segunda-feira, 15 de abril de 2013

O Espiritismo e os Animais : Ciência ,Religião e Filosofia numa jornada de amor- pt7

O Espiritismo a Ciência e os Animais


Parte 7   



Pelo prazer de um mero bocado de carne em nossa boca
 nós privamos uma alma do sol e da luz,
e daquela parcela de vida e tempo da qual veio
ao mundo para desfrutar.
Plutarco

Alma Animal:

600. Sobrevivendo ao corpo em que habitou, a alma do animal vem a achar-se, depois da morte, em estado de erraticidade, como a do homem?
R. “Fica numa espécie de erraticidade, pois que não mais se acha unida ao corpo, mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e obra por sua livre vontade. De idêntica faculdade não dispõe o dos animais. A consciência de si mesmo é o que constitui o principal atributo do Espírito. O do animal, depois da morte, é classificado pelos Espíritos a quem incumbe essa tarefa e utilizado quase imediatamente. Não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas.”


Essa pergunta é muito interessante e serve aqui para demonstrar que em 200 anos de espiritismo algumas coisas se clarearam e novas verdades foram descobertas, hoje vemos André Luiz nos contar de carroças puxadas por cavalos, por cães que auxiliam no mundo astral, ou seja,  a frase: “Não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas”, já não pode mais ser compreendida como antes, pois os conhecimentos que nos são passados por outros espíritos nos esclarecem e nos direcionam a uma nova compreensão, e sabemos hoje, através de diversos autores espirituais, que isso acontece e com muita frequencia. 


O espírito está errado então?Seria heresia discordar dele? Não, ele apenas falou coisas que pessoas de 200 anos atrás estavam preparadas para ouvir. Como evoluímos com o passar dos anos, já podemos contemplar novos conhecimentos, sem termos que ficar arraigados no passado com medo de “discordar” ou re-analisar o Livro dos Espíritos, até porque por várias vezes o próprio Kardec deixou claro que as suas obras não eram o fim de tudo, mas o início de uma jornada de luz.


 601. Os animais estão sujeitos, como o homem, a uma lei progressiva?
 R . “Sim; e daí vem que nos mundos superiores, onde os homens são mais adiantados, os animais também o são, dispondo de meios mais amplos de comunicação. São sempre, porém, inferiores ao homem e se lhe acham submetidos, tendo neles o homem , servidores inteligentes.”
“Nada há nisso de extraordinário, tomemos os nossos mais inteligentes animais, o cão, o elefante, o cavalo, e imaginemo-los dotados de uma conformação apropriada a trabalhos manuais. Que não fariam sob a direção do homem?”


Servidores inteligentes. Hoje mesmo os animais nos “servem”, e nós, sem piedade de nossos “escravos”, os acorrentamos, matamos, mutilamos, com a desculpa que de somos seres a parte na criação, seres superiores e que aquele que nos serve, deve sofrer, visão essa , obscurecida pelo nosso orgulho. Se tivéssemos em nós, o mínimo amor que Deus nós pede, com certeza jamais tornaríamos a tratar os animais como escravos e sim, como fiéis companheiros e não servidores, pois servir, como nos dirá Goethe, não é próprio dos seres inferiores, pois Deus serve aos homens :


“ O servir não é próprio dos seres inferiores. Deus, que nos dá o fruto e a luz, serve.Poderia chamar-se: O Servidor!E tem seus olhos fixos em nossas mãos e nos interroga todos os dias: "Serviste hoje? A quem? À árvore, ao teu amigo, à tua mãe?[...] há intensa alegria em ser justo e bom; há, porém, maior alegria em servir!Onde houver uma árvore para plantar, procura tu mesmo plantá-la; onde houver um erro para corrigir, corrige-o tu com bondade; onde surgir uma dor a mitigar, mitiga-a tu com solicitude; onde aparecer árdua e penosa tarefa que todos recusem, encarrega-te logo de realizá-la![...] Sê tu, idealista, sê tu quem serve! (Goethe)


O que nos faz deixar de ver os animais apenas como “servidores inteligentes”, pois Deus que é a Inteligência suprema, força primária de todas as coisas, serve ao homem com bondade, nós é que temos, sobremaneira, o costume de acreditar que quem está na escala espiritual um pouco abaixo da nossa, deve “servir”, quando o contrário é que deve ocorrer, o que mais possui inteligência, o que mais possui força, é este que deve auxiliar aos mais fracos. Está na hora de começarmos a servir.


602 Os animais progridem, como o homem, por ato da própria vontade, ou pela força das coisas?
R. “Pela força das coisas, razão por que não estão sujeitos à expiação.”


Foquemos a frase: “Não estão sujeitos a expiação”. No entanto o homem lhes confere uma gama tão grande de torturas que chegamos a acreditar que expiam pelos nossos atos. Não estando eles, sujeitos a expiação, qual o motivo de um sofrimento não natural como esse? O homem é o motivo, o homem e seu orgulho de compreender as coisas somente quando lhe satisfaz aos desejos, não importando quem sofra. Essa expressão utilizada pelo espírito “Pela força das coisas”, nos deixa claro o que são essas “coisas”: Nós, a humanidade que os aflige sem um ponto de remorso, cheios de desculpas pelas fraquezas e pela farsa da superioridade, poderíamos ser ainda mais claros e dizer “Os animais progridem pela força violenta com que a humanidade os trata”, eles aprendem a temer as pessoas, eles aprendem a fugir, eles reconhecem que, na maioria das vezes, a visão de um ser humano é significado de dor e morte. Será que isso é ser superior?


A superioridade nos enche de responsabilidade, de ética e de moral, ir contra a isso é ir contra o amor de Deus.



Referência Bibliográficas


Alan Kardec – Livros dos Espíritos



Simone Nardi
Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana






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