segunda-feira, 27 de maio de 2013

O Espiritismo e os Animais : Ciência ,Religião e Filosofia numa jornada de amor- pt 13

O Espiritismo a Ciência e os Animais




Parte 13

 Até que estendamos nosso círculo de compaixão a todas as coisas vivas,
não encontraremos paz.
Albert Schweitzer


A destruição


 734. Em seu estado atual, o homem tem direito ilimitado de destruição sobre os animais?
R.  Esse direito é regido pela necessidade de prover a sua alimentação e segurança. O abuso nunca foi um direito.


Isso foi dito há 200 anos, quando mulheres e negros sequer possuíam seus direitos, que dizer os animais?Será que hoje há mesmo essa tal necessidade de prover a alimentação com a carne ou nós é que criamos essa ideia para nos mantermos como estamos? Por certo que o vegetarianismo/ veganismo demonstram que não apenas é possível, mas é bem mais saudável uma alimentação sem carne  e sem crueldade. Alguém consegue negar o abuso que existe hoje em relação ao aprisionamento e ao abate dos animais? Alguém nega? As fazendas de pecuária, as granjas, milhões de animais sendo mortos para que poucos comam seu bife, já que essa é uma iguaria da qual os realmente necessitados não se utilizam. Que direito passamos a ter sobre as criaturas que Deus nos confiou à evolução?Matar? Isso é direito? Se for, com certeza abdico do meu direito sobre eles, pois até onde sei não temos direito algum de matar nossos irmãos, ainda mais sabendo que não mais necessitamos de suas carnes, a não ser em nossos campos mentais que privilegiam mais o materialismo do que o Espírito.


735. O que pensar da destruição que ultrapassa os limites das necessidades e da segurança? Da caça, por exemplo, quando tem por objetivo apenas o prazer de destruir sem utilidade?
R. Predominância dos maus instintos sobre a natureza espiritual. Toda destruição que ultrapassa os limites da necessidade é uma violação da lei de Deus. Os animais destroem apenas de acordo com suas necessidades; mas o homem, que tem o livre-arbítrio, destrói sem necessidade; ele deverá prestar contas do abuso da liberdade que lhe foi concedida, porque cede aos maus instintos.


Devemos refletir bem sobre essa frase : “Predominância dos maus instintos sobre a natureza espiritual”,nosso desejo ardente de lutar contra essa ideia de vegetarianismo, bem como contra a experimentação animal ou contra a existência de zoológicos, também está pautada nessa simples e objetiva frase, “em nós predomina ainda muito mais os instintos do que a natureza espiritual”, nós nos apegamos tanto a esses instintos que passamos a não acreditar ser possível dominar o desejo de comer carne,de libertar animais, de parar de testar produtos nestes irmãos, e diante disso vamos destruindo tudo a nossa frente, há muito que já ultrapassamos o limite da necessidade e da segurança. Limite da necessidade porque hoje já sabemos que a carne não necessita da carne e da segurança porque abusamos de nosso livre arbítrio colocando em risco não apenas nossas vidas, mas a de todo um Planeta.


736. Os povos que são muito escrupulosos com relação à destruição dos animais têm um mérito particular?
R. É um excesso, mesmo sendo um sentimento louvável em si mesmo; se  torna abusivo, e seu mérito é neutralizado pelos abusos de outras espécies. Há entre eles mais medo supersticioso do que a verdadeira bondade.


Sempre dizemos aqui que o vegetarianismo não transforma ninguém em uma pessoa  boa , é a bondade que transforma a pessoa em vegetariana, esse é apenas mais um caminho que teremos que percorrer para nos moralizarmos. Muitos povos não matam animais para comer, porém os maltratam de outras formas, com sede, com fome, em total  abandono, isso não é escrúpulo, isso é egoísmo, não há qualquer ato de bondade nessa ação, ela é interesseira apenas e não pode ser vista como benevolência.


746. O assassinato é um crime aos olhos de Deus?
R. Sim, um grande crime; porque aquele que tira a vida de seu semelhante corta uma vida de expiação ou de missão, e aí está o mal.


Há uma frase de Leonardo Da Vinci que diz. "Haverá um dia em que o homem conhecerá o íntimo do animal, neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a humanidade." Eis que um dia a palavra “assassinato” também incluirá nela, naturalmente, o irmão animal, de forma que compreenderemos que matar um animal como fazemos hoje é um crime tão grande como matar um semelhante, porque é o especismo que ainda hoje nos obriga a nos sentirmos superiores aos demais animais, é o orgulho que nos cega a ponto de não nos permitirmos ver que dentro do conceito de semelhança, não está apenas o semelhante na forma humana, mas a semelhança de Deus, da Criação Divina;  somos semelhantes aos animais porque viemos do mesmo Pai e vamos todos retornar para Ele, não importe o tempo que levarmos, somos semelhantes porque nascemos todos para aprender a amar.

Referência Bibliográficas


Alan Kardec – Livros dos Espíritos 


Simone Nardi 



Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana




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