segunda-feira, 22 de abril de 2013

O Espiritismo e os Animais : Ciência ,Religião e Filosofia numa jornada de amor- pt 8


O Espiritismo a Ciência e os Animais

Parte 8 

 

 

 

"Quando você compreende o valor de todas as formas de vida, você dá menos ênfase ao que é passado e se concentra mais em preservar o futuro."


Inteligência animal:

603. Nos mundos superiores, os animais conhecem a Deus?
R. “Não. Para eles o homem é um deus, como outrora os Espíritos eram deuses para o homem.”

Se tratássemos os animais como Deus nos trata, com certeza a carne animal já teria sido abolida da nossa mesa há milênios; mas, e se Deus nos tratasse como nós tratamos os animais? Aqui na Terra, onde viemos todos para aprender, o ser humano ainda é um deus para os animais, há aqueles que realmente se comportam com docilidade diante do sofrimento animal, acolhendo, alimentando, saciando a sede, tal como Jesus um dia falou: “Tudo o que fizerdes a um desses pequeninos é a mim que o fazeis”. 


Mas há também aqueles para quem os animais são seres invisíveis, só vistos como um pedaço de carne sobre a mesa, independente da religião que seguem, não há para eles necessidade de respeito pelos animais, pois acreditam ainda que suas necessidades sejam mais importantes que  uma vida criada por Deus, e que estão ao nosso lado na Terra não para servir, mas para evoluir. Não há mais desculpas para o que fazemos aos animais, a não ser nossa falta de vontade em mudar. 


604. Pois que os animais, mesmo os aperfeiçoados, existentes nos mundos superiores, são sempre inferiores ao homem, segue-se que Deus criou seres intelectuais perpetuamente destinados à inferioridade, o que parece em desacordo com a unidade de vistas e de progresso que todas as suas obras revelam.
R. “Tudo em a Natureza se encadeia por elos que ainda não podeis apreender. Assim, as coisas aparentemente mais díspares têm pontos de contato que o homem, no seu estado atual, nunca chegará a compreender. Por um esforço da inteligência poderá entrevê-los; mas, somente quando essa inteligência estiver no máximo grau de desenvolvimento e liberta dos preconceitos do orgulho e da ignorância, logrará ver claro na obra de Deus. Até lá, suas muito restritas ideias lhe farão observar as coisas por um mesquinho e acanhado prisma. Sabei não ser possível que Deus se contradiga e que, na Natureza, tudo se harmoniza mediante leis gerais, que por nenhum de seus pontos deixam de corresponder à sublime sabedoria do Criador.”


Nessa resposta já podemos entrever o que nos “cega” diante da recusa em pararmos de nos alimentar dos corpos de animais. Não é a nossa necessidade física como frequentemente colocamos, não é mais o fato de nos alicerçarmos na frase “a carne nutre a carne” como gostamos de sempre frisar, mas é o estado de “poder”, o poder que temos, ou achamos que temos, de fazer com eles o que desejamos, é a comodidade de nos abstermos de executar a nossa reforma íntima, deixando sempre para o futuro, que não tarda a chegar. Outra coisa que podemos ver na resposta acima, é a afirmação de que Deus criou os animais com um propósito, que não é o de “servir” aos desejos humanos mas o de evoluir ao “seu lado”, mas os preconceitos do orgulho e da ignorância, não nos deixam enxergar tal coisa.


604.a) A inteligência é, assim, uma propriedade comum, um ponto de contato entre a alma dos animais e a do homem?
R. Sim, mas os animais têm apenas a inteligência da vida material; para o homem, a inteligência produz a manifestação da vida moral.


Tal resposta só vem aumentar a nossa responsabilidade moral em relação aos animais, pois se nossa inteligência produz tal manifestação moral em nossa vida, temos muito mais responsabilidade do que os demais seres da criação, lembrando sempre que muito será cobrado daquele que muito sabe, e nós hoje sabemos muito para nos permitirmos nos estagnar nessa falta de moralidade vinda de nosso passado violento e que nos ensinou a maltratar os animais.


605. Se considerássemos todos os pontos de contato entre o homem e os animais, não poderíamos deduzir que o homem possui duas almas: a alma animal e a alma espírita e que, se não tivesse essa última, poderia viver como o animal? De outro modo, pode-se considerar que o animal é um ser semelhante ao homem, tendo menos alma espírita? Isso não significaria que os bons e os maus instintos do homem seriam o efeito da predominância de uma dessas duas almas?
R.  Não. O homem não tem duas almas; mas os corpos têm instintos que são o resultado da sensação dos órgãos. Há nele apenas uma dupla natureza: a natureza animal e a natureza espiritual. Pelo seu corpo, participa da natureza dos animais e seus instintos; pela sua alma, participa da natureza dos Espíritos.


Assim como os homens, os animais igualmente não possuem duas almas, mas apenas uma que evolui em todos os estágios até atingir a intelectualidade na qual nos encontramos, tudo o que aprendemos enquanto estagiamos nos demais reinos não é jamais perdido, acumula-se em nosso espírito nos permitindo novos aprendizados, temos o instinto que veio dos animais, dentre outros aprendizados que vieram dos demais reinos.

Referência Bibliográficas


Alan Kardec – Livros dos Espíritos


Simone Nardi


Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana






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