segunda-feira, 11 de março de 2013

O Espiritismo e os Animais : Ciência ,Religião e Filosofia numa jornada de amor- pt2


O Espiritismo,  a Ciência e os Animais


Parte 2








Às vezes esbarramos com outra dificuldade, alguns amigos , sobretudo no que se refira a alimentação carnívora, simplesmente dispensam as demais obras que acaso façam citações contrárias ao abate de animais e se agarram unicamente a uma ou duas perguntas do Livro dos Espíritos, como se ele fosse uma lei a ser seguida. Se fossemos acreditar que somente as Obras Básicas estão corretas, como esses amigos desejam o tal “Purismo Doutrinário”, teríamos que esquecer  os livros de outros autores espirituais que se colocam contra o consumo de carne animal, muitos desses amigos espirituais que escreveram pelas mãos de Francisco Candido Xavier. Talvez o mais marginalizado de todos, devido a sua sensatez no trato do assunto e sua extrema sinceridade seja ainda Ramatis, apavorando aqueles que ainda não estão abertos às mudanças de nossa ciência terrena que comprovaram não somente a senciência [1]animal, mas sua  inteligência, dois motivos que antes, “permitiam” suas mortes pelos mais intelectualizados que eles.


Hoje, acreditar que a Doutrina não se opõe contra o consumo de carne, é negar-se a acreditar que o espiritismo avança todos os dias, é negar que em 200 anos nós também conseguimos evoluir – “caminhando com o progresso” - mesmo que pouco, porém o suficiente para começarmos a compreender que os animais, todos eles, são mesmo nossos irmãos e que devemos a eles um tratamento de respeito e amor. Não é assim que os anjos nos tratam? Não é assim que Deus nos trata? Não é para Ele que caminhamos? Se somos todos luzes da Luz Maior  como podemos cometer atos que vão contra sua bondade? Porque nos desconhecemos como luzes da Luz Maior. Devemos refletir então: Por quanto tempo ainda desejaremos nos esconder de nós mesmos, nós “homens do conhecimento”?

É claro que cada um tem sua necessidade ou mais corretamente dizendo, acredita que a tenha, porém é inerente na frase  “a carne nutre a carne”, que somos ainda seres mais pesados materialmente e que seremos mais leves ou menos densos, quanto mais nos afastarmos da alimentação carnívora. É para esse desprendimento da matéria que o Espiritismo trabalha. Ou não? O problema para alguns que ainda assim não conseguem ou mais apropriadamente dizendo, não desejam ver os animais como verdadeiros irmãos, é que para se chegar a Luz Maior não há outro caminho. 


A frase “a carne nutre a carne” na verdade hoje, através dos conhecimentos que adquirimos sobre o que ocorre aos animais antes e durante o abate, tornou-se mais uma armadilha do que uma permissão para que continuemos a praticar essa violência brutal contra eles, ela é agora e talvez sempre tenha sido, uma armadilha contra nós mesmos. É essa “desculpa” que nos torna mais densos materialmente e é esse ser mais pesado  que se alimentará da carne, do que é igualmente feito, pois acredita que necessita dela para sobreviver, tal como os irmãos desencarnados que se agrupam ao redor daqueles que fumam, bebem ou ingerem a carne ainda acreditam que necessitam desses vícios mesmo fora do fardo carnal. Como ainda nos desconhecemos não conseguimos ver uma infinidade de outros alimentos igualmente “densos”, porém isentos de qualquer crueldade, que serviriam ao nosso corpo material e que nos alimentariam ainda melhor: as frutas e os legumes são exemplos disso. Ao repetirmos sem pensar “ a carne nutre a carne” esquecemos de ver que defendemos uma bandeira que nos força a ficarmos mais pesados, mais distantes da liberdade espiritual que buscamos todos os dias quando oramos a Deus pedindo perdão por nossos atos, ou quando auxiliamos aquele próximo que se encontra em dificuldade. Não notamos que ao dizermos isso na verdade estamos dizendo que “ a carne de nosso irmão de jornada, nutre o nosso insaciável instinto predatório“  e assim estamos nos colocando como seres densos, violentos, ávidos pela morte de nosso irmão e isso é algo sobre o que devemos urgentemente nos debruçar afim de realizarmos uma maior reflexão.


Ao que parece queremos nos despir dessa carne densa, materialmente pesada, então por que não caminhar com o progresso e ver agora a frase “ a carne nutre a carne”  como um passo vencido  na evolução - ou a ser vencido -, ao invés de um escudo para que continuemos a nos preocupar somente com a alma dos animais e não com o momento que antecede seu desencarne, sobretudo dentro dos abatedouros? Porque estamos acostumados a ouvir alguns oradores dizerem que “não há mal em se comer um bifinho”, mas ignoramos que esses comentários “gentis” nunca surgem seguidos das imagens que ocorrem dentro de um matadouro de animais, nem do som emitido por eles no momento em que antecede seu assassínio, porque isso chocaria alguns espíritas, devotados samaritanos de Deus.


Vamos reler juntos algumas questões do Livro dos Espíritos, tecer alguns comentários entre o Livro dos Espíritos e a Realidade concreta que já conhecemos a respeito do que acontece aos animais, somente para tentar esclarecer este que é um passo a ser vencido em nosso progresso e porque usamos nossa fraqueza como o escudo de nossos medos:  o Vegetarianismo.


Para conjecturarmos para a próxima parte , deixo aqui uma questão que deve ser refletida com muito carinho:

 1) O que é Deus?

 R. Deus é a Inteligência suprema, força “Primária” de todas as coisas.



NOTAS




[1] Capacidade sentir física e psiquicamente, ou seja, capacidade de percepção as dores e as emoções.

Referência Bibliográficas



Allan Kardec – Livros dos Espíritos

F. Nietzsche. Genealogia da Moral



Simone Nardi


Redação do blog Irmão  Animais- Consciência Humana






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