais




Parte 14




Nossa tarefa é nos libertarmos… aumentando nosso círculo de compaixão para abraçar todas as criaturas vivas e toda natureza e sua beleza.

Albert Einstein 


Destruição e Crueldade

752.  Pode-se ligar o sentimento de crueldade ao instinto de destruição?
R.É o instinto de destruição no que há de pior. Se a destruição é, às vezes, uma necessidade, a crueldade nunca é; é sempre o resultado de uma natureza má.


As frases podem ilustrar mais facilmente nosso pensamento, há uma de Maynard que diz o seguinte:
 Coloque uma criança pequena num chiqueirinho, com uma maçã e um coelho de verdade. Se ela comer a maça e brincar com o coelho, ela é normal; mas se ela comer o coelho e brincar com a maçã, eu lhe compro um carro novo. Em algum momento ao longo de nosso trajeto, fomos ensinados a fazer a coisa errada.(Maynard)


 “Em algum momento de nosso trajeto fomos ensinados a fazer a coisa errada”, a sermos cruéis e destrutivos, já que como Centelhas Divinas isso não faz parte da nossa natureza, esse ato de crueldade em relação ao outro precisa ser ensinado e depois de aprendido, a parte mais difícil é voltar ao caminho correto, por isso é tão difícil às pessoas aceitarem o vegetarianismo como uma forma de mudança moral, há tantos anos somos ensinados a matar e destruir tanto os animais quanto o Planeta, que esse pensamento enraizou-se em nosso campo mental e nós resistimos de todos os modos a deixá-lo desaparecer para que uma nova forma de pensamento de amor e de vida, retome o lugar que lhes foi roubado um dia.


753. Como se explica que a crueldade seja a característica predominante dos povos primitivos?
R. Entre os povos primitivos, como os chamais, a matéria prepondera sobre o Espírito; eles se abandonam aos instintos bárbaros e, como não têm outras necessidades além da vida corporal, pensam somente em sua conservação pessoal, e é isso que os torna geralmente cruéis. Além do mais, os povos cujo desenvolvimento é imperfeito estão sob o domínio de Espíritos igualmente imperfeitos que lhes são simpáticos, até que povos mais avançados venham destruir ou enfraquecer essa influência.


Aqui vemos que foi colocada a crueldade como característica de povos primitivos, porém o que entendemos por crueldade e por primitivismo? Quem é vegetariano há muitos anos vê o quanto os onívoros são cruéis com os animais. Quando vemos que muitos amigos se apegam tanto a ideia dessa necessidade para o corpo carnal, vemos que há um certo primitivismo em seus pensamentos, que não lhes permite ir mais adiante, é aqui também a matéria imperando sobre o Espírito, não lhes é possível enxergar a barbárie que cometem aos animais, pensando também, somente em sua conservação pessoal. Fechar os olhos é que nos torna realmente cruéis.


754. A crueldade não vem da ausência do senso moral?
R. Diremos melhor, que o senso moral não está desenvolvido, mas não que esteja ausente, porque ele existe, como princípio, em todos os homens; é esse senso moral que os faz mais tarde serem bons e humanos. Ele existe, portanto, no selvagem, mas está como o princípio do perfume está no germe da flor antes de desabrochar.


Esse senso moral existe e é o que torna os seres bons e humanos, só precisa ser liberto, esse caminho terá de passar pelo fim do especismo, não há como negar tal fato, ele é uma das fases no aprendizado do amor, ele irá nos equilibrar em relação a todos os nossos demais bens morais, sem um único “bem”, por mais simples que possa parecer, não estaremos completos e precisaremos retornar e retornar para que ele nos complete.Desenvolver o vegetarianismo e eliminar o especismo é desenvolver uma das etapas da caridade para com o próximo, é desenvolver uma nova ramificação que nos levará ao amor maior que é Deus, podemos ser bons, podemos ser justos, mas até que ampliemos essa visão de bondade e justiça aos animais, não estaremos espiritualmente completos.


773.  Por que, entre os animais, pais e filhos deixam de se reconhecer assim que os filhos não necessitam mais de cuidados?
R. Os animais vivem vida material e não moral. A ternura da mãe com seus filhotes tem origem no instinto de conservação de suas crias; quando eles podem cuidar de si mesmos, sua tarefa está cumprida, a natureza não exige deles mais nada; por isso os abandona, para se ocupar com os outros recém-chegados.


Essa frase nos traz a oportunidade de fecharmos outra porta para aqueles que replicam que o homem necessita da carne, porque assim também o faz o leão e outros animais carnívoros:  Os animais vivem uma vida “Material”, os seres humanos vivem uma vida “Moral”. Isso tem uma implicação muito grande em nosso existir, pois ao dizermos que podemos matar porque o leão o faz, aceitamos que nos movemos muito mais pelo instinto animal do que pelo moral quando, já sob a forma humana, quando deveria ocorrer exatamente o contrário.

774. Há pessoas que deduzem, do abandono dos pequenos animais por seus pais, que entre os homens os laços de família são apenas resultado dos costumes sociais e não uma lei natural; que devemos pensar disso?
R. O homem tem destinação diferente dos animais; por que, então, querer se parecer com eles? Para o homem, há outra coisa além das necessidades físicas: a necessidade do progresso. Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família estreitam os sociais: eis por que fazem parte da lei natural. Deus quis que os homens aprendessem assim, a se amar como irmãos. 


Não podemos entender essa “destinação diferente”, como se somente ao homem fosse destinado um lugar junto ao Pai, isso não condiz com o amor Divino, todos nós, desde os minerais, caminhamos para Deus, não há destinações diferentes, um não nasceu para sofrer assim como o outro não nasceu para reinar. Apenas , sob forma humana, nos encontramos um pouco mais avançados moralmente do que os animais. Essa destinação é a de ,como mais adiantados moralmente que os animais, estarmos destinados a aprender a amar antes que eles, estamos destinados a sermos seus protetores e não vice versa, esse o destino da humanidade, cuidar dos que sofrem por serem ainda, inferiores moralmente.


Referência Bibliográficas

Alan Kardec – Livros dos Espíritos   
Simone Nardi

Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana




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